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Ana Filipa Loureno
Nacionalidad:
Portugal
E-mail:
Biografia

Loucura feliz

Dois corpos que se uniram num só
Duas guitarras no mesmo tom
Dois malucos a empurrar um trenó
Felizes e quase sem som;
O respirar e o sentir
Deram o mote à sensação
Amanhã não sei o que há de vir
Mas aproveitámos a ocasião.
Foi magia e sedução
Desejo e vontade de estar
Foi uma bela sem senão
Uma história sem par!
Longe estava de imaginar
Que um dia seria assim
Apesar de nisso acreditar
Pois estou em crer que gostas de mim.
Eu gosto e não tenho medo de dizer
Foi esse o meu maior feito
Expressar o sentimento assim
Não podia ser de outro jeito.
Hoje falta-me alguma coisa;
Eu sei o que é mas não vou dizer
Vou guardá-lo só para mim
Não vá hoje o Diabo as tecer!

Declaração de Amor

Vou escrever-te uma canção.
Hoje sim, parece que é o dia.
O piano já toca a composição
E a música traz harmonia.
Levei o dia de ontem a pensar
No que havia de deixar escrito
Quando na realidade sei decifrar
Que o que é importante é o que é dito.
Sentada aqui, olho
Não observo, pois não sou nenhuma cusca,
Ao contrário do que alguns pensam...
Ai, eu sou é uma bruxa! Por isso é bom que me temam!
Bruxa com olhinhos de cetim
Com lábios da cor do carmim
E umas garras pouco afiadas;
Que também sabem arranhar, sim
E às vezes tem mesmo de ser assim
Não vão enganar-nos as fadas.
Escrevo-te esta canção
Que não é para pedir perdão
Nem tão-pouco para ser perdoada.
Escrevo porque o pacotinho de açúcar pediu
Escrevo porque sei que ele assim sorriu
Escrevo porque estou apaixonada!

Num banco de jardim

Ao pé da minha casa
Bem pertinho de mim
Existe um pequeno banco de jardim;
Quando nele me sento
Sinto-me a flutuar
É uma imensa alegria
Que não consigo controlar!
Este pequeno banco,
Branco com corações,
É o meu preferido
Traz-me muitas recordações!
Recordações de infância
Momentos que eu vivi;
Meu querido banco
Nunca me esquecerei de ti!
Esses braços pequenos
Que lembram uma criança,
Trazem à minha cabeça
Uma linda lembrança.
Lembranças de pequenina
Que não esquecem a ninguém,
Lembranças de infância
Que só nos fazem bem!
Na Primavera és uma flor
Que acaba de nascer
Primeiro é pequenina
Depois acaba por crescer;
No Inverno é as estrelas
Que se vêem na noite fria
No Verão és o sol quente
Que te aquece de dia!
O banco dos meus sonhos
Mesmo ali à minha frente
Que apesar de não ter vida
Já ajudou muita gente!
Num banco de jardim
Mil coisas podes fazer;
Pensa e sonha alto
Aprende a viver!

Biografía:
Ana Filipa Lourenço
tem 30 anos e a paixão pela escrita acompanha-a desde os oito anos, altura em que começou a escrever as suas redacções da escola em verso. Escrevia à professora quando era pequena e, à medida que foi crescendo, foi dedicando quadras aos amigos e à família, pois era algo de que gostava muito e que lhe saía naturalmente. A poesia é uma das suas paixões, mas também escreve em prosa e gosta de escrever pequenas histórias. É professora de Inglês e de Francês há cinco anos, entrou para um grupo de teatro há quatro anos e sempre que a inspiração a chama, escreve...e é assim que se sente bem!

anafilipalourenco80@gmail.com

 

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