s
s
s
s
s
s
s

El contenido de esta página requiere una versión más reciente de Adobe Flash Player.

Obtener Adobe Flash Player

ngelo Rodrigues [Cnsul - Lisboa Centro]
Nacionalidad:
Portugal
E-mail:
Biografia
Temperamental-mente

1.
Quando constatei
a encarnao do Acaso-Absoluto
agarrei-me s vsceras do planeta
e toquei subtilmente
na inconcilivel dualidade da
alma e do corpo.
Lembro-me que me aconteceu
um orgasmo cerebral
e vivi durante trs Eternidades
e sete sonhos
momentos inebriantes e muito confusos.
Do que me aconteceu somos
todos culpados.
Conclu tambm que existimos
s para conhecermos a angstia-dos-fiis
e as rstias dos sonhos mal-acabados.
Temos que nos anular;
temos que nos redimir pelo Nada
que contm o Todo.
A Juventude e a Beleza
de todos os sentido de agora,
so simplesmente um acaso do 1 grau
escala csmica.
A Juventude e a Beleza
s tm sentido no acaso
da encarnao que se segue.
A nossa perplexa vida feita de acasos
e de encontros fortuitos,
de mil sentidos sem horizonte.
A minha vida uma partitura a duas vozes.
H sempre um caminho onde circula
uma Beleza-Secreta da asas azuis
espera de um passageiro de viagens eternas.
Este poema maior que ele prprio;
um bilhete que d acesso a todos
os Universos.

2.
Sou um iniciado de CHRISTOS.
No mais profundo de mim
existe um Templo de Esprito
que anseia a sua visita irradiante.
Tudo puro e de paz
quando a Luz ilumina o Templo.
Irradiantemente bebi um copo com Hermes.

3.
Sou sendo o Minotauro, o fio de Ariana e o Labris.
Quando me esqueo do Labris e do fio terrvel e confuso;
o Minotauro investe e o medo instala-se,
desorientado e preso na impotncia, viro esttua de barro.
A luta quase impossvel porque no sou heri nem filho de Teseu
e o estado divino teima em no se revelar nos homens de angstia e de ansiedade onrica e temperamental.
Com o Labris e o fio veno o Minotauro e o desconhecido um doce-convite, uma aventura fantstica e eterna.
No se deve andar no Labirinto sem o Labris e sem o fio.

4.
Deus dos outros:
Eu to s,
triste e esperanado
- no meio do meio -
da Tua - Presena-ausncia.
Porqu[?]

5.
Pela janela telrica
meus olhos prendem o Mundo
na seduo do momento.
O que visto Um-Todo-Ertico.
O meu orgasmo campesino
e o Esprito-da-manh
dita-me o caminho.
O olfacto j no s
um sentido e um enigma
porque o Destino
o cheiro eterno,
o advento da Rosa redentora.

6.
O Azul
desfez-se em volpias,
intensidades transcendentais,
fervilhantes vitalidades
que esmagam horizontes
de Alquimia - visveis com
olhos emprestados de anjo-bb.
Os partos-de-Essncia
acontecem provocados
pela vontade desmedida da
cosmicidade do Azul-infinito
que no existe nas coisas-do-mundo
nem neste vosso-observvel Cu.
O que advm da Luz,
sem ser visto por Ns,
seres com medo do Medo do
nada e do escuro,
oculta-se no
Azul-absoluto-total
e o enigma que existe
nos sonhos-azuis-irradiantes dos
msticos e dos para-deus.

7.
Das coisas intensamente belas
que habitam o outro lado de ns,
emana o raro e nico perfume,
qual afrodisaco que nos faz
desejar a me-deusa-Arte:
essa que levar carinhosamente
ao colo - pelos caminhos do Infinito,
a criana-eterna
que dorme - por enquanto,
demasiadas horas por dia.

PERFUME

Vagueio
clandestino
pelas sombras
perfumadas
do desejo
em busca
da ltima-barreira
que est algures
para alm
dos precipcios olfactivos
da Rosa.

Descanso.
Sento-me em cima
da felicidade
de um pssaro bizarro.
Estou alto e tenho medo,
medo de no permanecer
eterna-mente alto.

Descarrego do olhar
a luz de todas as manhs do mundo.
Encosto a Alma
cor azul do cu e do mar.
Fecho sono-lenta-mente os olhos.
Actuam em mim,
como que por encanto,
mil sentidos virgens.
Consigo cheirar
o perfume intenso,
orgstico e arrebatador
da Rosa-Esotrica.
Sei agora
que estou perto da
ltima-Barreira.

EXTRAVASAR

Oio
com os olhos
uma sinfonia
de pirilampos.

noite luarenta
e,
mais uma vez,
estou em fuga
monotonia
da normal[idade].

E acon-tece-me um ser
hermafrodita
que se assoma e diz:
EXTRAVASA-TE!

E fiquei,
estonteante,
hilariante,
brio
de orgasmo[s] mil.
Adeus vida[!],
vou prender-me
no labirinto
dos deuses-menores.

BIOGRAFA:

ESqueceram-se de Portugal nas listagem dos paises?!! Nasceu em Torres Novas em 1964. Gosta de deusas atrevidas, da Noite, do Mar, da espcie-Mulher, de boa msica, de artes-plsticas e de alguma literatura. , como algum j escreveu, um ser intelectualmente irrequieto e insatisfeito que procura despertar as conscincias adormecidas pela rotina das ideias feitas, das convenes, dos sistemas. O seu horizonte imediato a Alma-humana. Coloca de novo a velha e primordial questo universal: O que fazemos aqui? - Para onde vamos? - O que nos espera? Licenciado, profissionalizado e ps-graduado em Filosofia pela Faculdade de Letras da Universidade Clssica de Lisboa e professor de Filosofia e de Psicologia do Ensino Secundrio Regular e Recorrente. , contudo, um ser anti-acadmico. Passou tambm pelo Conservatrio de Msica e pelo ensino de Educao Musical. Tem a carteira de Equiparado a Jornalista e exerceu irregularmente a actividade na Imprensa Regional e na Rdio. Faz parte da direco do 'Prmio Litterarius' institudo pelo Racal Clube de Silves - Algarve. Foi colaborador do Artjornal [jornal online]. Foi fundador e vice-presidente da AJEP - Associao de Jovens Escritores de Portugal [de que muito se arrepende]; foi director literrio das Edies Orpheu; director literrio do DNA - Departamento de Novos Autores da Editorial Minerva de Lisboa. Sugeriu a edio de vrios livros e CD's [poesia, romance, ensaio, teatro, aforismo, etc.] e coordenou, prefaciou e apresentou vrias antologias e colectneas de poesia e de prosa. Prefaciou e comentou vrios autores de lngua portuguesa. Fundou e apresenta, de quando em vez, em Lisboa, a Tertlia Orpheu. Tem quatro livros publicados e uma coleco de postais, respectivamente: Eu, o Ser e a Dvida [1989], Compra-me Um Deus [1992], Da Ressurreio do Espanto [1998], Um bailado no centro da Alma [2002] e Fragmentosdo Tempo Parado [4 postais com poemas seus e fotografias de Antnio Vieira da Silva, 1995]. um dos autores das colectnea Bosque Flutuante - nova poesia portuguesa,1996, 12 autores e da colectnea Incomensurvel, 2000, 13 autores. Fundou os Jograis Orpheu [extintos desde Junho de 2003] e produziu o CD de poesia Assim Se Diz gravado ao vivo no Padro dos Descobrimentos, Lisboa, em Junho de 1999. Participou e participa em vrias apresentaes de livros, saraus, colquios, congressos, performances e eventos culturais e afins como apresentador, animador-cultural, autor-declamador, divulgador de poesia e de msica tradicional e prpria [recital de canes e poesia 'da msica das palavras'], conferencista e actor/figurante [convidado de quando em vez pela agncia Uniquestŷle entre outros]. No mbito das artes-plsticas, [pintura, colagem, aguarela, guache e desenho] utiliza o heternimo Miguel d'Hera. Como radialista, realizou e apresentou [locuo] entre outros, os seguintes programas de temtica variada: Poetas da Noite, As Palavras do Poema e O Espelho das Palavras. Na Rdio Renascena [1988] realizou e apresentou o programa Tempo de Poesia. Na Rdio Voz de Almada [1991], realizou e apresentou o programa Esprito da Manh [msica, reflexes e entrevistas]. E num dia efmero de hbitos estpidos e terrivelmente convergentes [como no caso do trabalho], escreveu Miguel d'Hera no seu dirio-no-autorizado: ngelo Rodrigues um resistente, ecltico, ecumnico, um-criador-de-absoluta-insatisfao; tambm um humanista do desejo e da ousadia, um provocador de impossveis, um moscardo farpizante de conservadorismos e de estabilidadezinhas; um arauto da diferena; um mstico do devir...

http://angelorodrigues1.com.sapo.pt

angelorodrigues@netcabo.pt

 

Desarrollado por: Asesorias Web
s
s
s
s
s
s
s