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Armando Figueiredo [Daniel Cristal]
Nacionalidad:
Portugal
E-mail:
armando.r.s.figueiredo@gmail.com
Biografia

Daniel Cristal

Daniel Cristal, um dos altérnimos de Armando Figueiredo é Licenciado em Línguas e Literaturas Românicas pela Faculdade de Letras do Porto, diplomado pela Universidade da Sorbonne [Paris] e Royal Society of Arts [Londres]; ex-Professor Efectivo dos Liceus do Porto [Portugal], escritor, poeta, contista, ensaísta e cronista laureado. Está editado em antologias, jornais e revistas. Editou um livro de poesia na juventude e prepara uma oportunidade para editar o segundo. Tem muita da sua obra editada na Net em dois sites e em Websites escolhidos e prestigiantes, que pode acessar pelo currículo do site oficial: [ http://daniel.cristal.planetaclix.pt/index.html ] com poesia declamada.
Dirigiu também na Internet o grupo O FÓRUM DOS MESTRES APRENDIZES, ver link:
http://br.groups.yahoo.com/group/o_forum_dos_mestres_aprendizes/

Autor de um livro de poesia em 1961, antologiado em prosa e poesia em colectâneas angolanas e portuguesas, colaborador de revistas e jornais moçambicanos, portugueses, argentinos, franceses, tem muitos dos seus escritos editados em muitos 'sites' e 'websites', que o honraram na distinção. Os três altérnimos de Armando Figueiredo [ortónimo] são: 1. DANIEL CRISTAL [veja em]: http://daniel.cristal.planetaclix.pt/index.html 2. EUGÉNIO DE SÃO VICENTE [veja em]:
[http://www.sokarinhos.com.br/ebook/ebook_eugeniodesaovicente.htm ] 3. JOSÉ VICENTE PORTUGAL [veja em]:

http://daniel.cristal.planetaclix.pt/index.html

 

NÃO ESTAMOS SÓS

Nunca ninguém cantou a sorte horrenda
Duma criança morte pela fome;
Nem se lembrou da sorte que fermenta
Em quem nos pede pão porque não come.

Nunca ninguém cuidou do homem preso
Por ideais humanos solidários,
Porque ser fraterno é grande peso
Que incomoda os nossos vícios vários.

Nunca ninguém pensou que após a morte
Podemos reincarnar na indigência
E ter que suportar uma igual sorte...

É hora de pensar com consciência:
Pensar em toda a gente, não em nós
Porque, no mundo, não estamos sós.

29.08.2005

FIO LASSO

São décadas e décadas de engano
Séculos de miséria envergonhada
A esperança renascida cada ano
A côdea prometida mas negada

São vilões bem vestidos línguas de ouro
Ostentando as riquezas do escândalo
Sugando o mundo todo qual besouro
Dizendo que ser pobre é que é ser vândalo

O mundo está perro por fiar
A insensatez percorre o espaço baço
E a desdita surpreende qualquer lar

Porém quando se sente o erro crasso
O erro que é contrário à própria essência
A exigência recua no fio lasso.

O GATO PARDO

Harmónio é coração da Poesia
expande o som que grita as dores do parto
retrai o som que ronca em melodia
- também se ira como faz o dardo!

Viver na ilha do sonho noite-e-dia
sem nunca carregar o maior fardo,
é julgar que o mundo é só melodia
cegando olhos ao ver o gato pardo!

O gato pardo é o conservador
dum mundo feito só para alguns
- ele só nos traz dor! amor de uns!

De todos, é traiçoeiro estupor,
não sabe qu' a vida é amor e fogo
e vai incinerá-lo neste jogo!

HÁ UM POÇO DE PETRÓLEO NA GALÁXIA

Há um buraco negro na galáxia,
Um poço sem limite de petróleo,
Substância da ganância doutro solo,
Qual ouro cobiçado pela praxis...

Eh! Já vos destes conta da verdade,
Ó homens da ganância, ratazanas
Dos tesouros divinos desta herdade
Para serem frutados por humanos?!

Ide, humanas criaturas celeradas,
Procurai esse negro cemitério
De petróleo do poço do milénio!

Ide e deixai a Paz por estes lados,
Deixai-nos construir o nosso Mundo,
Onde a Harmonia tem um som profundo!

REGENERAÇÃO

É possível um outro belo mundo,
Universo da paz e da ternura,

Ninguém cria no ovo de Colombo,

É só romper com a frágil estrutura!

É possível criar um mundo novo

Extirpar as invejas e cobiças,

Impedir qu' o caduco seja povo

Alterando-lhe só as abcissas!

É possível criar novos endereços.

Somos dele a força que o mantém,

A esperança rezada nos seus terços.

É bastante juntar mãos a outras mãos

Fazer elos que se juntem pelo bem

E saltarão da tenaz os homens vãos!

MUNDO PERFEITO

O mundo perfeito seria de cristal
o cristal mais puro, dança à nossa roda,
o som do mais belo cântico oral,
seria mundo feito à nossa bela moda!

O mundo em que vivemos é tão sem graça
que vem o rico e diz « pega lá uma carcaça
e canta pra mim o fado da desgraça!»
e logo o ceguinho canta e faz chalaça...

O mundo perfeito seria de cristal
um sinal de mágica e dessa Ética
que faz tanta falta no reino animal!

E não é por falta desta minha poesia
que não se distingue o bem de tanto mal
e a moral é assim lassa e vadia!

O FUTURO DO SONHO

O sonho realiza o Futuro
Um Futuro bem risonho
E é nesse rumo que sonho

Futuro que não é presente
Mas há-de ser permanente
Por aquilo que se sente

Sem Futuro haveria sempre
O mesmo tipo de gente
Num passado intermitente

- Era morrer deficiente
No lixo do ambiente
- Seria finar contra um muro!

Por isso vos mostro ardência
Na concretização do Futuro
E regeneração da Ciência!

A ESTUPIDEZ

A estupidez fica para trás:
a estupidez crassa e a finura
da esperteza rata. Muito apraz
ao rato esperto mostrar sua candura.

A rata esperta é o mundo às avessas.
Um mundo sem futuro, o deserto
de boas soluções, um puzzle sem peças,
onde nada se cria, e o mau é certo.

Para o rato esperto há a ratoeira
que apanha vivo e há o veneno
que se compra à socapa numa feira.

E há também a palavra, a mais fértil,
que mata rato e rata num só dreno,
e transforma o roedor no mais vil réptil.

A RAIVA DO TAMANHO DESTE MUNDO

A raiva do tamanho deste mundo,
Perdoai, Deus do céu, este pecado !
Mas creio-me num planeta imundo,
Acho que na origem fui trocado.

Tenho um nó na garganta que me dói
Sinto-me humilhado quanto basta
Não aceito esta minha condição
Pois não vejo num falcão o meu irmão.

Sinto-me só e traído num vespeiro
E esta angústia destrói a minha crença
Numa criança feliz dum mundo ameno
Por isso sou a revolta num incêndio...

Sufoco, amigo... vem, preciso de ajuda
Preciso de alguém amigo que me acuda!

26 de Março de 2003

DIA DO FUTURECER

Hoje é dia de saudar a Harmonia.
Dia da Poesia bailar ao som da harpa
Feita sinfonia da nau que zarpa
Ao destino da Estrela que alumia.

Hoje é dia da Poesia... Digo: Bom-Dia!
Como é bela a bailia! Digo mais: Vai
E entra na roda - e a todos: Entrai
Que mundial é a festa... É uma alegria!

Hoje é dia de dizer a todos: Vinde,
Rodai e rodopiai em passo de dança!
Hoje é dia da Alegria... Nunca mais cansa!

Hoje é o dia da Estrela nunca finda,
Nascida da Alegria duma festa;
Dia de Futurecer a nova Gesta.

FATAL DESTINO

Quando vejo uma criança à minha frente
- Uma criança que é o que eu era,
Olho-a com compaixão e ternamente,
E penso no destino que a espera.

Penso no que pensamos todos nós,
Penso nas artimanhas esperadas,
Penso na má cultura do algoz,
Penso no engodo das pessoas gradas

Que por fatal destino, vai enfrentar
Uma praça corrupta e caduca,
Empestada de manha e de estupor!

De gente malquerente, maledicente,
Tacanha e mesquinha... E sinto a dor
Porque ficará sempre pequenina!

OS MEUS MESTRES!

Que carpinteiro exímio era esse homem são!
Que perfeição saía da sua mão!
Oh, meu tio, querido em toda a região,
Que belo som saía do seu acordeão!

Era um acordeão feito pela sua mão
- Pois era carpinteiro dos perfeitos -
E as notas que tocava com paixão
Colhia a magia dos bem feitos...

Que saudade me inspira o carpinteiro!
Com que confiança encheu este meu peito,
Que alquimia me deu nesse madeiro,
Que minha mão está presa à dele pelo jeito!

Presa sim, assim como à do ferreiro
De Pintim, torreão escondido
Num vale ribeirinho, faceiro, e obreiro
De lendas que me ficaram no ouvido!

O ferreiro era o meu avô Caetano
Que na bigorna fazia coisas espantosas
- Torcia e retorcia o ferro como arcano
E tinha a fama das pessoas milagrosas!

Da sua mão saíram foices e gadanhas,
Âncoras, quilhas, navalhas e espadas,
E quando as recebia gastas das façanhas,
Decorava nelas estórias sempre amadas.

E versejava alegre ilustres feitos
Cantava cantigas belas, deslumbrantes!
E o meu tio como mestre dos perfeitos
No harmónio as tangia radiantes!

Que sorte a minha - ter avô e tio
Como mestres de eleição de toda a lida!
E assim e aqui vou versando em corrupio
Seus feitos e glórias nesta vida...

biografia:

Nome Artístico: Daniel Cristal

 

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