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Mario Pinheiro de Almeida
Nacionalidad:
Brasil
E-mail:
mariodealmeida@bol.com.br
Biografia

Mario Pinheiro de Almeida

Mario de Almeida nascido no último dia do mês de fevereiro, nas paragens da cidade de Castanhal. Veio ao mundo pelas mãos de uma parteira do bairro da Cohab, dando grande alegria a seu pai Edmício Moreira de Almeida e sua bela mãe Luzia Pinheiro de Almeida. Com o passar dos dias, foi pegando gosto pelo belo, pela natureza, pela vida e numa tarde de sol brando, avistou um colibri beijando as flores de uma goiabeira, encantado com aquela cena rabiscou seu primeiro poema: O Beija Flor.

Seu pai, vaqueiro afamado, amassador de burro bravo, sempre trabalhando em fazendas, juntamente com sua mãe, foram o seu grande exemplo de humildade, de alegria, de felicidade. E, numa dessas fazendas Mario de Almeida se deparou com uma biblioteca nunca vista por ele, com mais de cinco mil livros, abandonada em uma sede. Ali naquela biblioteca, escondido viajou mundos na companhia de Pedrinho e Emília no pó de pirlimpimpim, viveu o puro amor junto de Ceci e Peri, aprendeu a lutar pelos mais necessitados nas aventuras de Zorro e lendo José de Alencar com esmero passou sonhar a lançar um livro. E não no ano de dois mil e um ele conseguiu seu primeiro livro: Lindos Poemas de Amor, uma tiragem de duzentos exemplares que se foi em uma semana, o que o incentivou a lançar mais, outros, o que ocorreu várias vezes lhe dando hoje o título de 36 livros lançados.

E no tempo, exato no mês de agosto de dois mil e doze, participou ao lado de sua mãe, sua irmã Márcia Almeida, do cunhado Carlos, da sua formatura em Língua Portuguesa e suas Respectivas literaturas.

Mario de Almeida vindo do centro de uma sociedade vil, sofredora, carente de tudo, sem nunca deixar de sonhar, sonhou com um mundo de cores, de letras e sonhando assim, tornou membro perpetuo e imortal da Academia Castanhalense de Letras, onde ocupa a cadeira nº 11 e tem como patronesse a escritora Eneida de Moraes.

 

Amor mortal

 

Quero beijar-te,

Tocando teus lábios nos meus

Abraçando teu corpo,

Sentindo entre nós

O amor de Julieta e Romeu

 

Quero olhar nos teus olhos

Para sentir o sentimento teu

Que é tão profundo

Quanto os teus olhos

Que encaram os meus

 

Quero abraçar o corpo teu

Para sentir o sentimento

Que sentiu Romeu

Na hora que descobriu

Que Julieta Morreu

 

Mario de Almeida

O poeta castanhalense

 

Podridão

 

Mundo de sangue

            Escreve teu erro em vermelho

 

Ainda há tempo

          O sangue ainda não coalhou

 

Vimos na face teu desespero

          Teu funeral

 

Jogado nas pedras

             Nos matos

 

Num fato diferente

        Abrangente

 

Num mundo de sangue

         Rodeado de varejeiras

 

Mario de Almeida

O poeta castanhalense

 

Pena…

 

Agora mataste a solidão da linguagem

Deixaste rabiscado

                                 No papel

Destruindo no silêncio das horas

O belo

          O feio

                     O Real

Trazendo num ato incrédulo

A certeza da felina dor

Concreta no olhar

 

Perdida no horizonte

          Perto dos mares

                     Intocados

Onde o céu é feito de pássaros

Ocos

          Nos ocos

                     Do mundo

 

 

Mario de Almeida

O poeta castanhalense

 

 

 

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