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Luzia Natalina Alves Rodrigues
Nacionalidad:
Brasil
E-mail:
alveslu1971@yahoo.com.br
Biografia

Luzia Natalina Alves Rodrigues

1971 – Nasce em Piumhi MG na tapera do Morro do Boi Marruás.

1977/1980 Conclui o ensino fundamental na Escola Estadual Doutor Avelino de  Queiroz.

1981/ 1988– Conclui o ensino fundamental e médio na Escola Estadual Professor João Menezes

1982/1984 – Consocia na Conferência São Sebastião da Sociedade São Vicente de Paulo quando contribuía com o “Jornal – O Vicentino” nas colunas de estudos bíblicos.

1985 – Catequista na Paróquia Nossa Senhora do Livramento em Piumhi MG, onde usava sua habilidade na escrita para ensinar o evangelho às crianças.

1987 – Professor no arraial de “Mimoso” em Piumhi MG, alfabetizando com métodos de Paulo Freire e a poesia nata herdade de seus irmãs poetas, Marciano Alves Teixeira e Lázaro Mariano.


1990/2014 – Prepara seu livro de estreia  - “Escrevendo a Alma”.

 

CAMINHO

Luzia Natalina Alves Rodrigues

 

A cabeça hoje está assim: Só emaranhado!
Dispus-me a pensar com todos os meus fardos.

Na vida, um desejo, uma vontade, um sonho largado.

Não o que me custa, talvez não seja meu agrado!

 

Não sei se um bruxo, príncipe ou sapo,

Nos meus sonhos e venturas não me arrasto,

Um aperto, teu olhar e alguns amassos,

No meu corre, num conselho que embarco.

 

Sem cair eu me levanto de pés descalços,

Num buraco que não vejo, é a diferença.

Cada dia que não vivo o mesmo dia,

 

E me torno a revolver os meu percalços,

Meus labores que são fartos, a desavença,

Numa fuga incessante de toda alegria!

 

 

Ébano

Luzia Natalina Alves Rodrigues

 

Não estou pensando em nada!

Fale uma coisa pra mim!

Se estou louca e desvairada?

Que isso? Que palavra é essa, enfim?

 

Deixe-me tentar aqui. Não falarei nada...

Para com isso! Se é sem sentido,

não é loucura, são imagens buscadas

numa cabeça das demasia que tenho lido.

 

Se a loucura não me deixa pensar,

o que escrevo ainda que sério não apago.

No mundo do conhecimento, hei de buscar

cada dia meu momento com carinho meu afago.

 

Nas palavras o alento, um alívio de tormento,

meu resumo em parcas palavras e devaneios.

Se eu penso o sentido escapa ao vento,

e assim busco com vaidade os meus anseios.

 

A água corre na torneira e relembro a escassez,

a pia cheia, a balada no rádio espia,

e volta vagamente a minha lucidez,

pensamentos que esvaem e arrepiam.

 

Enquanto preenchia uma vida de alegria,

minha busca incessante e meus sonhos

ficaram e outros vem no tato da simpatia...

E assim não somente o meu eu, mas o que somos.

 

TERAPIA

Luzia Natalina Alves Rodrigues

Em sessões terápicas, cada lampejo.

Minhas buscas, meus amores, meus desejos
Um café preto e uma rua larga sem traquejo,

Idas e voltas que me buscam os solfejos.

 

Um sol infinito que queimava os meus beijos,

Das lojas pequeninas e os bares que despejo,

Meus olhares, preconceitos e conselhos que não vejo,

Protagonizando um império, a revista ou um livro que não leio.

 

As visões acalmam e objetos que não venero,

Um nó na vela, a Cabrália e uma traição de longe.

Um amor daquele jeito e uma mesinha que não tenho.

 

Mas do caipira, a galinha que afogo e acelero,

Meus cetins e algumas cenas que satisfaz um monge.

O que eu falo agora? Qual caminho e de qual ser eu venho?

 

 

 

 

 

 

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