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Zilton Chagas
Nacionalidad:
Brasil
E-mail:
ziltonchagaspoesias@oi.com.br
Biografia

Zilton Chagas

Nascido em Minas Gerais, trabalhou duro desde criança para poder subsistir ante a opulência egoísta e mesquinha das classes dominantes que nunca premiam os humildes, antes se deleitam em bajular os mais favorecidos.

Lutou desesperadamente para conciliar trabalho e estudo, mercê de muitos deslocamentos de cidade em cidade, em busca de melhorias.

Nasceu no interior longínquo, tendo trabalhado até mesmo na roça, vendendo verduras e legumes que ele mesmo plantava e colhia, para sobreviver, indo depois para cidades maiores como Belo Horizonte, onde vendeu jornal nas ruas, como forma de ganhar a vida.

 Foi sapateiro, balconista, indo depois para o Rio de Janeiro, tendo aí sido representante e vendedor da Indústria Farmacêutica na Laborterápica Bristol na Rua voluntários da Pátria, 120, em Botafogo, Produtos Químicos Ciba na Av.Venezuela110, no centro do Rio, Richardson Merrell Moura Brasil, na Rua Marquês de São Vicente, 104, no Bairro da Gávea, tendo vendido também enciclopédias da Editora Abril Cultural, quando  nesse tempo terminou a sua formação colegial e ingressado no Curso Superior na Universidade Federal Fluminense (UFF) em Niterói.

Formando-se em Direito em 1980, exerceu a advocacia em Niterói, Rio de Janeiro e São Gonçalo e posteriormente em Casimiro de Abreu, Macaé, etc.

Estudou Teologia no  Seminário Teológico Batista de Niterói, e por último, fez Pós Graduação em Direito Processual Civil, no NBA, pela Faculdade Cândido Mendes em Rio das Ostras, e também, por uma ano, foi professor de OSPB no Colégio Carlos Drumond de Andrade em Casimiro de Abreu-RJ.

 Convidado pelo Prefeito Paulo Dames, em Casimiro de Abreu, foi titular nomeado através Portaria, da Procuradoria Jurídica do Município, no período de 1993 a 1997, exercendo o cargo na condição de Secretário-Procurador Jurídico e posteriormente também, nomeado por Portaria, ao cargo de Diretor de Previdência do IPREV-CA, o Instituto de Previdência dos Funcionários Municipais, no período de 2000 a 2004, onde exerceu prazerosamente naquele seguimento social.

É membro da Segunda Igreja Batista de Casimiro de Abreu, onde exerce a função de professor de Escola Bíblica Dominical, ora aposentado na vida secular.

 Sempre gostou muito de ler e escrever, sem portanto nunca ter tido a pretensão de publicar coisa alguma. Tinha uma idéia distorcida do que fosse poesia, nunca tendo se envolvido com tal seguimento. Entretanto, caindo-lhe às mãos um folheto oferecendo oportunidade de participação em um concurso literário, viu-se interessado em enfrentar o desafio e aí, ousou começar a escrever alguma coisa, que mostrado a várias pessoas consideradas de bom senso e discernimento, pra surpresa sua, foi motivo de ânimo em  prosseguir.

Vê isto, não como uma maneira de exibição pessoal, mas de uma participação, cujo resultado é o de incentivar pessoas que, por falta de paciência de ler, pegando pequenas porções, acabam por se interessarem nesse mister.

Por outro lado, vê também, que foi uma maneira de corrigir em si, um preconceito que tinha por poesias, onde  não via o lado belo, ou seja, fazia um juízo inexato daquilo que não conhecia.

Se for possível chamar de poesias o fruto deste modesto trabalho, poder-se-ia dizer, que, trata-se, não, de uma exposição de devaneios ou jactâncias, mas um modo de passar mensagens com princípio, meio e fim, de uma forma trovada, rimada e o tanto que possa, uma forma de entoação sempre que possível e agradável.

Considera, isso, não um privilégio intelectual, mas uma bênção de Deus, no sentido de motivar e envolver com carinho muitas almas cheias de sentimento. E, até mesmo sem nenhuma presunção, tocar consciências para a construção de um mundo melhor.

A Deus, toda glória e toda honra, esperando que este trabalho possa ser uma bênção para aqueles que o acolherem com tolerância e simpatia.

                                                                                    

                                                                                    O autor.

 

 

SOLIDÃO

 

O sol se põe,

Na tarde vazia,

Marca menos um dia

De grande tensão!

Tristezas que vêm,

Esperanças que vão,

Mais um dia que passa

Na grande aflição!

 

O dia vivido

Sem rumo ou lugar,

Foi tempo perdido,

De dor e penar!

As horas que passam

No tempo a vagar,

São olhos que embaçam

 De tanto chorar!

 

A noite cai fria,

O vento assobia,

O corpo arrepia,

Se esvai, de emoção!

Nas ruas o nada!

A vida acabada,

Ninguém sabe nada,

É só solidão!

 

Andando sem rumo,

A fome, vai fundo!

Esquálido, imundo,

Sem nada comer!

Sem força, sem prumo,

Sem nada no mundo,

Tal qual vagabundo,

Só tem o sofrer!

 

Quer comer nada tem,

Ninguém lhe dá nada!

No lixo procura

A migalha deixada;

Só, depende de algo

Na sua jornada;

Seu salvar, sua cura,

É a atenção que lhe é dada;

 

Em verdade, ninguém,

Quer dar-lhe uma mão;

Nem algo ou alguém,

Que lhe preste atenção;

Sozinho ele segue,

Sem tino ou razão!

Só tendo quem negue;

É total solidão!

 

No seu desalinho,

Não tem o carinho

De alguém para ouvir

O seu desalento!

É uma vida de mágoas...

Trazida nas águas,

Das águas passadas

Do seu sofrimento!

 

É um vulto que passa

Transpondo a vidraça,

Se faz  em fumaça,

Alcançando a amplidão;

É o contraste da vida,

Da vida sem vida,

Embates da lida

Vivida na contramão.

 

 

                                                                                        Zilton Chagas     Março de 2007

                               

 

 

 

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