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Danton Medrado
Nacionalidad:
Brasil
E-mail:
dantonmedrado@gmail.com
Biografia

Danton Medrado

Danton Medrado é autor, professor, anarquista e “cafeinômano” assumido. Natural de Cícero Dantas, no sertão baiano, (sobre)vive em São Paulo, onde fincou raízes, desde 1988, mas, sempre aquecido por sua paixão pela cultura nordestina.
Iniciou sua trajetória como poeta com  o livro: ‘Uma canção para nóia’, com o qual fez sua estreia, e só bem depois, em 2011, enveredou-se pelos caminhos do conto e da crônica. Hoje tem 7 livros publicados, inclusive livro infantil, e alguns projetos de gaveta.

Anticlerical de berço e ativista político de nascença , militou no movimento anarquista, especificamente na UGT-SP (União Geral dos Trabalhadores) do núcleo pró-COB-AIT (Confederação Operária Brasileira – Associação Internacional dos Trabalhadores), corrente anarco-sindicalista, de 1988 até o final dos anos 90, quando houve a ‘dissolução’ do grupo.

Ainda na década de 90 criou e participou de diversos coletivos libertários e grupos pró-federação anarquista, os quais mantiveram-no em constante atividade política.

Em agosto de 2000, inspirado nos anarquistas Ferrer, Proudhon, Reclus e Bakunin foi iniciado na ARLS Construtores do Futuro 3233, do Grande Oriente do Brasil. Em 2006 foi escolhido para ser VM da ARLS Unidos 3239.

Neste interregno o autor foi laureado em alguns concursos literários de poesia e também de contos, o que acabou lhe rendendo indicações para Academias de Letras e Associações culturais.

Atualmente o autor divide seu tempo entre as salas de aulas, recitais e palestras relacionadas à produção independente, ao mundo do livro e da cultura marginal, educação, anarquismos, café etc…

 

 

Livro, café, poeta ou poesia

 

Escritos que se dizem poéticos,
Decerto não acadêmicos diria,
Liberando toda expressão contida
Em livro, café, poeta ou poesia.

Memória esculpida em letras
Promessas, pretensões, dia a dia
Para que enfim, no fim transforme-se
Em livro, café, poeta ou poesia.

Fechado na escuridão do quarto
Na solidão da biblioteca fria
Sobre o peito da que se sentiu tocada
Sinto-me livro, café, poeta ou poesia.

Sob lúdico instante de graça
Quando o desejo de ser lido ardia
Enquanto despercebida a vida passa
Passo a ser livro, café, poeta ou poesia.

Descanso sem hora marcada
E comungo beijo que inebria
Se nem toda canção agrada
Imagine livro, café, poeta e poesia.

 

Os Construtores do Futuro

 

Um sonho arquitetado nas luzes da virtude

Um desejo nascido das chamas da verdade

Surgindo para o mundo com toda amplitude

E ideais de liberdade, igualdade e fraternidade.

Frutos de um solene juramento que nos irmana

Livres dos preconceitos, ignorância e superstição,

Resgatando as virtudes que do homem justo emana

Somos os guardiões da luz, da verdade e da tradição.

Como o puro lótus surgido na lama do monturo

Somos a tradicional Maçonaria, luz do mundo

Sejamos nós pedreiros livres, os Construtores do Futuro!

Eterna corrente de justiça, amor e solidariedade

Contra a tirania, o fanatismo e as injustiças sociais,

Faremos de nossas vidas barreiras contra a maldade

Daremos nosso sangue se preciso, por nossos ideais.

Velai por seus filhos ó Grande Arquiteto do Universo

Velai pela humanidade ó Augusta e Amada Maçonaria

Velai pela virtude caríssimos irmãos, eis o processo,

E nós Construtores do Futuro velaremos pela sabedoria.

Como o puro lótus surgido na lama do monturo

Somos a tradicional Maçonaria, luz do mundo

Sejamos nós pedreiros livres, os Construtores do Futuro!

  

Esqueçam-se de que um dia fui vivo

 

Hoje eu rasguei a minha carta de alforria,
Cavei um buraco para atirar meu corpo
Clamei pelos bafejos da morte, amaldiçoei a vida
Reuni corvos, urubus e outras aves de rapina
Em torno de minha alma que também sofria.

Relapso hoje, ontem um bakuninista
Vítima algemado a um país católico petista
De bandidos a senadores que não sanam dores
E cidadãos miseráveis; deputados inimputáveis,
Na puta que pariu todos os seus dissabores
Estado que definha sob nossas vistas.

Faço vistas grossas, desapercebido
Passo e sigo cabisbaixo como um casuísta,
Suborno o que em minha vida tinha de são
Renego a bandeira negra que hasteei em vão
Cuspo no evangelho que bêbado escrevi
O que restou de resto de mim foi esquecido.

Tropeço em minhas dúvidas, me esquivo
A danação invoco, os maus agouros
A revolta hostil dos berberes mouros
E a perseguição imposta pelos cristãos,
Como Pilatos lavo minhas mãos,
Esqueçam-se de que um dia eu fui vivo.

 

 

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