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Tida Carvalho
Nacionalidad:
Brasil
E-mail:
tidac92@gmail.com
Biografia

Tida Carvalho 

Tida Carvalho é professora na FAE/UEMG, de língua e literatura portuguesa. Atua sobretudo na literatura brasileira e teoria literária. Doutora em Literatura Comparada pela UFMG com Pós-Doc sobre Haroldo de Campos e a poesia galáctica, Pós-doc II em Literatura Latino-americana contemporânea, ambos feitos na UFMG, Letras, programa Pós-Lit. Tem artigos e ensaios  publicados em revistas acadêmicas e literárias. É autora do livro de ensaio O Catatau de Paulo Leminski: (des)coordenadas cartesianas (Maçã de vidro, 2015 2ed), e o livro de poemas Dois Quartos (Crivo editorial, 2017), com Hugo Lima.  

O livro de poemas Dois Quartos (Crivo Editorial, 2017), celebra a primeira parceria entre a professora, poeta e ensaísta, Tida Carvalho, e o poeta Hugo Lima. O livro, que conta com prefácio de Marcelo Dolabela, é dividido em duas partes, “Poemas”, de Tida carvalho, e “O livro desfeito”, de Hugo Lima, entremeadas por um poema-espelho, escrito a quatro mãos, inspirado numa obra do artista Nuno Ramos. Os poemas de Tida Carvalho são uma tentativa de reconstruir a confiança na interrogação da linguagem. Já os poemas de “O livro desfeito”, e a obra como um todo,  giram em torno de três temas principais: o tempo, o silêncio e a escrita. Além disso, ambos os autores apresentam, de forma concisa, suas inquietações diante do mundo contemporâneo, retratos do cotidiano e questionamentos que vão da literatura à filosofia, de Heráclito a Agamben, passando por Blanchot, Proust, Lacan, Brodsky e pela mitologia grega, por exemplo.

Seus poemas( Ela acabou de lançar um livro)

 

Artimanhas

 

A arte de escutar

       O abismo:

           Poesia

 

A arte de resistir 

       Às palavras:

           Poesia

 

A arte de não dizer

         Senão

O que se quer dizer

 

Violentar as palavras

         Subvertê-las.

 

Tida Carvalho

 

 

Espanto

 

Para dar nome

às coisas

é  preciso aprendê-las

 

Antes disso

o impulso

por dizê-las

 

Antes ainda

o início

o espanto

o silêncio.

 

Jean-Luc Godard

 

era lá que ia no 

sábado à noite

(cinema)

 

é no seu interior que são

captadas as imagens

(câmera)

 

é aqui que são 

reunidas as imagens

(montagem)

 

é aqui que se inventou

como mostrar as imagens 

a todos

(projeção)

 

é aqui que se aprecia

o espetáculo

e que se sonha

 

é aqui que o eu encontra

o outro 

ou o ignora

 

é aqui que a guerra civil

entre a imagem e o texto

deveria terminar com a paz. 


 

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