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Mara Mamede
Nacionalidad:
Portugal
E-mail:
harielanjo@gmail.com
Biografia

María Mamede  

Soy de Portugal, Norte de Portugal – ciudad de PORTO. Nací en  Junio de 1947. Escribo hace más de 50 años y publico hace más de 35 años. En este tiempo he publicado 18 libros de Poesía, 1 de cuentos una traducción para portugués, del libro “AZUL “de Rubén Darío. y participé en más de 20 antologías. También ago parte de el libro “Dicionário de Escritoras Portuguesas dos Primórdios à Actualidade” hecho en la Isla de Santa Catarina – Brasil,  por su Universidad ,en el año de 2009.

 

À MULHER – (Homenagem)

 

Hoje

deixo falar a minha idade…

e deixo às mulheres

do meu País

a ternura da maternidade

e a loucura da paixão

que ainda arde

dentro de nós

e sempre foi raiz…

hoje

eu vim falar 

a toda a gente

do nosso braço, tão frágil

tão potente

que em cada dia

é semente

de força, de coragem

de vontade…

hoje

afirmo que viver é dor

mas é também a glória

e o fervor

da conquista

na desigualdade…

hoje

eu trago na lembrança

da tanta idade já

que o tempo avança

quer se dê por ele

quer se esqueça

a luz dum por do sol

inda criança

e a brisa suave

da esperança

neste tempo sem cor

que se atravessa…

e minhas palavras

tão singelas

só têm o condão

de trazer nelas

um imenso amor

a todo o ser;

é preciso ó Mulheres

amor no mundo!

E é só da Mulher

o dom profundo

de o fazer florir

quando quiser!...

 

Maria Mamede

 

 

CHÔRO

 

Ai o cinza chumbo dos tempos de guerra

As vidas perdidas, os corpos vazios

O troar medonho que ecoa na terra

As mulheres sozinhas a chorarem rios...

 

Ai dias de Março em busca de Paz

Onde as vossas vidas, onde os vossos filhos?

Às mulheres de negro já tanto lhes faz

Se seguem a estrada ou perdem os trilhos...

 

Ai mulheres de negro, como andorinhas

Vogando à toa de olhos vazios

Sinto suas dores como fossem minhas

Ó mulheres sozinhas a chorarem rios!

 

Maria Mamede

 

 

RECUERDOS

Te acuerdas hijo, de tu mirada matutina

buscando a los juguetes?

Te acuerdas de tu caballito blanco de madera

en lo que has partido a todas las batallas?!

Te acuerdas de mí

sin la nieve de los años

y las arrugas del tiempo?!

¿Te acuerdas hijo?!…

 

 

Maria Mamede

 

 

 

 

 

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