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Gilbanisa Martins de Araujo Faanha
Nacionalidad:
Brasil
E-mail:
Biografia

DIVAGANDO

Devoram-me todas as dúvidas nesse universo de incertezas.
Divago sobre possibilidades que não me pertencem, posto que o futuro ainda não é meu.

Disfarço em cada vivido momento presente, e me nego que por mais que tente, não consigo retornar ao caminho que já se perdeu.

Perco-me em multidões que me estranham, me desconhecem... Mas me acalmo em um abraço solitário de minha auto-aceitação.

Despeço-me de certos medos, mas assumo uma eterna angústia, única emoção que persiste em me acompanhar.

Insisto em ser apenas eu, e grito ao mundo para que nada esperem daquela que hoje sou.

Pois todas as minhas buscas, já são por si só, minha própria espera de mim.

SOU MEU PRÓPRIO MISTÉRIO

Admito que não me entendo... Mesmo sabendo exatamente quem sou.
Pareço não estar em busca de nada, e, no entanto nenhum caminho está completo pra mim.
Tenho todas as razões pra ser feliz, ainda que sinta que o que preciso não está aqui.
Busco a liberdade plena, mas não consigo desatar meus próprios nós.
Tenho uma mente aberta, aceito tudo o que em tradução signifique felicidade, mas não consigo aceitar magoar alguém.
Escrevo pra me libertar, mas sinto-me presa em cada linha, por receio das possíveis interpretações.
Quero voar, mas tirei minhas próprias asas por não saber bem aonde ir.
Quero ser eu mesma, mas tenho sido apenas o que querem de mim.
Sinto saudades que não mato.
Tenho amores que não assumo.
Crio segredos pra ter a ilusão que ainda sou dona de mim, ainda que odeie tê-los.
Sou controvérsia pura, ainda que esteja apenas tentando dizer o que penso.
Sou exatidão, mesmo que nem sempre deixe tudo claro.
Sou o medo de tentar e acabar sofrendo.... Apesar de sofrer por ter medo.
Quero tudo o que faço, embora não faça tudo o que queira.
Tenho uma alma dividida entre o certo e o errado... Mas confesso que o errado me atrai de uma maneira que parece certo.
Oculto todos os meus sentidos pra não chocar os que pensam saber quem sou... Ainda que na verdade, eu me sufoque por me ocultar.
Não quero deixar cicatrizes... Mesmo que já não consiga mais contar minhas próprias marcas.
Posso ser a salvação de uma alma acorrentada... Embora jamais tenha, de verdade, libertado a minha.

UMA BATALHA ENTRE A COVARDIA E A CONSCIÊNCIA.

Era um mundo justamente cruel ao seu olhar tenro, porém ofuscado pelo brilho ilusório de tantas aventuras e pela busca infindável pelo novo que havia há tempos, envelhecido.
Partira da realidade vivida todas as ilusões de um mundo melhor. Nada parecia mais atraente do que encarar a realidade. Já sem ilusões, jogou-se nas estradas da vida, crendo que jamais tropeçaria em arrependimentos ou supostas consciências. Se a vida se apresentava suja, julgava ser possível banhar-se na lama.
Pra sua surpresa, a vida é quem nos leva, não o oposto. Algo de puro esbarrou em seu caminho. Não houve tropeços, apenas um encontro. O suficiente para fazê-lo repensar. Havia uma luz no fim do túnel, mas insistia em olhar pra trás. A escuridão de seus devaneios entorpecidos lhe causava ainda a curiosidade em descobrir ou reencontrar o que se escondia nos recantos de suas pegadas ainda acessas naquele beco escuro. E ele voltou... Retrocedeu... Encarou toda a sujeira com sorriso nos lábios. Julgava conhecer todos os recantos podres, e cujos mesmos, não teriam, supostamente, o poder de surpreendê-lo. Havia certo sabor em repetir alguns erros prazerosos e sem culpa. Mas algo surgiu com uma luz diferente. Havia uma emoção que o incomodava dessa vez. Era um sorriso inocente, que invade a alma da gente, e que faz qualquer ser de consciência parar pra pensar. Ele foi recrutado para a mais cruel, suja e injusta das batalhas. Foi como um exército inteiro ser convocado para a derrota de um único soldado desarmado. De alguma forma, aquela lama, aquele beco, tornou-se mais escuro que nunca, mais fétido do que jamais conseguiu sentir. Sua mente dividiu-se entre poder e dever. Sentir e fazer. Olhar, e perceber. Sentia-se enojado diante de uma batalha tão sem razão, as custas da inocência que ele mesmo parecia haver esquecido que ainda existia por aí. E mais!! Ele esbarrou na força da própria consciência que julgava perdida pelos erros da vida. Uma palavra mostrou seu poder. Ele que sempre disse sim pra vida, descobriu a força e o poder do NÃO. Atirou a esmo, sem alvo fixo, sem qualquer direção, na tentativa desesperada de não ferir a inocência. Encarou outra guerra, feriu outro soldado... Esse, porém, de um exército inimigo, cujo sua perda não empobreceria tanto sua alma angustiada... Feriu a si mesmo, buscando a dor de qualquer outra escolha a se sentir capaz de destruir a esperança de um futuro melhor para quem ainda o tinha.
Porém, todas as armas ao chão, final de batalha, lhe trouxeram a certeza da derrota... Ainda que tenha salvo a esperança, sentiu que havia de certa forma, perdido. A dor em sua alma denunciou uma realidade castigante. Mas certezas destruídas sobraram ruínas de bom senso. Um pedaço de sua mente que foi construído com base sólida lhe causou a sensação que ele não havia, de todo, se corrompido no caminho. E isso, trouxe a tona uma afirmação já esquecida, ou ao menos, não tão cobrada. A de que nem tudo vale a pena. Especialmente, se a alma não é mesmo tão pequena.

biografia:
Gilbanisa Martins de Araujo Façanha

Meu nome é Gil Façanha, brasileira, nascida na cidade do Natal/RN. Sou enfermeira, tenho 34 anos e sou casada a 12 anos. Comecei a escrever na adolescência quando minhas amigas me pediam pra escrever poemas que pudessem refletir suas emoções para seus amados. Mas apenas a 3 anos comecei a levar a escrita mais a sério. E hoje, escrevo para que as emoções não transbordem de minha alma e se percam nos canteiros da memória. Falo de dores e amores, para que nada tenha a chance de tornar-se algum tormento. Exponho meus lamentos, grito minha saudade e tantos outros sentir. Falo bem dos sentimentos, mas nunca aprendi a falar muito bem sobre mim mesma. Mas eu não sou uma pessoa difícil de definir... Apenas não consto em nenhum dicionário.

gilfacanha@gmail.com

 

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