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Iara Almansa Carvalho
Nacionalidad:
Brasil
E-mail:
Biografia
II - Obras:

Poema: Corpo Operrio

CORPO GASTO,


mutilado,
cansado,
esqulido,
retesado:
ser curvado.

CORPO CADO,
submisso,
debilitado,
alquebrado:
alvo perptuo.

CORPO USADO,
encarquilhado,
enferrujado,
ultrajado,
humilhado,
encardido,
defasado:
mal cuidado.

CORPO VELHO,
ultrapassado,
enrugado,
desprovido,
desnutrido:
pelos maus tratos.

CORPO CANSADO,
suado,
tenso,
trmulo,
inquieto,
desatento,
passado,
murcho,
pndego:
sem vigor.

CORPO DESPIDO,
desassistido,
amargurado,
embrutecido,
desfalecido,
cado,
quase nu.

CORPO MORTO,
passivo,
cndido,
marginalizado,
inerte,
intil,
entregue,
enternecido,
imprestvel,
vencido,
consumido,
dispensado,
apaziguado:

LIBERTO.
[Poesia colocada em 1 lugar no Concurso Poesia de advogados promovido pela CAASC [OAB do Estado de Santa Catarina], categoria acadmica em maio de 2000].




Poema:
Poema em Desatino

Eu poetizo em desatino,
a cada mgoa reforo a tinta,
a mo recalca nas dores expostas,
vou conjecturando e costurando os desamores.
As vezes alienada... quias perdida...
Fao versos como se deixasse a vida
moribunda, prestes entrega fatal,
definhando... cortando vnculos...
excomungando os retrocessos,
rejeitando o verbo polido.
Ora, assumo os reveses,
ora acolho o grito,
nica voz que sopra da emoo.
Tropeo... soletro em cada signo
as contradies... amores sumidos.
Deixo escorrer a tinta,
a mo suada reclama
por tantos dissabores...
continuo rabiscando,
atravs do que restou da compaixo!
Fao versos como um condenado morte,
resignado pela sua pena,
ditando o sofrimento,
debulhando na folha os versos,
como castigo dos cus,
que buscam uma explicao para esta vida efmera!

[Poema publicado pela Revista Acadmica n 12 / 2010; da academia Criciumense de Letras ACLE].



Poema:
Luzes Que Se Apagam

Luzes bailam atravs das janelas da vida
vertem pelos sulcos das frestas
e nas entrncias macabras
danam em labaredas incandescentes.
Por entre tneis... desertos...
crepitantes velas agonizam
pedidos de socorro dissolvem-se no ar
- a morfose dos sentidos.
A vida despede-se nas lembranas consumidas pelo tempo
que, alvoroadas com a melancolia
apaziguam-se
invadidas pela perda dos motivos.
A resistncia se esvai
em troca: a latncia, a calmaria,a sutileza
evidenciam-se
a rudeza polida, cantonada
formatada pela desesperana.
A voz fenece... emudece...
o vu tnue rompe-se
fecha o circuito
o ltimo suspiro denuncia o fim.
A paz recepcionada.
o rquiem dos desejos
to distantes ...sufocados
por enigmas, passagens virtuais
transitrias, suprfluas
efemeridades assassinas.
Na fora de sua voluptuidade
a vontade de viver se aniquila
conspira... suicida-se.

[Poema publicado na Revista Acadmica de n 6, da Academia Criciumense de Letras ACLE].



Poema:
Espera

Vida permanente de espera
espera para nascer... crescer... gerar ...
espera de desejos insatisfeitos
de encontros no realizados
que fluram, plasmaram
perdendo-se no tempo.
Frustradas ... cansadas ... e, algumas vezes
abenoadas esperas
do passado
do futuro.
Esperas existenciais
que sugaram minhas esperanas
junto com a relutncia para esperar.
Tristezas que encheram minhas esperas ...
Alegrias que passaram rpidas em relao espera
e que nem sempre significaram ganhos.
Longas esperas para despedidas
poucas esperas para chegadas.
Espera das noites ... dos dias ... das horas interminveis ...
do ontem ... e, do amanh ...
infinitas esperas
que valseiam entre a realidade e as utopias
que preenchem meus dias.
Esperas de vida
que evitam
com inegvel sabedoria
a espera da morte.

[fonte: ibidem como acima].

Poema:
Pintando a Velhice

Contando o tempo... com conta gotas
sentada na cadeira de balano
acolho a velhice... sem volta.
Passos antigos estalam
fazendo toc toc na madeira que cede ao menor toque
que j perdeu o compasso... cansado...
tropea na contagem do tempo.
At o pobre galo companheiro de jornada
esclerosado, esqueceu-se da hora da alvorada.
As panelas fazem seu ensaio na cozinha
barulho familiar
at parecem que conversam - alarido de mulher
sons amigos, alojados em meus ouvidos
por dcadas e, at hoje, do sentido
ao meu status de mulher.
O cachorro ainda late, agora em voz mais rouca
latido que evoca saudade de outros tempos - pessoas anunciadas.
Ainda ouo a cantoria do vento na janela
vou fech-la ... pura imaginao...
h muito tempo est trancada
diviso apenas fantasmas aglomerados ... espiando-me
atravs das vidraas, j embaadas
no mais transparentes como outrora
fantasmas de sonhos antigos
carcomidos por insetos como nas folhas amareladas dos romances.
Velhos fantasmas! Amigos secretos
companheiros de longa data
sinceros, sempre a postos
muitas vezes, barrei-lhes a entrada!
Hoje, tudo que me resta!

[Poema publicado no livro Letras Contemporneas Prosa e Verso, Igaaba Produes Culturais, Roque Gonzles/RS, vol. 9/2006].

BIOGRAFA:
Iara Almansa Carvalho


Escritora - Centro-Cricima - SC

I Biografia Resumida:

1. Iara Almansa Carvalho lecionou at fevereiro de 2011, como professora de Filosofia, Sociologia e Introduo ao Estudo do Direito na Universidade do Extremo Sul Catarinense - UNESC, Cricima/SC. Mestre em Educao pelo IPLAC- Instituto Pedaggico Latino Americano e Caribenho de Cuba; tem licenciatura em Filosofia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul-UFRGS; especialista em Didtica e Metodologia do Ensino Superior; Bacharel em Direito pela UNESC.

2. Livros publicados: A insero social do Engenheiro Agrimensor, Editora Luana, 1999, Cricima/SC, de cunho sociolgico; Filosofia- para estudantes de ensino mdio, Editora Livro Bsico,1969, Porto Alegre/RS; Fragmentos de Vida, de crnicas e contos, Editora Luana, 1997, Cricima/SC.

3.Trabalhos literrios de destaque: Conta com diversas premiaes e classificaes em primeiro e segundo lugares em concursos literrios em nvel estadual e nacional, com participao em diversas antologias, tendo desenvolvido palestras nas diversas reas nas quais atuou como professora.Teve seu trabalho A discriminao em relao mulher numa abordagem histrico/evolutiva, classificado para a apresentao no VII Congresso Ibero Americano de Cincia,Tecnologia y Gnero, em fevereiro de 2008, na cidade de Havana, Cuba.Vem publicando, anualmente, textos literrios nos gneros conto, crnica e poesia na Revista da Academia Criciumense de Letras ACLE na qual ocupa a cadeira n 9, desde sua fundao em 1997, participando com seus trabalhos desde o primeiro volume da citada revista, em 1999 at o ltimo volume, em 2011. Atualmente foi eleita para presidente da Academia Criciumense de Letras - ACLE, cargo que ocupa desde dezembro de 2010.

III - Dados para correspondncia:

Iara Almansa Carvalho

Cricima/SC

iac@unesc.net

 

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