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GILBERTO NOGUEIRA DE OLIVEIRA
Nacionalidad:
Brasil
E-mail:
gilbertosombra@hotmail.com
Biografia

GILBERTO NOGUEIRA DE OLIVEIRA

GILBERTO NOGUEIRA DE OLIVEIRA,  nasci em Nazaré-Bahia-Brasil,  em 26 de agosto de 1953.  Escrevi vários livros de ficção e poesias como: A VINGANÇA DOS IRRACIONAIS, REVOLTA, ALÉM DA MISÉRIA, O SANTO DEMÔNIO, ESSES HEROIS CAMPONESES, OS DOIS POLOS ANTAGÔNICOS, O SISTEMA, NEOLIBERALISMO NO CÉU, IMPÉRIO, FERRO (Teatro), ZÉ, LÁ FORA, RETALHOS e EM MINHA TERRA. RETALHOS, (Poesias) Escrevo para diversas  revistas e sites como: Arlete Piedade Letras e Amizade, Portal CEN, Revista Logos, União Lusófona De Letras e Artes, Portal BVEC, Poesia na Pastelaria, O Maior Livro Poético do Mundo, Indignei-me, Jardim de Poesia e Jornal Raiz online, Revista EISFLUÊNCIAS, Revista FENIX (Portugal); Projeto Alma Brasileira, Literatura é Arte, Academia AVSPE, Palanque Marginal, Movimento União Cultural, Web Artigos, Beco dos Poetas, Recanto do Escritor, Portal Vânia Diniz, (Brasil) Estante de Edite Pinheiro,(Angola) Estante João Furtado e Pedra Poeta Gilberto Lima (Cabo Verde) Movimiento Poetas del Mundo (Chile) Organizacion Mundial de Poetas, Escritores y Artistas (Honduras); Varal do Brasil (Suiça) Participa da Rádio Raiz online e Radio Portugal Amigo (Portugal) Radio Circuito Cultural e Radio e TV Espaço Jorge Guedes, Site de Poesias, Movimento União Cultural (TV Literarte) (Brasil) e Radio de La Organizacion Mundial de Poetas, Escritores y Artistas (Honduras),Revista Literária La Caza Sutil- Peru. Participou de várias coletâneas e Antologias em Portugal, da Pastelaria Estúdios Editora, “Corda Bamba” e “Ocultos Buracos”, “Onde estavas em 25 de abril de 1974?”, Patas, Pelos e Penas, em 2012 e 2014, Revista Fenix (Antologia Logos, União Lusófona das Letras e das Artes,Os Confrades da Poesia, do Projeto Alma Brasileira, do Brasil, da Antologia “Juan Ramon Molina” (Honduras) Antologia “Mil poemas a José Marti (Cuba) Mil poemas a Óscar Alfaro (Chile). Cem poemas a Nicanor Parra (Argentina) Cem poemas a José Maria Arguedas (Perú) Mil poemas a Madre Tereza de Calcutá, Livros na Livraria de Pablo Neruda (Chile), Un Canto de Amor a Gabriel Garcia Márquez (Colômbia). Poemas en honor a Tupaq Amaru (Perú), Por que México? (México)  Foi entrevistado pela Radio Raiz online, de Portugal em 2010 e Portal CEN, de Portugal em 2012.                              

 

NAVIOS NEGREIROS

                                  SÉCULO XXI

Nazaré, 04-08-2015

Gilberto Nogueira de Oliveira

 

Um velho barco com 700 almas

Parte de um país africano

Que foi destruído pelos europeus,

Em direção à Europa.

Ao chegarem, perguntam:

Podemos ficar?

A resposta é uma bomba

E o resultado é a morte de todos.

 

O oxigênio é coisa rara

Para os pobres africanos

Que vem entulhados e enlatados.

E os que ficaram, enlutados.

Homens, mulheres e crianças

Em busca de vã esperança.

 

19.000 já morreram

E a Europa não viu.

Mas o Mediterrâneo é testemunha

Das atrocidades cometidas

Para a extinção dos negros.

 

Os canais marítimos

São testemunhas oculares

Dos porões sem oxigênio

Dos corpos jogados ao mar

Magros e desidratados.

Seus cadáveres são encontrados

Em praias próximas.

Mas ninguém dá importância.

-Deixa que os peixes os comem.

 

Embarcam na mesma ideia

No canal da Sicília.

É sofrimento ou morte.

Só têm essas duas opções.

                                           

Lampedusa!

Símbolo de tragédias.

Alguns levam os filhos.

Fogem do desespero

E entram em outro pior.

Fogem de seu país

Fugindo de sua história.

Em direção ao mundo (civilizado?)

Que um dia lhes colonizou

Roubando todos os seus bens.

 

E o Mar Mediterrâneo

É o caminho mais curto

Em direção às suas tragédias.

 

Vocês não compreendem

Que os europeus só lhe querem

Como mão-de-obra escrava?

 

Vocês não compreendem

Que os nazistas europeus

Só querem seu subsolo?

 

Vocês não compreendem

Que a ONU, OEA e OTAN

São organizações criminosas?

 

Vocês não compreendem

Que para os europeus

Quanto menos negros, melhor?

 

É verdade.

A fome e o desespero

Os impede de pensar.

 

ERA UMA VEZ OS PALESTINOS

Nazaré, 16-10-2014

Gilberto Nogueira de Oliveira

 

Da faixa negra de tanta fumaça

Da faixa vermelha de tanto sangue

Um choro surdo que nem Deus dá ouvidos

Grita aos inúmeros cantos do mundo

Salvem os palestinos.

Choro ao ver tantos pedaços de carne

De crianças que ainda não viveram.

É um covil de degradações humanas.

 

Eu vi, eu senti.   

 

Um vasto campo de crianças famintas

Um campo de desgraças tantas

De sionistas sanguinários

Especialistas em infanticídio.

O câncer do mundo moderno

Cometendo velhos crimes;

Mulheres e crianças palestinas

Reduzidas a pedaços, apenas.                                           

Eu vi, eu senti.

 

Eu vi um monstro sionista

Armado pelos Estados Unidos

A sorri com frieza

Ao olhar crianças e mulheres

Com cabeças arrebentadas

Seus cérebros expostos.

Espalhados pelos escombros.

Foi apenas o que restou.

 

Eu vi, eu senti.

 

A ordem é exterminar os palestinos

Para ocupar seu território                                           

E aumentar o braço armado

Num país já desgraçado

Com crianças explodidas,

                                           

Crianças com cabeças ocas,

Seus cérebros espalhados pelo chão

E disputados pelos abutres.

 

Eu vi, eu senti

 

Que pensam de mim?

Que estou destilando meu ódio

À podridão dos sionistas

Com sua bandeira de Davi

Enrolada em seu corpo protegido

E ensanguentado pelos restos de seus crimes.

Tétrica visão, apenas,

Do seu capitalismo selvagem.

 

Eu vi, eu senti

 

Crianças mortas em série

Como se fossem códigos de barras

Seus pais com os corações dilacerados

E feridos por balas assassinas.

Num mundo infernal e bíblico

Eu assisti ao verdadeiro holocausto

Diante da estrela de Davi.

 

 

PAI POBRE

Nazaré, Bahia 17-07-2011

Gilberto Nogueira de Oliveira

 

Pai,

Que sem ter chance

De educar e aculturar seus filhos,

Sai pelas quebradas da vida

Em busca do Estado corrupto

Que lhe nega todas as saídas

E não lhe dá uma guarida.

 

Pai,

Que por não ser competitivo nem globalizado,

Sai em busca de qualquer coisa

Para matar a fome dos filhos

Que serão a sua cópia, amanhã.

 

Pai,

Que de volta para o barraco

Vê seus filhos a gritarem de fome.

São as vítimas de um sistema criminoso

Que excluem negros e pobres

Até a extinção.

                                            

Pai,

Que só tem uma opção:

Aliar-se ao tráfico de drogas

Que alimenta o capitalismo

E praticado pelos detentores do capital

Sem sujar suas mãos brancas.

 

Pai,

Que já começou a ganhar dinheiro.

É pouco, mas dá.

 

Pai,                                                                                                         

Que vai ser encontrado morto heroicamente,

Numa periferia qualquer,

Desse país que nunca foi seu,

Depois de ser perseguido

Por polícia e bandido,

Ambos agindo em conjunto

Para não quebrar o sistema.

 

Pai,

Negro, foragido e criminoso.

Filhos pobres, novamente

Por causa da droga de comer,

Por causa da droga de beber,

Por causa da droga de aspirar,

Por causa da droga de atirar,

Por causa da droga de democracia.

 

Louvemos o socialismo.

 

 

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