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JackMichel
Nacionalidad:
Brasil
E-mail:
micheledesouzaramos@gmail.com
Biografia

JackMichel

JackMichel é o primeiro grupo literário na história da literatura mundial, composto por duas escritoras: Jaqueline e Micheline Ramos. São irmãs e nasceram em Belém – PA (Brasil). O tema de sua obra é variado visto que possui livros escritos nos gêneros ficção, poesia, romance, fábula e conto de fadas. Publicações: Arco-Jesus-Íris (Chiado Editora, 2015), LSD Lua (Drago Editorial, 2016), 1 Anjo MacDermot (Drago Editorial, 2016), Sorvete de Pizza Mentolado x Torpedo Tomate (Drago Editorial, 2016), Ovo  (Drago Editorial, 2016), Papatiparapapá (Editora Illuminare, 2017), Sixties (Helvetia Edições, 2017), Tim, O Menino do Mundo de Lata (Helvetia Edições, 2017), Anotações Da Lagarta Papinha (Editora Leia Livros, 2018) e O Príncipe Milho (Editora Leia Livros, 2018). É associada da ACIMA (Associazione Culturale Internazionale Mandala), da LITERARTE (Associação Internacional de Escritores e Artistas), da AMCL (Academia Mundial de Cultura e Literatura) e da UBE (União Brasileira de Escritores). Seus contos e poemas constam em antologias internacionais bilíngues. Também foi destaque em diversos jornais e revistas on-line de literatura, artes e cultura.  Participou de salões literários na Europa e no Brasil. Recebeu Menção Honrosa no Concurso da Coletânea Literária Internacional em Prosa & Verso “Conexão México” – Sem Fronteiras pelo Mundo... Conectando Mentes & Cultura ACIMA de Tudo!”, no Prêmio de Excelência Literária “Troféu Corujão das Letras” e no II Concurso Cultive de Literatura “Prix Cultive de Littérature”. Conquistou o Prêmio Talentos Helvéticos-Brasileiros IV, o 3º lugar no Concurso Cultive de Literatura “Prix ALALS de Littérature” e no I concurso literário da Casa Brasil Liechtenstein e o 1° lugar no II Festival de Poesia de Lisboa. Seu slogan é “A Escritora 2 Em 1”.

Website Oficial da JackMichel A Escritora 2 Em 1 

https://www.websiteoficialjackmichelaescritora2em1.com/

 

 

Alma Simbolista (*)

 

Alma simbolista, entrego-te agora
Este alfanje antigo, que é de ouro rútilo.
Toma-o! Pega-o! Dou-te por missão 
Afastar dos meus Sonhos a negra Realidade miseranda.

 

E, terminado o prélio, torna aqui!
Que iremos, ambas, em demanda dos páramos risonhos
Onde não há lágrimas ou luto,
Misérias ou esquecimento – só espaços!...

 

Subindo, encontraremos o empíreo nefelibático
E a confabular Cruz e Souza, Camilo Pessanha, Maeterlinck...
Subindo mais, contemplaremos as visões vaporosas de Moreau...

 

E mais além... nos giros feros 
Da funda eternidade (quem sabe?)
Veremos os sonhos dos poetas materializados!...

           

(*) Alusão ao Simbolismo, movimento literário da poesia e das outras artes que surgiu no final do século XIX. Este poema de JackMichel conquistou o 1° lugar no II Festival de Poesia de Lisboa/2017.

 

Príncipe Encantado (*)

 

Quando a neve dos invernos dos anos

Descambar sobre tua cabeça

E teus cabelos tornarem-se alvos,

Como o cimo dos montes nevados...

 

Quando o frescor do riso empalecer

Na flor rúbida do teu lábio mádido,

Em ânsia fatal de morrer,

Como cisnes tristes de real plumagem...

 

Quando em teus olhos luzir, bruxuleante,

A luz das alvoradas,

Embaciada num enterro de matizes,

Dirigindo-se a místicos prazeres...

 

Não importa, amor! Serás para mim

Um príncipe encantado!...

 

Em horas mágicas de divino acento,

Pensarei nos cerúleos céus, na sua vastidão infinita,

E meditarei sobre sua perenidade...

Pensarei nos frutos opimos que caem das árvores, sazonados,

Nos solos dos pomares e são mais saborosos...

Pensarei no grande Farol de Lindau,

Na Torre de Hércules, na Catedral de Reims,

A permanecerem soberanos atravessando os séculos...

 

E concluirei que o tempo

Conhece a perfeição da arte na Natureza;

E ao invés de destruir a obra, como ao todo,

Aquela que elegeu, venera,

E seu hábil cinzel alinda e encanta!

                                                              

(*) Este poema de JackMichel está nas antologias internacionais bilíngues: Amor & Amore (Edizioni Mandala) e Os Melhores Poemas de 2016 (ZL Editora). Foi publicado também na Revista Varal do Brasil Nº 42 - Julho/2016, na Revista Divulga Escritor Edição de N. 22 Out/Nov 2016 e na Revista Geração Bookaholic Edição #6 Maio2017

 

A Morte de Virginia (*)

 

                    À tela homônima, de Antônio Parreiras (1905)

 

O céu é torvo. O espaço escancara-se incoercível, esfaimado.

A natureza inteira parece querer hostilizar pelo silêncio

Que reina e se embuça nas furnas.

À beira de deserta praia uma mulher está morta: é Virginia.

 

Ondas espumantes abeiram-se, lestas, inflando-lhe as vestes

Encharcadas – seu leve vestido de tom sulferino...

A aparência arcangélica denuncia que ela dorme

E seus restos permanecem tão frescos

 

(a pele cetinosa, os longos cabelos desgrenhados)

Que, quem os vê, crê que não morreu.

Almejaria saber o motivo pelo qual morrera na praia

 

Em vez de um bosque ensombrado ou de uma alcova de rainha,

Morna e perfumada. Dizei-me, Inspiração, há quanto tempo está morta

E se ela sonha na excelsa paragem!...

 

(*) Este poema de JackMichel está na Coletânea Literária Internacional em Prosa & Verso “Conexão México” – Sem Fronteiras pelo Mundo... Conectando Mentes & Cultura ACIMA de Tudo!”. Foi publicado também na Revista Philos #15 - Abril 2017.

 

Visão da Alma (*)

 

Na capela abandonada é silente a paz.

 

Os vitrais coam a luz tíbia

Do último raio de sol

Da tarde que morre...

Os bancos ebúrneos e a penumbra interior

Formam um ambiente inefável:

Por tudo o alvor do mármore

E a cinza da tarde.

 

Detrás do sacrário paira uma nuvem

De estranho incenso

E diante do altar,

Tendo na fronte a unção

E na face o livor dos desolados,

Ergo a urna onde repousam – sacrossantas –

As cinzas do passado morto.

 

(*) Este poema de JackMichel foi publicado na Antologia LOGOS N° 26 - Julho/2017 e na Revista LiteraLivre 4ª edição – Julho/2017.

 

A Voz do Piano (*)

 

Ouvi, certa vez, no silêncio ascético da deserta sala

Uns murmúrios opressos, como alguém que pranteia e, tartamudeando, fala.

O som, cavo, parecia sair de uma entranha de ferro...

Era a voz do piano que jazia a um canto, esquecido e abandonado.

 

Falava de peças e acordes e modulações e notas...

Falava dos Noturnos de Chopin, das Sonatas de Beethoven,

Dos Improvisos de Schubert... da Rapsódia Húngara de Liszt,

Da Valse-Caprice de Rubistein, da Pavana de Ravel... e emudecia.

 

Decerto, recordava a sua dama predileta

Que sempre estava perto tocando-lhe as teclas com sua mão leve,

Cuja lhaneza do tato não esqueceu.

 

Ela há muito se foi; ele, porém, vive ainda

No opróbrio final do vilipêndio mundano

Lembrando, soluçando e chamando seu nome.

 

(*) Este poema de JackMichel está na antologia “A Vida Em Poesia 3”.

 

 

 

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