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Maria Dulce da Silva Augusto de Pinho
Nacionalidad:
Portugal
E-mail:
dulcepinho40@hotmail.com
Biografia

SE EU FOSSE JOVEM
 
 
Ai se eu fosse jovem...
Se eu fosse jovem,
A vida brilhava,
O tempo parava...
Sentava-me ao piano
E uma melodia antiga tocava,
Para que no silêncio da vida
Me pudessem ouvir.
 
Se eu fosse jovem,
Desembainhava a minha espada
Bordada de sonhos
E gritava...
 
Gritava bem alto
Para ser ouvida por todos,
Impunha a minha voz,
A minha vontade,
O meu querer.
Se eu fosse jovem,
Tinha o mundo a meus pés,
Nada tinha a perder.
 
Se eu fosse jovem,
Galgava montanhas,
Saltava muros,
Trepava pelas vontades proibidas
E fazia delas legais,
Para que os simples mortais
Sentissem o valor da vida.
 
Agora...
Vencida pelo tempo,
Não grito, não toco, não canto.
Espero o tempo aldrabar as horas
E mentir nos dias
Vencidos pelos segundos do tic-tac
Que não param
E me levam para além da razão.
 
Então...
Há uma voz que me diz,
Não pares
O teu tempo não foi em vão.
 

 
 
BATUQUES NA NOITE
 
Ouvem-se na negra floresta
Batuques e batucadas
Que são levadas pelo vento
Escutadas pelas manadas.
Por detrás de outras montanhas,
Outros batuques ressoam,
Dançados por pés descalços
Com a pele endurecida
De uma vida de percalços
Que o tempo não perdoa,
E por esses pés não merecida.
 
Batuques que à noite alegram
Gentes de fome e pobreza,
Que à porta das suas cubatas
Esquecem um pouco a tristeza
Das suas vidas calejadas,
De tanto suor escorrido,
Por outros explorados
No seu corpo enegrecido.
 
Toquem batuques, na noite,
Que a vida não vale nada.
 
 
 
MOMENTO DE NOSTALGIA
 
Dei comigo sentada na minha sala,
A sós com os meus pensamentos.
Senti o sol atravessar de mansinho
As vidraças da janela
E pousar na minha pele dourada.
 
Senti a nostalgia do momento
E recordei os tempos
Em que era uma menina,
Uma menina que brincava, corria, saltava,
Uma menina que também jogava à bola,
Uma menina que já sabia o que era a dor.
 
Hoje... hoje, sou mulher
E penso no passado, no presente e no futuro.
Entro na realidade da vida e penso:
O que serei? Para onde irei?
Não sei... Só o tempo o dirá.
Então, levanto-me,
Pego nessa bola de menina,
Dou-lhe um pontapé,
Até a bola rodopiar
E para longe, bem longe
Os meus pensamentos levar.
 
 
 
LÁGRIMAS OCULTAS
 
Caminho
Com passos levados sem destino.
Ouço vozes
Mas nada compreendo.
São sons articulados
Com olhares esgazeados
E embalados num lamento.
 
Então...
Escuto atentamente
Aquilo que ninguém pressente,
É a tristeza e solidão.
 
Rostos marcados
Que caminham em câmara lenta
Com os olhos prostrados no chão,
Lágrimas que não se vislumbram
Mas que se sentem a cada momento.
E penso...
Meu Deus,
Para quê tanto tormento
Se tudo na vida tem solução.

 

Biografia
Maria Dulce da Silva Augusto de Pinho. Sou natural de Lisboa, onde nasci em 18 de Junho de 1960. Estava a iniciar o percurso escolar quando me vi embalada, juntamente com a minha família, embarcando num paquete, rumo a Angola, naquele tempo país tão desconhecido, mas um verdadeiro paraíso. Contudo, como tudo na vida tem o seu fim, e por hábito o mal costuma sobrepr-se ao bem, após nove anos de felicidade vi-me devolvida à minha Pátria, que mal conhecia, tudo por culpa de um vendaval político.
Em Portugal, após ter sido obrigada a atravessar imensas dificuldades, vi-me forçada a abandonar os estudos. Precisava de trabalhar para a minha subsistência. No entanto, apesar dos espinhos com o qual me vi confrontada, o amor pelas letras, hà tantos anos adormecido por imposição do destino, conseguiu persistir.
Desta forma, no ano de 2009, impulsionada por uma vontade, quase proibida, estrei-me nas letras com "DEMORASTE-ME", um romance, onde a partir de alguns passos meus, recrio uma ficção, porventura, semelhante à de tantos, por esse mundo fora.
Ainda no ano de 2009, pela primeira vez, participei numa colectânea, com dois poemas de minha autoria. Poemas esses, há muitos anos escondidos em retalhos de folhas amarelecidas pelo tempo, fazendo parte da minha identidade.
No ano de 2010, volto a participar na colectânea II, com um tema em prosa, intitulado: "HIPÓCRISIA".
Não sendo possuidora de elevado grau académico, defronto-me com imensas dificuldades. Porém, o amor pela leitura em muito tem contribuido numa ajuda preciosa. 
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