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Glria Monteiro
Nacionalidad:
Cabo Verde
E-mail:
gloriasvmonteiro@gmail.com
Biografia

Glória Monteiro, desde sempre marcada pelas emoções, nasceu no dia dedicado ao amor e aos enamorados, decorria o ano de 1985, na cidade da Praia em Cabo Verde. Originária de uma família humilde mas que sempre lhe permitiu sonhar. O trilho da sua existência levou-a, depois de terminar o liceu, a rumar para outro arquipélago como se estivesse destinada a SER ilha, e foi nos Açores que se licenciou em Engenharia e Gestão do Ambiente. Seguiu-se o mestrado em Gestão e Conservação da Natureza que atualmente frequenta.

O amor por sua terra fez a aceitar o desafio de ser representante do movimento Pró-africa em Holanda, onde atualmente reside, acreditando que para além de escrever sentimentos precisa de falar ou mesmo gritar realidades, agindo. Colabora no Jornal Liberal online de Cabo Verde com seus poemas entre outros sites de poesias.

Desde sempre fascinada pela escrita, brinca com as palavras desde criança, trocando a boneca por um tesouro chamado diário, a este confiou todos os segredos de adolescência. Dos seus dedos desabrocham as descrições de sentimentos de esperanças, amor e lágrimas que sempre a acompanhou.

Estes poemas são versos sentidos e descritos durante esta etapa da sua vida.

 

 

Amaldiçoo

Meu ventre fértil

Meu coração quente

Meu amor fútil

Meu corpo ardente

 

Amaldiçoo

Teu beijo morto

Teu olhar apagado

Teu toque ausente

Teu falar funesto

 

Amaldiçoo

A tua vida

A minha vida

E a nossa vida

 

Gritar o meu nome

 

Vesti das nuvens para te fazer sorrir

Engoli toda luz

Para brilhar-te com os meus beijos

Roubei arco-íris para colorir te de alegria Abandonei meu sorriso no infinito Joguei todas as flores ainda vivas Só queria ouvir-te a gritar meu nome Bebi toda água da tua alma Para não cair-te nenhuma lágrima Soprei todas as estrelas Para banhar-te o espírito Percorri Vénus para endeusar-me Só queria ouvir-te a gritar meu nome Deixei-me expelir poesias e músicas Para a tua vida tétrico Só queria ouvir-te a gritar meu nome

 

3

Nascem assim

Entre sorrisos e palmas

Nascem assim

Soprando o frio para o horizonte

Abraçando o calor desmaiado

Nascem assim

Nascem assim dolorosos como o parto

Vazio embrulhado no minúsculo estômago

Morrem envelhecendo o rosto

Desfazendo beleza do sorriso

Nascem assim dolorosos

Morrem assim dolorosos

 

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