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Clodoaldo Daufenbach
Nacionalidad:
Brasil
E-mail:
daufenpierrot@gmail.com
Pertenece a la Directiva
Biografia

Daufen Bach.

Escritor, Poeta, Jornalista, Professor, Editor, Promotor Cultural e funcionário público do Estado de Mato Grosso. Publicou dois livros de poesias: “Breves encenações, sobressaltos” e “Tessituras – do intervalo entre o grito e o silêncio”. Participou de varias antologias e foi publicado em revistas e sites nacionais e internacionais.  Possui textos traduzidos para vários idiomas e  publica em blogs de literatura. É editor da revista literária on line, intitulada Revista Biografia.

 

O tecido que veste o agora

no agora, nenhum problema,
talvez depois,
talvez antes que chegue o depois eu
pense no preconceito,
no açoite de um filho sem família
ou da filha que jura não ter um pai.

porém, nesse instante,
assoberbado de egoísmo e poesia,
me escape a dor, o gemido pronunciado
de um silencioso alarido
ecoado debaixo de um viaduto.

talvez...talvez depois eu
chore o frio de um jornal amassado
em praça publica,
de um jornal que
esconde olhos assustados e
boca faminta.

agora, nada,
nenhum desejo,
um eterno domingo,
um cão passeia,
um homem ladra a lata do lixo.
aqui dentro, inquieto,
dispo-me em versos
na miserável condição de
pacato observa[dor].

agora, quem dera já fosse o depois,
em que a bala perdida
perdeu-se no ermo
e o revolver não tivesse o dedo
que aperta o gatilho, e,
eu, andarilho de versos
não tocasse a ferida
e não refletisse a fastio daqueles
que não possuem rosto refletido.

o agora, me permitiu uma poesia,
a sonora impotência de uma dor vazia.

TERRA DE NEGO CARRANCEIRO

Seu moço... pra chegar nestas terras eu andei muito,
vim por força, pai me arrastou das margens do Rio Mearin,
[rio que mais dá peixe no mundo]
tinha uma moça seu moço,
ela queria casar comigo e eu com ela
mas pai não quis não... vim chorando.
Pai saiu pelo mundo, me deixou com mãe, fiquei
sabendo depois que pai tinha morrido.

Seu moço eu cuidei de mãe e esqueci da moça,
depois foi mãe que morreu,
fiquei sem mãe, sem pai e sem moça...só eu.

Então me aviei cá, pra essas terras de nego carranceiro
terra de homem doido, perverso, malvado que só,
homens que a maioria veio de minha terra,
e lá seu moço, lá só tem homem mole, no sentido
bom da palavra, mais aqui...aqui ficaram valente!!!
O brilho do ouro desperta a valentia nos olhos do cabra.

Sobrevivi nesse lugar seu moço,
lugar que só não dá flor mais bonita
devido a ruindeza do sangue aqui derramado,
devido a muito osso no chão fincado e outros
tantos por aí ao léu espalhado. Ossos seu moço,
de cabras que deixaram a família e se embrenharam nesse
sertão que, sem meia desculpa nega a redenção.

Ah seu moço!!! Catei muito ouro aqui,
debreei muito barranco, lavrei rabeta de caixa,
fui balseiro, maraqueiro, sondei fundo de rio,
deixei algumas água mais profundas, outras eu sequei...
nenhum tiquinho de paz na vida me dei.

Fiquei muitas vezes rico,
fiquei muitas vezes pobre e por azar, desses pegado
em sexta - feira santa, da ultima vez que pobre fiquei
só fiz ficar mais pobre os outros dias. Mas
enriquei muita puta que, por muitos trocados,
por pepitas bem pesadas, arengaram comigo
noites e noites...

Na pobreza fiz muitas coisas seu moço,
não fui tão nobre mas ainda estou vivo,
fui marisqueiro, matei muita onça, ariranha, jacaré...
tudo quanto é bicho de pele boa.
Eu me alongava nas matas e só, a fazer estaleiro,
a curtir couro pra enfeitar madame de muito dinheiro,
eu vivi boa parte da vida.

Essas madame seu moço, que na maioria tem os
peito em cima da barriga e a barriga em cima das coxas,
exigiram de mim muitas vezes...
cuidaram de mim muitas vezes, então em agradecimento,
com poucas palavras e sem muito a dizer
de quatro fiz elas gemer, co'as ancas encostada no meu umbigo,
saciadas, saciaram meu instinto bicho.
Como é que pode seu moço, a gente se prestar a esse serviço?

Seu moço eu já fui até catador de defunto...
'Seu Carrada', homem de muitas mortes e de morte
mais feia que as cometida
me deu esse pesado oficio que foi,
o que mais me fez sofrer na vida...
Sabe o que é viver em terra onde vida de
homem não tem valor?
Onde não se conhece 'Nosso Senhor'?
terra de Seu Carrada era assim,
vida curta, ou morte em vida ou morte sem fim...

É seu moço... minha história e muito longa
e baixão nenhum, por mais que o ouro tenha secado,
é capaz de entender minha sina...
eu só queria agora era voltar lá pro Mearin
e rever seu moço, minha moça inda menina.

O OLHAR DO ESPELHO

Que vês
além da retina do olho do espelho
da moldura
trabalho aurívere
dos olhos baixos?

que vês
além do reflexo
convexo do infinito
senão um fio solto de luz

erga os olhos
pra tua condição amante
tua opção amante
gestante de sonhos fecundados

reflação
de sentimentos e emoções

biografia:

EU

antes de ser qualquer coisa
tenho sido eu simplesmente......

mente[capto]
indiferente.

tenho três filhos,não os pari,
pariram-os para mim.

dos meus 1,78 m e 71 kg,
vejo com meus olhos claros
o brilho raro da poesia, maresia,
sabor....dissabor......flutuo.

meus cabelos a cobrir os ombros,
loiros, são iguais meus caminhos,
caracóis..........desalinhos........

me dei ao magistério........sério!!!
relativista, meio anarquista.
fumante......hum ........!! droga!!!!
pronto....... sou fumante, um dos meus vícios,
um dos meus enguiços.

coleciono samanbaias, mas amo as orquídeas.
adoro uma mini saia...

risos aberto. franco. riso? risos não...
isso é gargalhada, notada.

animal de estimação?
tinha uma jaguatirica,
comeu os pinto lá de casa,
agora comprei cavalos.....

time? ........santos.
signo?........leão.
descendência?........alemã, mas
brasileiríssimo de corpo alma e coração,
nascido na beira de um rio no interior do pr.
resido? extremo norte de mato grosso [ muito mato]
por enquanto.........ai!! quanta devastação!!

sexo?
masculino sim sinhô,
mas se tivesse nascido mulher.....
hum....sei lá.......

alcunha?
clodoaldo daufenbach,
vulgo,
daufen,
que era para ter sido
rivelino,
vulgo,
...talvez lino...talvez riva
ou ainda,
qualquer um da seleção de 70
tricampeã.
mas mãe só conseguiu engolir clodoaldo.
lateral direito.

então eu:

clodoaldo daufenbach nascido em 73,
homem igual qualquer outro,
mulher igual qualquer homem,
homem igual qualquer mulher.

 

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