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Veronica Marzullo de Brito
Nacionalidad:
Brasil
E-mail:
veronica.poemas@gmail.com
Biografia

Verônica Marzullo de Brito

Minibiografia:

Sou Verônica Marzullo de Brito, especialista em TI (administração de dados) e poeta.
Não sei dizer quando comecei a escrever poemas. Talvez, como todos nós: De vez em quando, desde a infância, nascem algumas linhas destinadas a nós mesmos. Entre 2000 e 2010, alguns dos anos dos quais passei fora do país, escrevi esporadicamente e cheguei a construir um blog, mas nunca levei à frente. Apenas em finais de 2015 a escrita passou a me dominar. O namoro com um escritor e o convívio com seus amigos do meio literário me incentivaram. Tirei da gaveta algumas poesias antigas, passei a escrever algumas novas e tomei coragem de publicá-las na internet. Recebi convites para participar em projetos poéticos, tais como “Casa dos Poetas e da Poesia” com o poema “Métrica?”; “Pé de Poesia – Poesias nas Árvores”, da Bahia, com o poema “Só se for a dois”; “Antologia Fénix, de Portugal, com os poemas “De como nascem as pedras”, “Paz não significa silêncio” e “Hiena”. 
Penso em ter meu próprio livro, um dia. A poesia me agarrou de vez.

 

Atlântico

 

Então, me pedes um poema sobre o mar?

Penso em ondas, areias, barcos, sal e sol

Sem inspiração, tentarei elaborar

Misturando elementos na mente-crisol

 

Caminho pela orla das recordações

Acariciando águas: Frias ou quentes?

Areias: brancas ou douradas? Emoções

Transbordam pelo recipiente, inclementes

 

Esteja onde estiver, carrego para sempre

Saudades de algum mar que outrora já foi meu

Amores, sensações, alegria estridente

 

Guardo tudo no peito; nada se perdeu

Cada mar, cada país, cada continente

Vem com mais força ao cerrar os olhos em breu.

 

........................................................

 

Só se for a dois

 

Com as gavetas abertas

Gala de Dalí inquieta

Segredos desarrumados

Vontade de ser poeta

 

Lingerie negra rendada

Versos atacam a razão

Camisola perfumada

Lenço distraído ao chão

 

Compartimentos escuros

Fetiche bem natural

Dentes escrevem com sangue

Dali de Gala animal

 

Armário que desmorona

Prateleiras de cristal

Versos saem da redoma

Dali-Gala...  surreal!

 

............................................

 

Ectoplasma

 

Quando te vejo, congelo-me,

Saio de mim.

Calada, observo aos dois:

Tu e ela.

Ela,

Ectoplasma de meu ser.

Apóia-te quando te abres.

Só te esbarra sem querer.

Ouve teus casos picantes,

Ri-se até mais não poder.

Conta segredos passados,

Confessa uma antiga paixão,

Desfia uma história presente,

Pede tua opinião.

Tu

Afirmas ser só nosso amigo,

Até nos chamas de "mana".

Roças pelos, mãos e carnes,

Pões músicas sugestivas

A meio caminho da cama.

Deixa-nos loucas, na dúvida

Entre os olhos e o olhar;

A tentarmos equilíbrio

Entre o quarto e o bar.

Eu

Quero manter a amizade

Calo o que sinto - o real.

Por dentro, muita vontade;

Por fora, tudo normal.

Teu cheiro vem e me invade;

Engulo teus olhos com vinho,

Com shitake mordo os lábios,

Sorvo o gelado com carinho.

Toda vulcão bem contido,

Lava sob meu vestido.

Nós:

Insinuas algo a mais

A brincar de me querer.

No fundo, estamos iguais.

Ela segue a sorrir

E finge que não me vê.

 

...........................................

 

 

 

 

 

 

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