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Francisco das Chagas de Sousa
Nacionalidad:
Brasil
E-mail:
franciscodaschagaspicos@hotmail.com
Biografia

Francisco das Chagas de Sousa

FRANCISCO DAS CHAGAS DE SOUSA é formado em Letras, Direito e concludente de Engenharia Civil. Nasceu em 08 de Abril de 1968, em Picos - Piauí. Casado com Marília Bezerra com quem tem uma filha, Letícia, além de outras três: Indira, Olga e Maria Clara. Tem publicados vários artigos, poesias e crônicas, além de alguns livros de registros históricos e administrativos. Também escreveu a Memória Viva do professor José Bispo - Um mestre exemplar e um Tributo a Chico Barbosa. Inéditos, tem Rio Guaribas, um rio que agoniza, Menores não são recuperados em Picos, sendo títulos provisórios. Atualmente, Francisco das Chagas é Presidente da ALERP, ocupando a cadeira de n. 04, tendo como patrono Justino Luz. Livros publicados: Eleições 2008, Paulistana 400 dias de progresso, História de Itainópolis.

 

MADRUGADA

Ainda é madrugada

Os galos cantam

Por todos os cantos

A fora isso,

....... é só silêncio

Todos parecem dormir

Nem parece férias

A  noite contagia

E nos faz...... viajar

Viajar pelo tempo

Sem destino,

Sem dia, nem hora

É só silêncio

Uma viagem em mim mesmo.

Francisco das Chagas de Sousa 14/07/2009

 

LUA

 

No silêncio da noite

Surge a lua

..... pela metade

Aos que a vê

........ encanta

Aos que dorme

........... ilumina

Tão próxima

Tão distante.

 

Francisco das Chagas de Sousa 14.07.2009

 

A morte e a morte do rio Guaribas 

            O Guaribas, rio que corta a cidade de Picos, é responsável por sua origem ainda hoje agoniza, esperando uma mão que o salve da sua segunda morte, pois já faz muito tempo que os ambientalistas, biólogos e geógrafos denunciam a morte do velho Guaribas, que durante muito tempo foi a base de sustentação da economia da região, mantendo vivo o status de maior produtor de alho do Estado por muitos anos. Com o crescimento populacional e a falta de uma política administrativa voltada para o Guaribas, o rio foi morrendo com o assoreamento, o despejo dos esgotos residenciais e os dejetos hospitalares, além de lixo residencial, restos de material de construção, além de construções nas margens, umas até dentro do próprio rio. As autoridades responsáveis pela proteção e fiscalização como o Ministério Público e a Prefeitura têm feito muito pouco pelo resgate daquele que foi um dia o meio de sobrevivência dos picoenses. O rio agoniza e pede socorro e não percebemos ninguém dando a mão para que esse rio que tanto foi importante para o povo dessa região, receba um pouco de volta de tudo aquilo que proporcionou a todos nós. É uma injustiça o que estão fazendo com o Guaribas, ou melhor estão deixando de fazer. Enquanto não houver uma conscientização dos habitantes da região ribeirinha e uma atuação mais efetiva do Ministério Público, punindo os infratores e uma preocupação da Prefeitura para zelar pelo seu maior patrimônio, o Guaribas continuará morrendo e aos poucos deixará de existir, quando nos dermos conta não existirá mais nem o lugar. Aí será tarde demais. Socorramos enquanto há tempo! 


(Francisco das Chagas de Sousa, jornalista e professor) 


            Toc... Toc... Toc

                        (Francisco das Chagas de Sousa) *

Récem separado, morava na rua são José, 1º. andar. Era companheiro de apartamento do professor Flávio, colega de faculdade que me amparou, naquele momento difícil. Moramos juntos uns seis meses, cada um no seu quarto, claro. Diariamente era acordado por um toc...toc...toc,vindo do apartamento do 2º andar. Era surpreendente, todos os dias no mesmo horário, da mesma forma. Toc...toc...toc e descia escada abaixo. Depois de vários dias ouvindo o mesmo  toc...toc...toc e, claro, acompanhando com o subconsciente. Naquela oportunidade imaginava coisas, pessoas, etc. Aquilo, o toc...toc...toc me incomodava e chamava a atenção, acompanhava diariamente o toc...toc...toc , inclusive sua descida. Já estava se transformando em uma doença, a curiosidade era grande. Queria saber quem era, o que fazia, como era. Todos os dias, dia após dia, lá estava o toc...toc...toc e as minhas imaginações. Resolvi então acompanhar com mais atenção o toc...toc...toc e inclusive a sua descida e a passagem pela minha porta, faltava-me coragem de abrir a porta, voltava então as imaginações, vi uma mulher elegante, bonita, com passos de modelo, apesar de apressados, vi com desconfiança passos mais firmes, apesar de afeminados. Busquei coragem, mas não consegui, tinha medo da decepção. Os meses se passaram, Flávio casou, fui morar com outro amigo, o Cícero e ficaram somente as imaginações do toc...toc...toc. Era 2004.

                                                   Picos (PI), 14 de Julho de 2009.

  *É professor e jornalista. Presidente de Academia de Letras da Região de Picos.


 

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