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Antonio Marcos Abreu de Arruda
Nacionalidad:
Brasil
E-mail:
am.abreudearruda@gmail.com
Biografia

Parece que o livro começa mais uma vez. É um branco infinito na cabeça do poeta:

Nossa Antologia e Outras Bossas

Apresentação:

No blog a poesia começa em ordem de avesso... www.nossaantologiaeoutrasbossas.blogspot.com.br

Este é um livro sobre banalidades sobretudo de coisas em comum das quais nos humanos compartilhamos. Sem maiores pretensões as poesias, vide Faça, em si tentam revelar-se libertas das amarras e dos flagelos de uma sociedade que é desigual.

Um dia resolvi criar coragem, haja visto que sem ela não se é nem uma fagulha de sujeira...

Segue comentário de Lucila Nogueira: Sim, há potencial. Continuar vivendo e lendo bastante é o caminho. Um abraço.

Grato, Boa Leitura!

 

1-FAÇA

 

Faça o que faz o homem sábio ao escurecer

Faça o que faz a moça a todo amanhecer

Faça como o sol que se põe para a lua anoitecer

Faça distintamente o que sempre quis fazer

Faça sua felicidade mesmo na rotatividade

Faça-se de bem comigo por viver

Faça o que tenha dito crer

Faça o feito, ainda que com defeito

Faça com que a dor vire alegria a escorrer

Faça o coração jamais parar de bater

Faça com que Camões não acabe de escrever

Faça com que a vida não se deixe morrer

Faça com que o tempo não corra contra você

Faça do amor o Deus da vida e de cada prazer

Faça o que eu não fiz

Faça como o Arlequim e o eterno aprendiz

Faça a aquarela de giz ou de nanquim

Faça-se enigmático de fronte ao perjúrio

Faça o lúdico

Faça enigmático o que é clarividente

Faça o tambor sempre bater contente

Faça o coração sorrir sempre                                                                   

Faça alguém feliz

Façamos toda a gente.

 

 

2-BRILHA

 

Brilham as estrelas

No clarão da lua

Brilham as sombras da sorte

As juras de amor

O jogo da sorte

Brilha o manto de um santo

Brilha a noite

Brilha o dia

O luar ao longe

A dicotomia do homem

É o eclipse ao longe

Brilha a estrela no horizonte fecundo

Brilha a poeira na curva do mundo

Brilha a aurora na tempestade da vida

Brilham seus olhos no olhar da menina

Brilham seus cabelos negros na noite ferina

Brilha o espelho na nossa imagem turva

Brilha o sol envaidecido de se pôr quando nasce a lua

Brilham as ondas do mar sucumbindo à terra

Brilham as gotas de sangue derramadas nas guerras

Brilha a traiçoeira loucura de viver

Brilha a dama da noite tal qual a lua há de ser

Viver e viver e viver

Eternamente branca a luz divina

Que eletriza nosso coração

Embalsamando eternas ilusões

Brilha o ouro da menina dos cabelos louros

Brilha a ideia do louco

Brilha até mesmo o que não deveria brilhar

Brilha o diamante dado pelo amante

Brilha a paz

O amor nessa terra

Brilha o sentimento

Brilha a brisa na constância das areias infinitas

Brilha ao longe uma luz

Um pedaço de certeza

Uma esperança

Brilha...

 

3-CADERNO

 

Meu caderno é onde me abraço

No forte braço

Amo, calo, suspiro e ardo

Os versos me suplementam

As batidas aumentam

 

Caderno além mar

Lindo

Inerte a decadência

de qualquer Ciência

Buscando alguma verdade

No burburinho da cidade

 

O mundo no papel em branco

Não há nada mais terrível que a folha

O papel em branco

Não há nada mais assustador

E escrever é santo remédio contra o tédio

Para acalmar qualquer dor

 

Caderno, folha, caderno

Paletó, gravata, bravata, terno

Tipo de escritor concreto

Tipo de poetisa que busca no abstrato

A concretude do fato

 

Fala alto no alto falante

Grita, berra, esperneia, no seio da ama anseia

O desejo de expressão

A vontade de ilusão

Potência d\'alma

Açúcar que acalma

Revela o que aclama

O desejo de quem samba

A branca folha no caderno branco do poeta queima sua alma em chamas.

 

 

 

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