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Carlos Celso Uchoa Cavalcante
Nacionalidad:
Brasil
E-mail:
karluxoa@hotmail.com
Biografia

Carlos Celso Uchoa Cavalcante

Nascí na periferia do Recife em Pernambuco, no bairro do Socorro em Jaboatão dos Guararape, no dia 04 de novembro de 1942. Meus pais, Álvaro Celso Uchoa Cavalcante e Eva Virgínia de Souza, ele professor universitário, ela quase analfabeta e filha de agricultores. Comecei a trabalhar com ainda 12 anos de idade, havia perdido meu pai e tinha que ajudar na manutenção da casa. Gostava de estudar, mas pelas circunstâncias da vida só fui até 2º gráu, fiz um vestibular mas não tive condição de estudar. Sobreviví, me apaixonei pela poesia e hoje estou aqui entre tantos outros poetas, o que muito me honra.

karluxoa@hotmail.com

 

 

MEU CIRCO

Armei meu circo ao te conhecer, tornei-me, então, em um palhaço;
faltou talento, hoje o meu cansaço,
dentro do nada, faz-me perceber.

A descendência formou a platéia,
vasta até, que a tudo assistiu
em um passado rude que auferiu,
a mim, somente mágoa e cefaléia.

Interesseira! fui um imbecil
no meu bom senso, transformei-me em vil
palhaço que nem teve picadeiro.

Um circo imaginário que desaba
com uma vida que aos poucos se acaba
leva também meu amor verdadeiro.

[03/abril/2011]

AQUELA FLOR

Aquela flor que colhí entre as plantas,
te entregando-a, a quem davas carinhos!
beijavas bétalas, tiravas os espinhos
da sua haste; hoje a suplantas.

Tal como fosse um prêmio, recebestes
muito feliz, num imaginário pódio;
hoje, transformando amor em ódio,
não mais a mesma, daninhas plantas colhestes.

A mesma flor que eu te dei outrora
ver-se murchar as pétalas agora,
fora do vaso, a rolar no chão.

Aquela flor tinha um viço propenso
pra germinar o meu amor imenso
em jardinagem no teu coração.

RECORDAÇÃO DA ROÇA

Eu acordava cedinho
a escutar a gralhada
musical da passarada
orquestra de passarinho.

O sol na casa adentrava
pelas frestas da parede
eu levantava da rede
pois o dia clareava.

Abria a porta e via
no terreiro a alegria
dos meus poucos animais.

Ah! como me lembro da roça
da minha pequena choça
tempos que não voltam mais.




 

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