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Fernando Antonio Fonseca
Nacionalidad:
Brasil
E-mail:
ferantfon@ig.com.br
Biografia

Fernando Antônio Fonseca

Morei sempre em Belo Horizonte, MG, Brasil, onde nascí em “1955”.

Tomei contato com a literatura na adolescência. Nesta ocasião lí os clássicos da literatura universal, como: Rilke, Baudelaire, Dostoiévsky, Kafka, Fernando Pessoa, João Cabral de Melo Neto, Dylan Thomas, Edgar Alan Poe, Júlio Cortázar, Manuel Puig, Rimbaud, etc... Aos “17” anos ganhei uma “Menção Honrosa” em um concurso de contos da “Academia Municipalista de Letras de Belo Horizonte”. Aos “20” anos entrei para a “Faculdade de Engenharia da UFMG” para cursar “Engenharia Química”. Nessa época me dedicava integralmente às atividades acadêmicas, motivo pelo qual me afastei da literatura.  Depois de formado, trabalhei cerca de “1” ano em minha área, porém resolvi cursar o “Mestrado em Ciência da Computação da UFMG”. Não cheguei a concluir esta especialização, pois fui acometido por  problemas de saúde.

Curado de meus transtornos, retomei o contato com a literatura e publiquei em “2013” um livro de poesias chamado “LUZES EM MONÓLOGO”, por uma pequena editora de Portugal (“Corpos Editora” pelo selo “Poesia FanClube”- cidade do Porto). Fui premiado com uma poesia publicada em antologia no “I Concurso Literário Machado de Assis”, em “2016”. Participei ainda de algumas antologias poéticas, e divulguei meus poemas em blogs, sites, e jornal. Ainda em “2016” publiquei meu segundo livro de poesias (“Scortecci Editora”), intitulado “IMPERFEITA DESARMONIA”, utilizando algumas economias que possuía.

 

CAMINHOS

 

caminhos caminhos

caminhos para entrar

caminhos para sair

caminhos para subir

caminhos para descer

caminhos para ir

caminhos para voltar

só não há caminhos

para caminhar

 

 FIM 

 

dizer que:

não é o fim

quando o mundo

cessou

de ter princípio

ou início

ou metade

de si mesmo

 

então

é o fim

do mundo

fora de si

 

MORTE  VITALÍCIA

 

1.

quero amar

o ocaso da morte

e ser um amante pretérito

com todos os méritos

 

2.

que dancem sob o clima

de uma alegoria mórbida

e na minha última agonia

explodam champagnes constrangidas

 

3.

quero invocar os demônios

e os anjos decadentes

para medir minha insônia

enquanto durmo no zênite

 

4.

e se apesar de tudo

me condenarem à vida atrevida

construam os degraus surdos

para que a terra não me engula ávida

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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