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Lucy Salete Bortolini Nazaro [Cnsul - Palmas-PR]
Nacionalidad:
Brasil
E-mail:
Biografia
CAF FORTE

O chiado de veludo do caf se fazendo bate forte
Nas madeixas de seda da amada fulgurante
Enquanto desperta a mudez adormecida
E evasivas vontades da paixo.

O cheiro chega chiando de mansinho
A saga segue cegando caminhos
De mdidas medidas de meu falo
Volpico, voltil e voraz.

E na alvorada destroada de minha investida
Inverto papis invento vontades
Arrancando suspiros e maldades
Me torno deus, mentiras, Zeus e verdades

E a tomo saboreando o cheiro e o som
E a umidade faminta de seu corpo suado
Cansado, febril e excitante, dentro de um s instante
Me torno rei, dono de um castelo cercado de muros feito de flores vermelhas.

**********************

POEMSICA!

ouam a msica, fechem os olhos e voem na imaginao.
ousem chegar no mundo das quimeras
e desejar o indesejado aos mundos esquecidos do homem..
somos gatos pingados esquecidos em telhados de vidro
resvalando na sonolncia adormecida dos tempos
transformados em lagartas que nunca voaro
porque nos falta o tempo, nos falta a luz,
nos falta o sonho e a iluso de um momento apenas
para que toquemos a felicidade, sem medos.
nos falta a alma, tomada por um deus qualquer
punitivo, impondo medos, fracassos
e cruzes com pregos e infernos com fogo
e amigos com a foice da morte pronta para a ao.
somos mais carne que energia,
matamos nossa fonte atmica,
deixamos a descoberto nosso deserto
invadido por gafanhotos que se alimentam de nosso dna
somos os perdidos do infinito em busca de um planeta que no existe
porque somos esse planeta e no nos habitamos faz tempo.
somos o que fizeram de ns
vidas, simplesmente vidas
que no tracejam as pginas, desconhecem as letras
e no se sabem poesia.

Ouam a msica! Fechem os olhos e viajem, com as quimeras.

***********************

BUSCA[PRESE]NTE

Que no repente das vidas aladas, o mundo do natal
Seja o portador de novos encontros e novas caminhadas
Vislumbro o dito profano nas palavras de amor
Santificando-se na vontade dos que o sentem
No por minha ou sua, mas por uma vontade bem maior.
E no repente, o menino se fez homem
Pele morena, os olhos? Que importam os olhos?
Ele nasceu cego porque sua alma enchergaria o futuro
Andou, por vezes, debatendo-se no escuro
E cresceu, no sonh o, na alegria e na tristeza,
Nunca parou, porque no conseguia ver
Tateando sozinho, buscou o caminho
At que, uma mo toda branca agarrou-se na sua
Ela tambm procurava sair da escurido.
Mas... ao sentir que a mo tinha pele jovem
A imaginou, apalpando paredes, rostos, braos, corpos, beiradas
E, num mpeto a soltou, sentiu medo da fora que vinha delas.
Ento, o Menino, que agora no era mais to jovem, tateou novamente,
Vislumbrou uma urea violeta ao redor daquele ser e
Suas mos insistiram na busca, alcanaram o que buscavam
As mos morenas encontraram-se com as brancas e
Comearam a toc-la, na busca de conhecer o desconhecido aos seus olhos
Sentiu uma mo fria, tremente, medrosa, mas tambm sentiu batidas de um
corao
O Menino nascido e crescido pela vontade do Senhor,
Sabia que um dia essas mos no estariam mais juntas, na carne
Mas, encaixavam-se to bem, e as suas, to quentes poderiam aquecer as
outras, to frias. E num repente, puxou-as para si e
E os dois comearam a andar por novas estradas
Comemorando o primeiro grande natal de suas vidas.
Os magos, que o viram nascer, sorriram,
A estrela, resolveu passar novamente para um brilho especial
E o sol, raiou como nunca naquele 25 de dezembro
Para que os dois voltassem a enchergar
E pudessem escolher, enchergando os caminhos.

O BRILHO DE MEU SILNCIO

A voz do meu silncio e o brilho de minha escurido
So pontos reflexos espalhados na amplido
De uma distncia aproximada pelo csmico
Que conspira para nosso encontro final

A msica de minha calmaria e o sino suave de meu horizonte
Pairam no ar de um tempestivo cu longnquo e neutro
Que baila em ondas vibratrias de meu corao
Enquanto minhalma sonha desfazendo a solido

E os caminhos cruzados se aproximam, aproximando o ns
E as verdades eternas se confundem ao som de minha e de sua voz
Sussurrando medos e escondendo verdades
Que ningum sabe, apenas ns...porque nos amamos sempre

O grito de meu silncio j no cala e no falha
E o raio de luz surgido em minha escurido se espalha
Envolto em nuvens rosadas, em ptalas suaves bailando
Trovas amorosas e carcias deliciosas ao meu corao te amando.
......................

UM NOVO CORAO
17/03/08

Cadeias envolvem minha mente
Chaveada em noites dementes
Envolvidas em luar inebriado da noite
E uivos surdos dilacerando meu espao.
Descubro-me nua para a vida
Desprovida de uma alma sadia
E olhos que, cegos, j no enxergam o visvel.
Vislumbro espaos escuros, plenos de esquinas famintas
E ruas que se alongam em direo de mim mesma
No h norte, nem sul, resta um leste de mim
Envelhecida no descaso do acaso perdido
Em uma solido inexistente de quem andou solitariamente
E no houve tempo para olhar no horizonte
E descobrir nele outros olhares
Outros sorrisos e lbios que buscavam pares
Contendo um vazio que na verdade no h.
No h porque existe um voc
Que completa uma parte de mim
Que precisa ser tocada e despertada
Trazida tona para vida, que j no creio
Mas que avizinha um futuro de promessas
Talvez inexistentes, criadas numa nsia louca
De um nufrago perdido na imensido
Do desejo por desvendar segredos
Do simplesmente amar, sentir-se tocado
Esperanando uma nova cano
Que pode brilhar suave e vagarosamente
Nas cordas do que poder vir a ser um novo corao.
...........................

AS MARGENS DO RIO
[ Rishikesh]

Pedras se lavam na intrepidez de guas geladas que fluem
Escutando o cantar suave que escorre tranqilamente com elas.
Enquanto brincam de fazer amor, misturam fludos mgicos e riem
Incitando nossas almas a se abraar mansamente e voar em sonho.

Um gro aqui, outro gro ali, juntam-se em abraos infinitos
Moldando um colcho para ps cansados e corpos inflamados
Que erguem-se das guas e deitam-se infinitamente unidos
Em lnguidos olhares e beijos ocultos pelos que se sentem amados.

O verde se exibe no horizonte da me bondosa
Espalhando esparsas folhas que se jogam de galhos vistosos
Querendo fazer parte da paisagem-cama que se faz briosa
Embalando sonhos e sons de amantes desejosos.

O suave encanto do momento marca coraes
Que se abraam timidamente, escondendo as prprias mos
Um desvencilhar-se no querendo, um correr que busca ficar
E um enorme desejo de amor se escondendo.

As guas verdes com sua calma espumada seguem trilhas tortuosas
Agora testemunhas de um encontro fatal, pleno de medos
Que se enfileiraro tambm em vales distantes
Aguardando o momento do encontro em que se tornaro amantes.

biografia:
Lucy Salete Bortolini Nazaro

Graduada em Letras-Ingls e Pedagogia- habilitao em Orientao Educacional; Especializao em Lngua Portuguesa[FAFI], Mestrado em Educao [UNICENTRO/UNICAMP]; Crditos no Mestrado em Literatura Brasileira [UFSC]. Diversos cursos de extenso, incluindo cursos de Educao Distncia. Foi Secretria de Cultura do Municpio de Palmas-PR [1993-2000], onde desenvolveu e coordenou diversos projetos e eventos na rea Cultural e trabalhou com grupos de Terceira Idade do Municpio, em colaborao com o Provopar. Foi Chefe do Departamento de Letras da FAFI, Coordenadora do Curso de Letras e do Curso de Secretariado Executivo Bilnge do UNICS; Membro do Conselho Universitrio do UNICS; Revisora da Revista Araucrias do Programa de Mestrado do UNICS e Coordenadora do Curso de Ps-Graduao-Especializao em Ensino de Lnguas. Foi membro da Comisso de Avaliao Institucional do UNICS. Coordenadora da Revista Conscincia [01032364], Coordenadora do Cerimonial Universitrio, Membro da Comisso para Estudos e Credenciamento do UNICS para Educao Distncia; e Pesquisadora, na linha de pesquisa 'Memria Oral'. Desenvolve trabalhos de pesquisa pelo UNICS. Professora do Curso de Letras do UNICS. Tem diversos livros publicados, individual e em co-participao [Antologias e/ou Coletneas]. Escreve para diversos sites na internet e tem dois e-books publicados no Portal CEN. Orienta TCC e Monografias [Especializao] desde 1998. Coordenadora Curso de Letras do NEAD/UNICS e Avaliadora pelo MEC/INEP desde 2002. Participa em vrios sites, entre os quais:
http://www.poetasadvogados.com.br/. http://www.caestamosnos.org/
Sou membro da Academia Palmense de Letras-APAL [Fundadora e 1 Presidente]; da Academia de Letras e Artes de Pato Branco-ALAP

lucynazaro@hotmail.com

 

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