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Lizete Abraho
Nacionalidad:
Brasil
E-mail:
Biografia

PALAVRA MORDENTE

Há seres humanos com necessidade
de ferir para poderem se sentir gente
esses empunham armas da maldade
lâminas afiadas na palavra mordente
só os humanos têm essa capacidade
o bicho é um animal mais inocente
não se veste de basófia ou vaidade
hipocrisia e cinismo só dá na gente
os humanos parceiros da veleidade
do seu jeito ferem e, ainda contentes,
lambem o sangue vertido na impunidade
sorriem à vítima que não lhes vê os dentes.

**************

QUEM SOU?

Não consigo saber quem eu sou...Que cegueira!
Sou mistério de mim, inviolável enigma...
Não me vejo nos céus, nem na treva maligna,
Do infinito, nem a minha alma é passageira..

Para dentro de mim naveguei perdida
O meu eu se calou, vendou meus olhos nus.
Na renúncia de ser uma hipócrita luz,
Afastou-se, dobrou uma esquina da vida.

À deriva da dúvida, eu ando sem rumo
Desencontros me levam pra longe de mim
Não sei quem sou, mas me busco em minhas entranhas,

São retornos nos meus passos, onde me assumo:
Não me sei, não me vejo, mas eu volto, enfim,
Pra ser a que se busca em estradas estranhas

QUANDO...

Quando valer a verdade e a vida,
E os homens andarem de mãos dadas,
Trabalhando juntos, na mesma lida,
Em busca das manhãs ensolaradas...

Quando os homens colocarem no seu dia,
Mesmo aquele mais triste e cinzento,
Um segundo que seja de alegria
E dele fizerem seu melhor momento...

Quando os homens abrirem suas janelas,
Para olharem muito além dos seus quintais,
E semearem sementes das flores mais belas,
Recolhendo suas sombras dos varais...

Quando os homens acreditarem na humanidade,
Fazendo-se árvore que não se verga ao vento,
Ou sendo campo que mesmo sob tempestade,
Ondula e renasce germinando alimento...

Quando os homens estiverem livres do jugo
Da mentira e da cobiça dos delirantes
E pousarem poesia na mão do seu verdugo,
Rasgando a consciência dos arrogantes...

Quando os homens souberem amar,
Fazendo desse amor o fiel da balança,
E aprenderem, de novo, a engatinhar,
Com a ternura e pureza de uma criança...

Quando os homens caminharem, na tarde,
Cantando o anoitecer pra estrelar o infinito,
E deixarem que a festa do dia chegue em alarde,
Na boca do sol soprando seu clarão bendito...

Quando os homens suprimirem do dicionário
O lodo da palavra que jorra da boca da ganância
E fizerem do humano grito um relicário
Das almas que se amam sem medir distância...

A partir deste momento, abençoado instante,
Quando os homens, qual solo fértil que se refaz,
Plantarem em si essa aurora acariciante
Deles, qual semente híbrida, brotará a paz...

biografia:

Manhã de primavera: eu cheguei ao mundo,
Chorando, porque eu fazer versos não sabia
Em uma esquina, entre a noite e o sol fecundo,
Perdi-me, sem um norte a gritar-me onde o dia

Foi quando o fim de uma tarde se anunciava,
Que, de uma nuvem, um poema me elegeu...
E um eco assim falou: \'Sou a que te buscava!\'
Um anjo de asas nuas meu nome escreveu.

Ah! Eu cantei um verso como nunca antes,
[Meu, era tal encanto, minha a magia!]
Nasci do verbo solitário dos amantes
Que vivem no amor e dor, com Poesia.

[Construo meu poema, e dela é a regência
Mas um poeta eu não sou: sou minha urgência!]

 

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