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Vera Lucia da Fonseca
Nacionalidad:
Brasil
E-mail:
verafonseca_4@hotmail.com
Biografia

Vera Lucia da Fonseca

Sou escritora e poetisa,brasileira, comecei a brincar com as palavras quando criança, fiz versos durante todo o meu percurso, agora, pretendo doar toda a minha inspiração a vocês, palavras doces em momentos rudes não podem destoar de nossa verdadeira essencia, assim como as críticas também devem servir para moldar e melhorar as nossas expressões.

 

REFLEXOS

Navegar, sentir, viver e amar são movimentos únicos e iguais,
andamos com os sonhos que nos impulsionam a continuar,
falamos mesmo que disfarçadamente com o coração,
a cada passo dado ou a cada palavra escondida,
lá estamos nós de mãos dadas esperando,
que não haja um tropeço ou rouquidão,
e se houver um e outro agradecemos,
pois ao cairmos a voz nos lembra,
para levantarmos basta um som,
ruído puro e igual ao vento,
as vezes se esconde,
fica só a espreita,
impassível,
abatido,
lento,
quase morto...

Quando cansado da hipocrisia, exausto mesmo, não é melancolia, solta um grito desesperado,
levanta-se descontrolado, quer em um mesmo momento fazer-se ouvir em todo lugar,
perde o controle e deixa-se levar pela fadiga de conviver com a ignorância,
quer limpar a terra destes seres impuros, apagados e sem visão,
e quanto mais ele varre menos se faz entender,
pois todos sempre deixam um rastro,
a semente surda e insana,
aprendiz recém nato,
simples vida,
de novo...

E se algum deles agoniza,
tornando a música mais lenta,
deixam reluzir por entre as frestas,
o desejo de ver o gosto reacender a fúria,
querendo ter de volta o calor e a fome perdidas,
com suas ações tolas enredaram-se na fria matéria,
perderam-se nos rios obscuros dos falsos valores mundanos,
a lucidez que os acompanhava no início ainda lhes dá a chance,
de não se abater e descobrir que existe afinal um único e belo caminho,
onde as vestes de origem são desnudas de carmas passados ou crimes futuros,
e a liberdade é livre das paixões tresloucadas de quem veio com a mente apagada,
assim, se o perfume que você sente tem a cor de um pecado?
É porque a sua alma tem andado esquecida de que existem razões óbvias para se estar aqui,
e se a tua seca sede de tão carente ficou doente porque a água não conseguiu suprir,
é que o teu espírito anda cansado, pois se viu abandonado, não teve como se fazer ouvir,
e o calor que te queima, é para te lembrar do valor deste tempo em que você está aqui,
pois só o frio vai restar quando perceberes que a tua visão deixou-se apagar durante o sono,
aquele breve momento em que você esqueceu das horas e acordou tão rápido que nem se viu,
passou pela vida feito marionete, como o piscar dos olhos de um cego,
mas, se ele já nasceu assim, como pode entender a cegueira se nunca viu uma flor?
Visão do que? Cores de que?
Como falar a você da forma que sinto,
se as mesmas cores que passam por mim,
também assediam a ti...

Decerto espero que vejas,
o ato de existir alguém ofuscado,
passando por ti,
é prá te mostrar,
que o verdadeiro olhar,
é permanente,
não se apaga,
nunca,
é, foi e prá sempre será...

Quando falo prá você, na verdade refiro-me a mim,
pois somos partes distintas e conexas,
independentes mas unificados,
ou seja,
eu, você e nós todos,
um mesmo conjunto,
de seres perdidos,
tentando,
enxergar o que a vida sempre nos joga na cara,
fingimos covardemente não entender,
no entanto é assim mesmo,
o que teria rima ficou sem métrica,
como se pudéssemos medir nossa existência,
ou disfarçadamente pesar nossa consciência,
arranjamos mil desculpas para o mundo,
depois temos que conviver com o tempo,
que sabe tudo e não nos cobra nada,
apenas nos deixa passar...
As vezes penso que todo livro deveria ser de cabeceira,
aquele que nos acompanha e fica disponível,
é a mensagem mais pura que nos acompanha,
representa o cúmulo do amor,
dispõe-se a esperar,
nosso despertar,
sem cansar,
ali está...

Como a corda da guitarra,
estridente aguça a nossa mente,
faz o nosso corpo querer dançar,
quer fazer poesia mas é dependente,
precisa de alguém que a use,
tudo que há aqui é livre,
a música e o vinho,
inebriando pessoas,
vestindo fantasias,
agudo e grave,
convivem,
sem dor,
sabor,
só amor,
disforme e incolor,
livre lindo independente,
é sempre uma nova rima,
que alucina envolvente,
com toda a desenvoltura,
permanece e contínua como o auge,
que abastece o sonho louco dos poetas,
cegos ficaram de tantas bundas siliconizadas,
mudos estavam por medo de a si mesmos olhar,
narizes, peitos, barrigas de tanquinhos,
e alguns pontos em lugares estranhos,
não eram mais cicatrizes de espinhas,
juventude preservada com dinheiro,
gente apagada pelo poder,
falsos valores ganhando,
alguns poucos que restaram,
voltaram como estrangeiros,
mostrando as marcas,
cabelos brancos,
dando a cara a bater,
sabem que esta arte que se espera,
é a arte que não vale nada,
são os que eram mudos,
foram ali prá aprender a falar,
agora voltam e ainda tem medo de dizer,
mas tem gente que os conseguem ouvir,
continuam dependentes,
dos dogmas e dos sistemas,
esqueceram que os pobres e leigos,
continuam aqui como sombras,
e se já foram deixaram,
de herança,
a história,
muda,
cega,
surda,
como o olhar da foto pedindo socorro,
então, antes de ir fale,
mesmo que seja necessário gritar,
mas, diga,
pois depois que você for,
terá certeza que restará um pedaço do seu rastro,
a coragem que você teve de mostrar de onde veio,
a vontade de ser irmão dos tolos deuses guerreiros,
foram considerados heróis por serem parte de uma fútil batalha,
mas, acreditavam que além de todo o nada havia uma maravilha,
que os impulsionava a continuar, algo que os domava, o melhor de si,
de tão claro e bobo, ficaram mudos, sabiam e sentiam, no entanto não falavam,
que pena, tudo valeria se apenas sussurrassem imitando a briza suave,
melhor ainda se gritassem como um vendaval,
mesmo se lhes cortassem a cabeça, e cortaram,
como pode?
Somos milhares e milhares de seres jogados aqui na Terra,
acredito que não nos basta só sentir,
temos que falar, gritar, escrever, tocar, namorar, chorar, alguns tem este destino,
então, façamos da arte que é a nossa companheira a nossa desculpa,
arte nos lembra do que somos,
e não somos nada,
mas, podemos tentar ser mais,
quando lembramos o além de viver,
aprendemos a falar,
enquanto falarmos continuamos,
a fazer arte, e a arte é mais do que se presume,
a arte é a nossa desculpa prá dizer do amor,
tão pequena palavra,
tão importante,
tão forte,
somos nós,
ensinando o espectável da vida,
a mesma vida que ainda não entendemos,
mas sentimos que há algo único,
tão belo que compõe tudo,
então se pressentimos,
devemos ao menos doutrinar,
é este o elo,
a nossa missão,
o que não se quer e nos perdoa,
não nos entende e admiramos,
e quando aprendemos,
nos despimos da carne,
situamo-nos,
com ou sem pulmões,
aqui ou ali,
continuamos,
este é o ápice,
se você não me ouve?
Não me importa,
por isto escrevo...
Sinto que em todas as linhas... minhas... vive um som e uma cor, vivazes, diferentes,velozes, inovadores, são como o pote no fim de algum arco íris, onde imaginava-se haver um tesouro...
Eis-me: o cúmulo da fantasia...


Verafonseca
02/09/2010

 

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