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Jairo Mellis
Nacionalidad:
Brasil
E-mail:
Biografia
PERFIL

Eu sou...
Eu sou destino sem nome,
Vento sem rumo, amor sem pronome
Sou caminho sem sina, sem pressgio e ladina
Sou dor sem doente, sou riso que some
Sou riso de siso, convidado sem fome
Verso que no termina
Estrofe onde germina
A dvida, o cerne, a vida
Nas cores negras da lida
Sou vida, mas amo a morte
Sou morte querendo viver
Fogo que no se arde e gelo que chameja o ser
Sou o fim do meio
E o meio do fim
Sou o comeo em teu seio
Do desejo, enfim...

DVIDA

Deslizo meu fretro amalgamado
Pelas ruas ciprestes e soturnas
Curvando minha caveira que podre
Vil percorre pelas ruas noturnas

esquina da meia-noite um mendigo
Me olha como quem procura ateno
E exibe suas chagas, o seu manto
Abraando a noite num silvo vo

Perscruto meu corpo dilacerado
Pelas sinas - tortuosas lacunas
Pelo horizonte fugidio das brisas
Que se amontoam nas cinreas dunas

Meu amor que se desfaz de to mrbido
descrena de palavras gentis
Tudo encerra mentira das vaidades
Nos nossos cus coloridos e anis

LEMBRANAS

Em cada minuto que eu viver
Em cada instante em que eu sonhar
Hei de advertir nos momentos em que estive a teu lado
Em cada silncio que se fizer, em cada palavra preparada
Em todo sussurro que o vento trouxer junto brisa do mar
Toda e qualquer vez que me cobrir de areia o vendaval
E meu rosto se esconder do teu sorriso
As lembranas sero vividas falcias
E a esperana como o que restou de mim em ti
Para dizer que no me amavas
E dizer o que no foi

Absolutamente enclausurado, no claustro dos teus amores
A certeza inimiga que me atormenta dia e noite
Faz-me entender o que queria olvidar...
Quais redes onde recosto meu corpo
Sereno e molhado pela chuva...
E o orvalho de cada manh desce em meu corpo
Quando abro meus olhos abraando o nada...

Abri os meus olhos, no quero voltar a fech-los
Abri os meus braos, no quero tornar a traz-los
Beijei o teu rosto, aspirando beijar tua boca
E abracei-me ao teu corpo, mas era o vazio em mim
E gritei... Te amo! Te amo!

E nos meus sonhos esqueci-me em voc e no quis mais voltar
Nestes sonhos to belos
Onde quis eu permanecer...
Quem sabe... Quem sabe o vento te traga de volta,
Quem sabe possamos um dia nos amar
Cmplices da violncia silenciosa do tempo
Do tempo, que s me fez chorar...

biografia:
Jairo Mellis
PERFIL

Eu sou...
Eu sou destino sem nome,
Vento sem rumo, amor sem pronome
Sou caminho sem sina, sem pressgio e ladina
Sou dor sem doente, sou riso que some
Sou riso de siso, convidado sem fome
Verso que no termina
Estrofe onde germina
A dvida, o cerne, a vida
Nas cores negras da lida
Sou vida, mas amo a morte
Sou morte querendo viver
Fogo que no se arde e gelo que chameja o ser
Sou o fim do meio
E o meio do fim
Sou o comeo em teu seio
Do desejo, enfim...

Mellis

Essa poesia, chamada 'Perfil' a que mais se assemelha com o contraste, com a contradio, com o paradxo que segue minha vida, em todas suas nuances.
Funcionrio Pblico, escritor desde jovem, tendo j ganhado prmios de concursos tais como o promovido pela Coca-Cola h um bocado de anos, quando ainda me iniciava na Literatura, quando ainda convivia com as crnicas de Fernando Sabino, tomando para mim o estilo, sempre me deixei influenciar muito rapidamente por tudo que me emociona, que me surpreende, tanto que alguns anos depois eu j versava, brigava com as dissertaes e reflexes sobre a vida.
Mas um dia encontrei um camarada muito especial, que me influenciou deveras no modo de pensar e de escrever. Encontrei Vinicius de Moraes.
Ah! Quem dera fora o homem Vinicius, o espcime em extino, o poeta romntico e apaixonado pela vida!
Mas se no fora o prprio, foram suas palavras bem ditadas via de regra, no belo poema 'TERNURA' que me encantaram...

Ternura
Vinicius de Moraes

Eu te peo perdo por te amar de repente
Embora o meu amor seja uma velha cano nos teus ouvidos
Das horas que passei sombra dos teus gestos
Bebendo em tua boca o perfume dos sorrisos
Das noites que vivi acalentado
Pela graa indizvel dos teus passos eternamente fugindo
Trago a doura dos que aceitam melancolicamente.
E posso te dizer que o grande afeto que te deixo
No traz o exaspero das lgrimas nem a fascinao das promessas
Nem as misteriosas palavras dos vus da alma...
um sossego, uma uno, um transbordamento de carcias
E s te pede que te repouses quieta, muito quieta
E deixes que as mos clidas da noite encontrem sem fatalidade o olhar
[ exttico da aurora.

Texto extrado da antologia 'Vinicius de Moraes - Poesia completa e prosa', Editora Nova Aguilar - Rio de Janeiro, 1998, pg. 259.

E o que dizer de casemiro de Abreu com sua Lira dos Vinte anos?
E o que dizer de Edgar Alan Poe, com o poema 'O Corvo' [The raven, traduo de Machado de Assis]

A aparente falta de estilo, talvez seja essa mescla, essa mistura a qual se amalgama e que dita a intensidade e o ritmo, que diferencia o autor dos demais. Mas talvez esse jeito louco de ver a vida, seja ele mesmo o tal 'estilo prprio'.

jairomellis@hotmail.com

 

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