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Polyanna Ervedosa
Nacionalidad:
Brasil
E-mail:
Biografia
1-Poemas para matar o amor

20 anos de casamento:
Eu temo a gua calma que recua
Durante minutos incontveis sobre a terra.
gua desconfiada com uma boca que cerra
Espumando com lgrimas no olhar de soslaio
Vidrado no cho com reflexos de chuvas de aviso
Chuvas raras, nebulosas de memrias, chuvas de maio.
Um aviso cinza e tenebroso que faz fermentar
O cheiro orgnico do subterrneo que h em mim.
Meu sono torna-se viglia para essa gua dissimulada
Que habita blica s margens do peito dos pacficos.
Melhor seria ser logo inundada numa onda
Desse oceano cego de dor e raiva
Acumulado em longos momentos em afogadas palavras
No engolir de cada golpe de saliva
A cada vez que a voz pacfica regurgita do mar seu eco:
Que s h nada...

Para que poetas?
De que nos servem...?!
Quem tolera esses seres irritantes?
No h quem suporte os donos das palavras
Cheios de expresses arrogantes
Repletos de rimas vazias
Que falta me faz essa coisa de poesia?
Inerente a tudo que se presta a no verdade,
Pois no seria ela toda metfora e mentira?
Livrem de mim o fardo de ser rimador
De tudo que somente alarde
Dessa ladeira de mortos em fila
De nada serve pra mim um eu-lirico
A ausncia mrbida da no identidade
Me envergonho de fazer essa falsidade
Que abre um abismo e no me deixa ser.

**********

If I could tell...
only ,lonly, there is not us,
there is a little pacience with the sun and birds.

E guas abissais tomaram a alma
Em todos os seus alvolos
Que se desmancharam leves em l.
E tudo era mancha no canal da fala
Porque no era mais possvel dizer
Que se morre nos canais de Veneza
Ou guas de qualquer lugar:
-No se deve reclamar
a vida insipida, proibida de gritar.
Eu morro nas guas impostas,
Eu afogo de rir da moral torta
Dos filhos mal tratados, mal treinados...
Infelizes, desesperados para no reincidir.
Cometem matricdios ressecados de sal e
S os pobres podem reclamar seu parto...
Mas claro que eu no devo gritar:
Sou escrava da cor, do que posso
E da gua pressionando meus ossos...
Eu partirei todas as suas palavras
Afundando no meu aqurio...entre dicionrios
e sem que voc perceba meu ser ser vrios
assim como voc me quis ao fogo
Eu me afogarei singelamente na indiferena:
Queimando folha a folha, perdendo meu prefcio
Voc que sempre quis todos iguais...
Voc que nunca errou,
Voc que nunca matou ou sequer esteve sujo:
Meu mar uma doao ao inerte.
Eu sou Narciso jovem apaixonado.
Eu dormi com as unhas em Wherter.
Eu trai.
Eu trai,sou herege.
Porque eu beijei as estrelas com Vronski e Seixas
Me esfreguei nas mos de Macbeth
Eu chorei aos ps de Media
Era eu quem soprava loucuras a Calgula.
Eu s no suportava
voc... que sou eu.
No gritem minhas palavras...
Eu sou silncio, um lao no cio
Um soco no cime: Eu me trai comigo...
Em guas profundas demais pra me recuperar.
Como eu me desejo infinitamente!
Com os pulmes inflados e olhos no cu
Tudo que eu sinto: fogo calado...cinzas e manchas no papel.

*********

3-Infanticidas

Conclama guerra aos infanticidas!
Eu irei aleij-los ao tocar sua alma
Os deixarei sob a lua e o vento
Com os ps feridos na gua do mar
Eu os farei pedir perdo
E engolir os pequenos cadveres
Para que sintam no estomago
A dor de descer na terra
Um caixo...
Porque sou filha de um aborto
Sou um homem torto
Um santo mais santo que todos
Pois bebo e fumo minha dor
Esmago teros e contorno os falsos
Cada morto, pela mo cruel
Retorna em mim
Eu sou a terra de onde no h cu.
[Poemas registrados]

biografia:
Polyanna Ervedosa

Professora de Literatura desde 2001. Artista plstica com telas em acrlico e leo desde 1998 . Mestre em Literatura [UFC] com estudos pblicados em anais, revistas e no livro Entreprismas. Doutoranda em Teoria da Literatura Pela Universidade de Trs-Os-Montes e Alto Douro em Portugal. Professora de Portugus e filosofia pelo Estado de Cear-Brasil

anna_ervedosa@hotmail.com

 

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