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MARIA VILMACI VIANA DOS SANTOS
Nacionalidad:
Brasil
E-mail:
vv.viana@hotmail.com
Biografia

BIOGRAFIA DE MARIA VILMACI VIANA DOS SANTOS (VIVI)

Escritora, memorialista, guardiã da história das mulheres apodienses, descendente dos indios tapuia- paiacus , nasceu numa madrugada fria de 17 de maio de 1962 respirando o perfume que exalava das flores do jasmim de São José, da Casa Grande do Sitio Santa Rosa – Apodi-RN.Filha do ceramista, Ex-Prefeito Valdemiro Pedro Viana (in memoriam) e da Artista Plástica Maria Fernandes de Sousa (Mozinha). Iniciou sua vida escolar em 1968 na Escola Estadual Ferreira Pinto, onde concluiu em 1972 o curso Primário. Na Escola Estadual Professor Antônio Dantas concluiu em 1977 o Curso Ginasial. Estudou no Colégio Dom Bosco de Mossoró em 1979 e concluiu o ensino médio em 1980 na cidade de Natal, no Hipócrates Colégio e Curso. Em 1982 iniciou sua vida profissional exercendo a função de teletipista na Assembléia Legislativa do Rio Grande do Norte. Em 1985 graduou-se em Educação Artística, Habilitação em Artes Cênicas na UFRN - Universidade Federal do Rio Grande do Norte-Natal/Rn. Nos anos letivos de 1985 e 1986 exerceu a função de Professora de Educação Artística nas Escolas da Rede Oficial de Ensino do RN: Anísio Teixeira e Atheneu Norte-Rio-Grandense. Em 1988-Pós-graduou-se em Educação Especial na FAFI-BH- Faculdade de Filosofia Ciências e Letras de Belo Horizonte-MG. Em 22 de setembro de 1988, casou-se em Porto Velho- Rondônia, com o empresário ceramista e engenheiro civil José Genival Santos com quem tem uma filha Anabele Viana Santos- Geóloga. No Estado de Rondônia, onde permaneceu no período de Dezembro de 1989 a Dezembro de 1998, Exerceu várias funções: Arte-educadora da Divisão de Ensino Especial da Secretaria de Educação do Estado, onde prestou serviços as escolas e instituições filantrópicas especializadas no atendimento ao aluno especial. Assessora da presidência do IPERON –Instituto de Previdência do Estado de Rondônia. Secretária de Cultura do Estado de Rondônia no período de 1997 a 1998. Em sua terra Apodi, escreveu dois livros: TRAJETÓRIAS POLÍTICAS ISAURO E VALDEMIRO ( julho de 1997)-COLEÇÃO MOSSOROENSE . PAISAGENS FEMININAS DE APODI (maio de 2006)-COLEÇÃO MOSSOROENSE. Produtora do MEMORIAL VALDEMIRO PEDRO VIANA e da EXPOSIÇÃO DE PINTURA EM TELA –AQUARELAS DA MOZINHA. Pertence às seguintes instituições: AAPOL- Academia Apodiense de Letras, UBE- União Brasileira de Escritores-Seção/ RN,AJEB - Associação das Jornalistas e Escritoras do Brasil, seção/ RN, SPVA/RN- Sociedade dos Poetas Vivos e Afins do Rio Grande Norte.

Atualmente trabalha na área cultural onde busca promover, resgatar e difundir a cultura potiguar através do blog:

www.vivicultura.blogspot.com

 

 Anjo de Asas Partidas

 

Não vieste e não cantei debruçada sobre o berço

Terna canção de amor que aquietaria teus sonhos.

Morreste dentro de mim e não escutei o teu choro.

Hoje sou eu quem chora porque adiaste a chegada.

Vou chorar todos os dias encher um rio de lágrimas

E o vale da tua ausência transbordará de tristeza.

 

Bendita Chuva

                                                              

Bendita Chuva que veste a pálida manhã,

umedece a alvura do meu corpo e apaga

a saudade deste rio de fogo que me queima.

Bendita chuva ouço tua voz doída no telhado

e assisto gotas mágicas deitadas nas pétalas das rosas.

Não me abandone, chuva abençoada, nas entrelinhas

de poesias imortais que me consolam.

Onde fores arrasta-me, transformada nuvem passageira.

Quero cair sobre o amor  ausente e de beijos molhar a sua face.

 

Muito distante de mim

 

Na longínqua rua da infância, era de taipa a casinha.

Nela guardei lembranças que retornam na saudade,

penico, bacia, pote, lamparina, fogão de lenha.

Tão pequena! Tão humilde! E tudo cabia ali,

bonecas de olhos tristonhos, cabelos de corda entrançada,

mesa, cadeiras, pratos, de chita barata os vestidos.

Na chegada foi o mel, depois sal, quando a infância acabou.

                                                

Crescida corri nos campos atrás de cigarras ligeiras,

espantalhos derrubando por cima das plantações.

Espera menina travessa! Grita , meu pai,

não brincas de roda, à noite, estrelas contas na cama

e por culpa tua as amigas também serão castigadas.

 

As fogueiras no São João marcavam nossos caminhos,

Os vizinhos reunidos, nas panelas modestas comidas,

canjica, pamonha café e cigarro Continental.

O decote das moças e o estampado nos largos vestidos,

o francês estropiado do marcador de quadrilhas.

                                              

Fugaz o tempo levou mais da metade de mim,

deixando na minha visão distante, as pálidas

Cores das aquarelas de Mozinha, minha mãe.


 

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