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Marcelo Gregrio S Da Silva
Nacionalidad:
Brasil
E-mail:
Biografia

Marcelo Portuária

Clemência à poeira*

[ Em decoro e campanha às populações de catinga no sertão do nordeste brasileiro e sua luta por direitos civis]

Quis observar as brumas de julho.
Pedi mais tempo ao sertão baiano; clamei unidade à catinga;
esperneei chuva à dor do povo em parte do nordeste brasileiro.
Luzes e holofotes para planos políticos, porém a sensibilidade à quem precisa do
Estado anda à faltar.
As palavras são carniça na boca do carcará; instituições são o engano vivaz mascado pelo camaleão; os bancos ricos isolam-se de arame farpado, por que será?
Áridos também são os ministros quando esquecem a falência de parte do Piauí,
ou quando não dispõe atenção devida às margens do Rio São Francisco.
Todas as revelações proféticas se coadunam ao nordeste esquecido do Brasil.
Uma guerra contra a omissão, uma luta por dignidade: poeira e seca.
O solo travado sem vida e a pele ressecada e enrugada do povo retratam o lamento de Deus contra a sagacidade do Diabo.
Entre vales e prados a economia humana é reduzida à centavos de reais.
A Organização das Nações Unidas veio aqui? Quando?
Pode a doença desse povo sensibilizar o Fundo Monetário Internacional?
Tentei perceber o valor das gotas de chuva,
o perdão no castigo que sofre cantos remotos do mundo.
O mandacaru.
O boi carcomido.
Me contem, senadores, que lado do Brasil estamos?
Há guerra civil com esta nação!
A luz de esperança e fé oscila na realidade dessa gente.
As veredas mal tratadas pela erosão cortam também corações.
Não há lírios e não há garoa.
O vento derrama areia a toda cercania, pois o sol culpado não consegue fugir.
Por favor empreendedores,
olhais o sertão olvidado no uivo da raposa!
Não deixais a bexiga e maleita novamente acabar com esse povo.
Que a fome seja sanada; que o plantio germine esperança e a biodiversidade seja reconstituída.
Não precisamos mais da esmola do ouro e dos diamantes,
mas salvai o povo da geologia perversa.
Façais Deus que o povo reconheça à pessoalidade de seus direitos neste Brasil longínquo.
Oferecei o verde abundante de tua bandeira e renegai o l para a esnobe colonização.
Enfim, façais com tuas lágrimas,
a chuva à parte desse nordeste sofrido e escasso de meu Brasil.

* Poema da obra: Odes de dissidência que espera à ser editada.

Marcelo Portuária

Trabalhadores no mar

[Em decoro aos trabalhadores embarcados, às plataformas de exploração
de petróleo, no alto mar do território brasileiro]


Sobre o mar,
distantes da terra,
sobre a balsa da própria esperança.
Os tantos dias se vão.
Embarcados por escolha necessária e salário,
os operários no mar,
lembram os trabalhadores de Victor Hugo*.
Seu desencalhe é a economia e a independência energética do seu país,
já a sua vida a esperança de voltar à terra firme.
Teus olhos ao longe se enchem de saudações,
e o coração rebusca o ancoradouro que deixou até então;
o visitar do aeroporto da partida.
também revoa à mente.
Ficam ávidos,
quando avistam o infinito e a sorte sopra aos ouvidos os perigos da vida,
até assim,
podem lembrar o valor de suas horas,
e sentirem-se aliviados,
mas o albatroz faminto explica o que não tange a vida e lhe magoa novamente.
Pede força a todos os santos e proteção ao dono de tudo,
orgulham-se todos as escolhas,
mas repugna-se à sorte.
No sindicato lhes confortam,
a disciplina os arrastam.
Na luz da lua amam-se solitários a si próprio,
e quando surge a alvorada aprendem a orgulharem-se de si.
Eis operários flutuantes,
nas plataformas do petróleo brasileiro.

* Menção à obra clássica da literatura francesa: Os trabalhadores do Mar de Victor Hugo.

Poema da obra: Odes operárias que espera para ser editada.

Devastadas sementes

Eis que surge a esperança em meio à cruzes,
moída em pedaços e em farelos que uma nuvem de gafanhotos devastou.
Em meio escuridão aniquilaram,
toda a plantação de espigas de ouro,
aradas no amor e no suor de tantos anos:
vermes gafanhotos.
Todo o alimento da alma foi fracassado,
rasgados pelas lâminas do inseto e mastigados pela vaidade da peste,
o suor não foi respeitado e o milho não brotou.
Como cada semente amarela,
no valor nutritivo de sua missão,
os gafanhotos dizimaram sem sangue,
apenas o furor de comer o erário agrícola que nos alimentaria.
Foi num janeiro de alguns anos,
veio castigar os pobres trabalhadores que queriam comer e viver,
poder colher sua espiga no brejo de todo o seu conforto público e sincero.
Tentávamos lutar contra a praga com nossas camisas pobres e deslumbradas;
como amantes do pasto e da terra que nos vinha dando o que servir à nossos filhos,
flagrados nas refeições mais humildes de lealdade e respeito a essa mesma terra que nos servia.
Mas veio pelo céu um bando azedo,
se achegaram pelos arredores e cercanias famintos de nossas folhas ricas ainda em broto.
Por aqui se instalaram frustrando a agricultura altruísta,
pais e mães fugiram para não morrerem desnutridos e com fome,
o gado que nos servia desde que veio no afã colonizador surtou de loucura,
e tudo foi-se negrume e abandono para lá dos montes verdes que renegou-se à ser mais forte,
que o vento abominado de justiça.
Nossas folhas rasteiras de cultura,
fincadas à terra por nossos antepassados,
virou história antiga.
Vilões gafanhotos,
apenas querem encherem-se com suas esquálidas carcaças,
com suas garras afiadas de predador e invasor.
O girassol se confundiu ,
o barro alienou-se juntamente com as estrelas que se omitiram.
Os rios deixaram de circundar,
as flores de aromar,
tudo ficou cinza.
Tombaram todos os espantalhos vencidos,
heróis sentinelas de todas estações.
Viu-se amofinada a expectativa rural de nossos campos artísticos,
chorou-se todo o mel empedrado,
e indefesa tombou a andorinha.
Durante algumas primaveras choraram as violetas,
deprimidas se fizeram as margaridas,
isolou-se o sábia.
Tudo ficou longe e sem resposta,
frente a sanha dos gafanhotos carnificinas;
debulhando nossos sentimentos sem nos deixar chances...
... mas hoje,
a aurora matutina levantou-se da submissão,
e a réstia de esperança que ainda reluzia em muitos como nós,
comemorou o início da partida dos gafanhotos que migrarão empanturrados de nossos valores.

biografia:
Marcelo Gregório Sá Da Silva


Marcelo Portuária: advogado, poeta e pesquisador. Nascido em Santos, no estado de São Paulo/BR, vive hoje com sua esposa no estado da Bahia em Teixeira de Freitas. Proprietário dos blogs cidadaniadoscapitais.blogspot.com e alfarrabiosdeoutrora.blogspot.com, atua como pesquisador e jornalista em paralelo a militância advocatícia. Poeta, autor das obras Odes Operárias e Elegias de dissidência[prontas para publicação] & Vaga vária [Bubok editores em Portugal].

marceloportuaria@yahoo.com.br

 

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