s
s
s
s
s
s
s

El contenido de esta página requiere una versión más reciente de Adobe Flash Player.

Obtener Adobe Flash Player

Perptua Amorim
Nacionalidad:
Brasil
E-mail:
Biografia

Inquietude

Quando aninha cá dentro
Uma saudade de não sei o que
Uma inquietude danada
Dessas de doer as entranhas
Misturando os sentimentos
Buscando uma estranha razão.

Mas quem disse que eu procuro razão?

Quero mesmo é divagar
Entre sonhos e pesadelos
Entre o real e o abstrato
Correr como corre o rio
Com sua língua desvairada
Lambendo pedras e ribanceiras
E sem culpa cuspir no mar.

Mas quem disse que eu procuro o mar?

Quero mesmo é olhar as estrelas
Pegar uma a uma na palma da mão
Fazer delas um banquete especial
Para o meu pobre andarilho
Que busca mais... Muito mais
Do que água e pão.

Mas quem disse que eu quero pão?

Quero mesmo é cavalgar por montanhas infindas
Atrás do meu ouro em potes
Que herdei de Ali Babá
Libertar-me da antiga túnica
E vestir meus sete véus
Engasgar-me com o que restou do vinho
E ser expulsa dos céus.

Mas quem disse que eu não quero os céus?

Construção

Ergo catedrais enquanto durmo
Sem algemas encontro caminhos
Entre grandes amanheço
Debruçada no meu travesseiro de pedras.
Se clamo por liberdade
Arrastando pesada corrente
Fica distante o horizonte
Torna sofrido o presente.

Ergo catedrais enquanto vivo
Prevendo melhores dias
No caos de novo me encontro
Mergulhada em demasia
Numa esperança mórbida
Numa vontade vazia.

Ergo catedrais enquanto sonho
Romper as amarras contidas
Em pequenos flashes concretos
De uma realidade escondida
Na ridícula humana certeza
De que as catedrais construídas
Serão finalmente o túmulo
De onde não há saídas.

Cotidiano

Meus olhos tremem ao não te ver
Minha boca sussurra o medo contido
No simples fato amanhecido
Da cama vazia e o seu calor se esvaindo.

Meus dedos vagueiam no fino lençol
Procurando você, quase por instinto
E um cheiro suave com sabor de café
Transmite-me paz, desejo o infinito.

Meus olhos despertam, o coração acalma
Você me toca, cumprindo a missão
Eu fico imóvel, fingido dormir
Só para sentir o calor de sua mão.

Meu dia começa atarefado
Continuam as horas em atropelo
Minutos se agregam formando o passado
A noite chega, vou dormir ao seu lado.

biografia:

Poeta e contista, membro fundadora da Sociedade dos Poetas Menores - Franca SP e membro efetiva da Academia Francana de Letras. Autora do livro Ramalhete de Mim.

 

Desarrollado por: Asesorias Web
s
s
s
s
s
s
s