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Mauricio Mattos Santini
Nacionalidad:
Brasil
E-mail:
Biografia
Ondas Gigantes do Oceano Csmico

Ouve.
Ouve o canto tristonho das sereias...
Elas choram as lgrimas de um oceano revolto.
Choram pelos homens e pelos peixes.
Choram pelos seixos e pelas conchas perdidas.
Que a natureza invadiu os homens e as ondas se gigantaram com a pequenez dos gestos humanos.
Escuta!
Escuta o lamento das ondinas e o sonar quase choroso dos golfinhos.
Que o serto virou mar e o mar virou o serto rido dos peitos desertos.

O homem assalta o mar e mata as baleias com seu arpo de sombras.
O homem picha os rios com as tintas da sua ignorncia.
O homem ateia fogo na floresta e cresta o que nos resta.
Perde-se na selva da sua inconscincia.
Mata a mata.
Seqestra os bichos e os engole em nacos podres.
Polui o ar com as idias de uma pseudo-evoluo.

E uma densa nuvem carbnica continua a atravessar os pssaros.
As aves no gorjeiam mais, nem aqui, nem acol...
O homem entope o cu com seu silncio aterrador.
O homem mexe e remexe a terra e enterra a si prprio.
Moto-serra, terremoto, alma remota, mata, berra.
Serra os meus sonhos mais verdes.
O homem no o Filho do Homem!

As embarcaes de luz recolhem as almas no mar.
As velas seguem iadas pela imensido.
Hostes de Netuno, de Poseidon, de Iemanj oferecem seus braos de mar.
A compaixo como uma onda imensa que abarca todos os homens.
Lava a alma do mundo com infinitas gotas de amor.

*Eternos Blues*

Hoje os filhos de New Orleans cantaro seus ltimos blues.
Sero cnticos de repulsa ao vento, sons de notas tristes e
enlamaadas.

Hoje as guas do Mississipi choram suas lgrimas mais turvas.
E o lodo mancha o branco das canes to negras.

Hoje um silncio sepulcral se abate sobre a cidade.
So lamentos que s o blues sabe entoar de dor.

Hoje o canto tristonho das sereias improvisadas tomou Louisiana.
E o vendaval do destino assoviou sua melodia mais infame.

Hoje no se sabe se haver amanh.

Mas h sempre um Mississipi em luz que abarca os homens e os resgata do fundo
das ruas.
Pode-se ouvir os sons das trombetas e dos saxofones.
Que tocam o corao dos homens como um sopro divino e azul.

H sempre uma New Orleans que jamais est submersa.
E que acalanta e recebe seus filhos aos primeiros acordes
da manh.

Mesmo depois da tempestade e dos vendavais.
L sempre se jaz a melodia.
L se toca o jbilo dos eternos blues.
O blues do eterno recomeo...

* Em conforto aos habitantes de New Orleans que sofreram os efeitos do furaco Katrina em agosto de 2005

Verso para o ingls

Tonight, New Orleans children will sing their last blues,
hymns of repulse against the wind, sounds of sad and muddy tones

Tonight, the Mississipi waters weep their most clouded tears
And the mud stains the white of such black songs

Tonight, a mournful silence covers the city,
a sorrow that only the blues can sing the pain

Tonight, the sad song of improvised mermaids has taken Louisiana
And destinys storm wind has whistled its most infamous melody

Even after the storm and the winds
Melody never rests there
The joy of eternal blues is played there
The blues of the eternal beginning

* To the people of New Orleans, victims of hurricane Katrina in August 2005

*******

Universo em teu corpo

Teus cabelos foram feitos para abrigar idias criativas.
Para receber os afagos de mos carinhosas.
Para armazenar os pensamentos mais lcidos.
Jamais prenda seus fios em formas srdidas.
Nunca penteie as iluses, nem tonifique seus lampejos tristes.

Teus olhos foram feitos para abrir as janelas da alma.
Para deitar as lgrimas de compaixo aos homens.
Para brilhar sob a luz do sol e refletir seu brilho.
Jamais os feche s dores do mundo.
Nunca use as sombras para ornar seus contornos.

Teu nariz foi feito para respirar o hlito das flores.
Para inalar o perfume e o alento da vida.
Para sorver o prana [1] que vem da brisa do mar e das montanhas.
Jamais sufoque os bons ares que vm da alegria.
Nunca perca o flego por paixes fugidias.

Teus ouvidos foram feitos para ouvir a cano do Senhor.
Para escutar a voz do silncio e meditar naquilo que no ouve.
Para auscultar as palavras serenas e at verdades mais duras.
Jamais os tampe com as mos da indiferena.
Nunca os feche aos apelos dos necessitados.

Tua boca foi feita para cantar a melodia do Universo.
Para degustar o man dos deuses em Um s.
Para dizer o indizvel, para alastrar as boas novas.
Jamais diga o que o teu peito destoa.
Nunca maldiga e nem amaldioe a quem quer que seja.

Tuas mos foram feitas para aninhar as outras.
Para cumprimentar todo o ser com o aceno da paz.
Para estend-las aos que precisam de amor.
Jamais cruze os dedos para os atos mais puros.
Nem as lave com as guas do descaso e da soberba.

Teu corao foi feito para bater por ns todos.
Para pulsar com os ritmos do corao da Terra.
Para reparti-lo com a humanidade.
Nunca o parta com emoes mais tolas.
Nem o maltrate com a arritmia do dio e do ressentimento.

Teu sexo foi feito para dar luz ao mundo.
Para juntar o separado, unir o desunido.
Para a mescla de corpos que se amam.
Jamais beba das orgias de uma fonte sdica.
Nem tampouco o vicie com a energia do outro.

Teus ps foram feitos para trilhar os caminhos da sabedoria.
Para andar na retido e marchar pela paz.
Para fincar suas obras no solo do destino.
Jamais caminhe com os passos violentos.
Nem os descanse nos escalda-ps da ignorncia.

Tua alma nasceu para ser livre!
Voa, solta pelo ar a espargir luz pelos tempos.
Ganha corpo. Eleva o esprito e leva a Deus.
Alis, tua alma no nasceu, porque sempre existiu.
E ir se juntar s estrelas. Para ser orbes e galxias.
Para ser breve num timo de cos.
Para ser sempre e compor o que chamamos de Deus!

Biografa:
Mauricio Mattos Santini
, nasceu em So Paulo, Brasil. Espiritualista, pesquisador de cincias fsicas, escritor, formado em jornalismo pela Faculdade Metodista de So Paulo. Trabalha como assessor de imprensa em diversas reas.

 

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