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Silas Corra Leite [Cnsul - Itarar-SP]
Nacionalidad:
Brasil
E-mail:
Biografia

EUGENIA

Para Eugenia Melo e Castro,
Cantora Portuguesa


Hoje eu te vi cantar pela primeira vez
E havia naus seculares no remanso de teu cântico em deleite
Tua voz vinha como um cravo vermelho na iluminura do
rosto
Que até amanheci minha matiz poética.

[Hoje te ouvi numa voz que sorria no soar
E teus olhos tinham estilhaços de velas acesas trazidas da
alma
Tua voz tecia o bilro - num tear de azulejos íntimos
Que plantei petúnias nos sonhos]

Hoje te vi cantar pela primeira vez
E sei que apenas foi um Reencontro
De milênios.

[Mas não chorei
Loucos não choram nunca mais.
Loucos escrevem-se
E ouvem chamados íntimos, antigos; de um, agora, inexistente
Cais.]

Hoje te vi cantar
E não voei, não escrevi, não tomei cerveja preta
Pus-me a te contemplar água viva
Estrela do Mar na âncora do meu Ser Nau Catarineta.

Sei que voltarás para o Rio Tejo
Portugal está em tua face como um mapa de erranças
E em teu canto como um vento noturno de incensos
Depois nunca mais te verei, olhos castanhos
Talvez nunca sejamos apresentados
Mas teu canto é teu elmo.

Eu sou um pobre - e triste e simples - poeta brasileiro
Com meu floretim de pelica
E minha poesia de damascos e desertos sem fim.

POEMAS & POESIAS

Não discuto o sexo dos poemas
nem a vacância de mensagens
muito menos dicções ou mitologias
eles se bastam com arestas
multiplicando zeros e infinitos

não discuto a vertente das poesias
que de si mesmas são distintas
o ritual, a consciência, o melódico
tudo isso são cincerros e egos
questionários, renúncias, pertencimentos

não discuto o simbolismo dos poemas
que por si só podem ter ícones
não quero rótulos, escolas, sachês
e sim rupturas com a sintaxe
técnicas de aproximação, mixórdias

não discuto a lírica das poesias
nem códigos, modismos, planos
quero repertórios de niilismos
e o plano da existência táctil
como réptil com asas, mimetismo

não discuto a lógica dos poemas
quero pluralidades de pedras
o neobarroco, os vetores chaves
são enguias sistêmicas e fazem
do poeta um cacto de bruxo

não quero a vanguarda das poesias
mas elas em si mesmas cibalenas
núcleos, encantários e enzimas
safra de paradoxos críticos
técnica de vernizes diversos

não discuto a poesia no poema
sou um clandestino com lúpus
a lepra de ser-me - sentença
angústia-vívere; roca & singer
baladas de incêndios, odes instintais.

-0-

Poema del Cristo Crucificado

[Para Mel Gibson]

Tomo tu dolor, Cristo crucificado
Y quiero bajarte de ese horror
Quiero arrancar el clavo en tus pies clavado
Para darte el conforte de mi simple amor
Siento dolor, Jesús, al mirar tu estado
Y quiero salvarte de ese terror
Liberar tus brazos abiertos del madero armado
Cantarte una cantiga, darte un
cobertor.

Siento tu dolor, mi Dios, allí clavado
Que vierte tu sagrada sangre,
conductor
Quiero verte puro y eterno,
resucitado
Durmiendo en mi cuello de pobre pájaro-flor...

Tomo tu dolor, grandioso espíritu elevado
Házme tu discípulo, siervo y pastor
Pues descendiste del calvario
y en el cielo reinas alado
Libre del martirio del antiguo imperio
pecador

Tomo tu dolor, Dios bienaventurado
los hombres te llevan como salvoconducto
redentor

Mas insisten aún en tenerte
crucificado
¡Cuando vives y reinas en tu infinito Amor!
-0-

Poema do Cristo Crucifixado

[Para Mel Gibson]

Tomo a tua dor, Cristo crucifixado
E quero Te tirar desse horror
Quero arrancar o cravo nos teus pés pregado
Para dar o conforto de meu singelo amor

Sinto a tua dor, Jesus, de Teu estado
E quero Te salvar desse terror
Soltar teus braços abertos no lenho armado
Cantar-Te uma cantiga, dar-Te um cobertor.

Sinto a tua dor, meu Deus, aí pregado
Que verte o teu sangue sagrado, condutor
Que Te ver puro e eterno, ressuscitado
Dormindo no meu colo de pobre pássaro-flor...

Tomo a tua dor, grandioso espírito elevado
E fazer-me Teu discípulo, servo e pastor
Pois desceste do calvário e no céu reinas alado
Livre do martírio de antigo império pecador

Tomo a tua dor, meu Deus bem-aventurado
Humanos te levam como salvo-conduto redentor

Mas insistem ainda em Te manterem crucifixado
Quando vives e reinas em teu infinito Amor!
-0-

Poesia, Autor: Silas Corrêa Leite, Itararé, São Paulo, Brasil

Tradução:
E.Antonio Torres Glez [Durango, México]


Biografía:
Silas Corrêa Leite
tem 53 anos, é de 19/08/52, oriundo de Harmonia, Monte Alegre, Pr [hoje Telêmaco Borba], criado na Estância Boêmia de Itararé-SP, terra do Maestro Gaya, Luiz Solda, Rogéria Holtz, Irmãs Pagãs, Carlos Casagrande, Regina Tatit, Jorge Chuéri, Luiz Barco, verdadeiro celeiro de
artistas, portanto. Em Itararé foi bóia-fria, engraxate, vendedor de dolés de groselha preta, garçom. Família pobre, seu pai judeu-português era acendedor de lampiões de gás e sua mãe mestiça de negro com índio. Com 16 anos ele escrevia pros jornais de Itararé [hoje é autor do Hino ao Itarareense], tinha programa na Rádio Clube de Itararé e, nos shows pratas
da casa, imitava ídolos da Jovem Guarda. Por causa de uma paixão impossível, sem lenço e sem documentos em 1970 com apenas a quarta-série do primário migrou para Sampa. Sem dinheiro no bolso/Sem parentes importantes/Vindo do
interior, como na balada do Belchior. Morou em pensões e repúblicas, passou fome, voltou a estudar, fez Direito, ganhou ficha nos podres porões da ditadura militar incompetente e corrupta. Sempre escrevendo, começou a
participar de concursos e a ser premiado em verso e prosa, até no exterior.
Ganhou alguns prêmios, [Ignácio Loyola, Paulo Leminski, Mário de Andrade, Mário Quintana, de Micro-Contos em Portugal, etc.] consta em algumas antologias literárias até internacionais. Lançou um e-book [livro virtual] chamado O RINOCERONTE DE CLARICE com 11 contos fantásticos, cada ficção com três finais cada, um final feliz, um final de tragédia e um politicamente que foi um sucesso no site www.hotbook.com.br/int01scl.htm e destaque na mídia, inclusive televisa [Metrópolis, TV Band., Rede 21, Provocações]. A obra, pioneira, de vanguarda e única no gênero, foi indicada como leitura obrigatória na matéria Linguagem Virtual, no Mestrado de Ciência da Linguagem da Universidade do Sul de Santa Catarina. Faz algumas palestras e congressos, adora mais estudar e ler do que de existir [fez Geografia, várias especializações inclusive de Direitos Humanos na USP] colabora atualmente com mais de 250 sites, inclusive no exterior e em países de língua espanhola. Tem três livros: Trilhas & Iluminuras, Poemas, 2000, Porta-Lapsos, Poemas 2005, e em 2006 lançará Os Picaretas do Brasil Real [Série Cantigas do Escárnio e Maldizer], estando com um livro de ficções premiadas para ser avaliado pela Travessa dos Editores de Curitiba-Pr.
Antimilitarista, acredita na arte como libertação, como Manuel Bandeira. É considerado um humanista de resultados, sendo professor, jornalista comunitário e relator de uma ONG de Direitos Sociais. Seu site é:
www.itarare.com.br;/silas.htm Sua poesia de apresentação é:
Ser poeta é a minha maneira
De chorar escondido
Nessa existência estrangeira
Que me tenho havido

poesilas@terra.com.br

 

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