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Gleidston Cesar Rodrigues
Nacionalidad:
Brasil
E-mail:
Biografia
1
Quando a cor da minha pele
Chega primeiro do que eu.
Voc me nega olhar nos
Meus olhos.

...O sistema, nega-me o direito
Que me pertence e a sociedade
Silencia remetendo-me de volta
A segregao.

Sem ofcio, experincia e
Trabalho, cobram-me falta
De socializao e, demitem-me.

Negando-me o direito de exercer
O que tanto me faz preciso, incluso
De socializar-me. Desiludido
Refgio na solido.

E nessa opacidade que devasta o
Corao e, faz dilacerar as entranhas
J no h sonho. Alma esta em crcere.
Com os ps calejados, j no se movem.

De olhos vedados e mos atadas
Amargo a opresso da negatividade
Contra a pele que de herana auferi.

2
Hoje escrevo-te para que saibas que dispenso
Tua presena embora ainda me sinta tentado
A no escrever. Mas necessrio.

Para que saibas que entre nos j no existe
...Companheirismo, no fidelidade nem
Lealdade. Voc foi por longos anos, minha
Melhor companhia.

Na ausncia de tantos outros sentimentos que
No consegui exprimir, voc no me deixou,
Esteve sempre presente. Quando fiquei no
Abandono, l estava voc. Quando no tive
Amigos, era voc que nas letras das canes
Falava, vociferava, e se fazia presente.

Voc solido, sempre me viu e exibiu como trofu,
Sempre fez questo de em mim estampar o sinal
De que voc era minha melhor companhia. Por isso
Sempre me olhei e fui olhado como se olha para algum
Abandonado. Mas eu era mais.
Eram complacentes os olhares por isso
Minha presena enfadonha.

Em minhas palavras no havia suavidade.
Nelas sempre soava e se sentia
O odor do desprazer de quem sempre
Na depresso de alguma vivncia vivia.

Hoje, solido, tenho a felicidade de te demitir.
Na actual circunstancia voc indesejada e
No h espao para convivncia! O sorriso
Que hoje trago e os sentimentos
Que a experincia me trouxe fizeram-me
Solidrio comigo.

3
Me avisem quando a saudade for embora.
Cantarei um cntico a esse amor
Porque dele apenas folhas restaram
E se fizeram lembrana,
Quando olho, vejo-te.
...
Estars saudade, no ar que respiro?
Ser voc, saudade, que transpiro?
Procuro entre os vales a beleza sensata de ser.
Encontro na curva o lago, na sombra um
Amor que j durou e hoje, ausente, sente
Que j no capaz. Capaz?

Sim, capaz de aguentar a ausncia da saudade.
No saio do vale de ser enquanto a saudade
No desistir de me torturar.

Avisem-me quando ento a saudade
For embora. Algum a viu partir?

Eu e o vale
A saudade e o lago
O lago e a fonte
A fonte e a luz
E eu ausente no tempo.

biografia:
Gleidston Cesar Rodrigues

Nasci no Brasil e vivo actualmente em Portugal. Em 2009 lanou o seu primeiro livro de poesia intitulado 'Os sentimentos por trs das palavras'.
Blog
http://www.vivenciaseexperiencias.blogspot.com

Colabora activamente em diversos sites ligados escrita e s Artes.

Participou em diversas publicaes colectivas.

Livros de Poesia:
* 'Delicatta IV Prosa e Poesia', Scortecci Ediotora, 2009;
* 'Contos Cardeais', Mosaico das Palvras, 2009;
* 'Antologia 2010', Temas Originais
* 'Cronistas, Contistas e Poetas Contemporneos', Scortecci Editora, 2010

Romance:
' Vidas Urbanas'

gleidston74@gmail.com

 

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