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Eduardo Quive
Nacionalidad:
Mozambique
E-mail:
Biografia
Meu medo sou eu mesmo

De repente senti um medo.
Medo que ningum sente;
Medo que algum ascende.

Medo que suplica toda a minha tranquilidade
E embala a minha alma de angstia,
Desespero e formigueiro.

Algo chama-me a reflectir sobre a vida que levo,
Numa altura em que, os nveis da minha sobrevivncia revelam melhorias.

Quem sou,
Porqu sou,
Como sou,
Onde sou
Para qu sou?

Embora tenha descoberto as questes principais do que me preocupa,
Faltam-me as respectivas respostas.

Que caminhos so estes que trilho cheio de foras e orgulhos, mas sem $3>s nem objectivos!?

Quem sabe por onde passo e o que se passa com migo?

Ningum olha aos meus olhos;
Ningum ouve o meu falar;
Ningum me conhece!?

Nas vsperas do falecimento de um homem,
Nada explica o seu desabafo,
Mas depois de falecido,

Todos apercebem-se da fervura ternurada do desejar da sua voz,
Contando as estrias j mais ditas em quanto a flor da idade!

Sinto a minha alma cada vez mais longe de mim
E mais perto de onde no conheo!

No reconheo ningum!
Nem a mim mesmo.

No acho resposta de quaisquer questionamentos!
Apenas sei que sou eu!

As vezes,
Custa-me olhar minha volta com orgulho e honra.
Vejo o tempo a passar sem que ele se justifique!

O escuro ganha espao...
A luz instala-se no horizonte mais longnquo da minha espcie!

No reconheo-me!
No reconheo gente nem a ningum!
No sou mais eu e ningum mais ningum!
Vivo de mentiras que se disfaram de mim mesmo.
A minha alma intriga-se com os meus pensamentos.

Nada de mim, iguala-se a mim
E nada de mim para mim!

Tudo que tenho no me pertence!

Nem eu sei se a mim perteno, muito menos o que tenho, se pertence-me!

Sinto dor...!

...Muita dor!

Tanta dor que espalha-se no meu corpo pelas veias,
Causando-me um terror satnico.

Vontade de chorar.no me falta,
Mas a vergonha de quem sou,
sufoca-me

A coragem que se mostra nos caminhos que trilho,
abandona-me.

A verdade aparece do mais demasiado jeito!

No sou nada!

Tenho medo de nada!

Nada que sou!

Sem ningum e sem nada!

Antes valesse a vergonha
Do que a coragem de viver
Na fuga de mim mesmo!

.E mais beijos no dei!

No dei mais os braos a nenhuma mulher,

Noites me passaram despercebido,

O corao delirou de saudades,

Perdi a pertena e o controlo da vida,

Pelas andncias que ti procuram.

Despi-me do seu corpo nas mos da distncia que nos une

Onde ests Xiluva...

E hoje ti procuro...

Procuro-te no acaso da vida,

Aquela que ti esconde de mim com demasiado afinco,

Das noites de Maputo que ti tornaram mais mulher de mim,

Xiluva...por onde andas a estas horas!

Onde ser que ti encontras, Xiluva...

Estas mos que tocaram o seu corpo,

Estremecidas de vontade de nunca ti perder,

...hoje...

Nos mais lembram-se da sua presena.

Os meus sonhos...

Os meus olhos,

As minhas lgrimas,

A minha voz...

Hoje, Xiluva...

Buscatam-te mais apaixonante que nunca.

Que dor infernal...

Me faz perder o flego...

Por no ver-te ao meu lado durante muitas noites,

Os Nkaringanas que os kokwanes contavam-nos na lareira,

Hoje, Xiluva...voc os ambandonou junto com migo

Os meus olhos ti olham com muita distncia,

Vistam a sua imagem com infinita insatisfao da realidade que vives

No quero acreditar que a noite de amor que tivemos,

Fora a nica que ti tera como amante,

O meu peito chora de saudades,

Mas more de medo da eternidade que nos separar,

Venha ver-me na proxima noite!?

Deixa os Chopes e os Ngunes

Deixa os Xonas e Changanas,

Deixa os tugas e os brancos da avenida

Vem me ver Xiluva

De Repente...

Lembei - me de ti na noite de ontem, quando olhei para o lado esquerdo da minha cama e no te vi;

o corao perguntava por ti, no consenguia responde - lo.

Procurei - te nos meus lenes, no te achei, perguntei as paredes do quarto,

nada sabiam de ti, e o corao continuava me rossando os nervos.

A chuva que aquele domingo trouxe, s o teu cheiro libertava, excitando - me cada vez mais.

Nunca na minha vida vi uma chuva to apaixonante.

Por um instante senti - me traido pelo desejo, chamava demasiadamente os nomes de que gosto de chamar - te.

Na verdade a saudade que me enviou aqele momento; a vontade imensa que tenho de ter - te ao meu lado que buscava - te naquela hora.

E dessidi, que vale a pena ter - te como amiga do que como inimiga, pelomenos assim fico com tigo.

Acredito que ests consciente das tuas desises, assim a histria nunca te julgar.

Porque, possvel errar na vida, mas no me ter o mais grave hero que possas cometer.

J sabes porqu

Estou condenado a amar-te sempre

biografia:
Eduardo Quive
, com pseudnimos de Cruz Salazar, Xiguiana da Luz, Billy Silva.
Sou Jornalista, escritor principiante, activista de direitos humanos e HIV/SIDA.
Entrei no jornalismo em 2006, quando fazia teatro, tendo j passado pelo jornalismo radiofnico, a gora praticando o impresso.
Sou igualmente amante das letras, para alm de poemas, escrevo, contos e crnicas

eduardoquive@gmail.com

 

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