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Ayrton Alves
Nacionalidad:
Brasil
E-mail:
ayrtalves@gmail.com
Biografia

Ayrton Alves

Ayrton Alves, assina seus poemas como ASAS, nasceu em Natal – RN em 1994, atualmente com 20 anos. Cursa geologia na UFRN – Universidade Federal do Rio Grande do Norte, mas nunca abandonou a literatura, se dedicando à poesia desde os 12 anos de idade.

Participou de 3 antologias, sendo uma proveniente do concurso literário Américo de Oliveira Paiva ( EDFURN – 2014). Não se considera poeta, prefere dizer que escreve, da vida, alguma coisa. Dado ao mundo, perdido na existência. Escrever é se transbordar. E, é justamente esse transbordamento a melhor definição para o que eu sinto, quando escrevo. Membro da Sociedade dos Poetas Vivos e Afins do RN.

 

SÓ UMA EXPERIMENTAÇÃO

Eu queria assim:

Qualquer coisa que não me dissesse nada

Alguma coisa mais abstrata

Como aquela pena de pavão

Dentro de meu caderno de poemas,

Que no fundo não serve pra nada...

Quero experimentar algumas cores

Sobre os olhos de todos os espectros

Viajando em todas as velocidades

Não esqueças que é a luz que dá as cores

Uma pena de pavão é bonita,

Mas inútil dentro da gaveta

Condenada à escuridão

Dos desatinos egocêntricos

Que não mais me avassalam.

 

 

URBIS BRASILIENSIS

 

Meu espaço poético

Se faz de sangue, suor e concreto

Condomínios de luxo e favelas

Como vês, na vida nada rima

Por isso, o caos instaurado

Nessas lacunas

Nesses buracos

Por onde

              escorre

                        o resto do poema

 

De mãos esbanjadoras e pedintes,

Basta atravessar a rua

Para ver que em um lado

A grama seria seca, se existisse

Onde as notas longínquas de Chopin

Abafam o grito de fome

Nas casas rachadas

Ao lado do fétido canal de esgoto

Mas o que poucos sabem,

É que também há lágrimas

Naquelas águas

E elas são o dejeto próspero

Da degustação da liberdade

- As águas correm -

 

Pobre no chão

Rico no caixão

A única rima é a morte.

 

SEM TÍTULO

 

Cada olhada ao relógio

É uma machadada na cara

Pendendo a cabeça

Para lamentar os motivos

Que já não mais apetecem ao tempo.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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