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Ligrio Nery
Nacionalidad:
Brasil
E-mail:
Biografia

NOITE

Nascem na noite tempos paralelos
Elos insuspeitáveis
Entre a distância do poente atrás dos mandacarus
E a passagem sobre Adromena,
Não mais como a última instância
Porque ecos do cosmo mais improvável
Estremecem o Espírito
Que perambula entre os marmelos,
O negrume e o pêndulo antigo!
Aquele pêndulo que ilude
Quem o tempo procura para não o ter...
Pela janela da Noite escapam pássaros
Que só cantam nos bananais nativos
Nos córregos e poentes
Dos fundos de quintais esquecidos...
Também na Noite a imensidão é a trilha
Por onde o coração passeia liberto...
E o fim desapareceu no pêndulo
Numa gaiola que a noite não quis.

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QUERMESSE

Atrás...
Era algum tempo atrás da Catedral
Próximo a ladeira
Que ia dar no fundo do sonho...
Era em algum país a Quermesse!
Pela ladeira subiam entidades perfumadas,
Lavradores traziam a manhã...
Alguns olhares tocavam candeeiros
Esperando devaneios entre arquétipos...
A atávica registrava-se
Na Vila desaparecida
Netos e avós bricavam com o abstrato
Habitando aquele olhar
Quase presente à Quermesse

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RUMO

É O MESMO VENTO QUE ROÇOU TULIPAS
ATRAVESSOU MILHAS CAMPESTRES
REFRESCANDO VARANDAS DISTANTES
QUE DEPOIS DE AUSCULTAR , AO PÉ DA SERRA,
SONS DOS LÍRIOS CRESCENDO NA PLANÍCIE
TRAZ, COM DERIVAÇÕES SILVESTRES,
ESTA TARDE A MINHA VARANDA...
ESTE VENTO QUE BALANÇOU CIPÓS DO BREJO,
PÉS DE ROMÃ E FRANZIL A CRISTA DO PAPA-CAPIM!
VENTO SEM RUMO
PROCURA O JEQUIRIÇÁ E DORME A NOITE
DAS MATAS FECHADAS, QUE ERAM DOS MUTUNS...
BUSCA E TRAZ, PRA MIM,
AQUELES AROMAS INDECIFRÁVEIS DOS PÓLENS RAROS,
QUE ESQUECEM O TEMPO
NO CHÃO DAS FOLHAS CAÍDAS...
NOS CAPINS...

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O TERCEIRO SONO E O ACORDE

Passam-se muitas luzes
Até o quarto
Poros, paredes, janelas
Arestas cambaleantes irreais...
Insinuações oníricas
Trazem gritos, movimentos...!
Sementes das fábulas
Enxertam desejos e medos
Para num fluir inusitado da alma,
Derramá-los...!
O quarto está solto
No terceiro sono...
Minha alma diminuta vasculha
A insignificância do desespero das horas
Que alucinadas fogem
Pelo destino...
Do vácuo da realidade
Suspensa no leito
Abrem-se arcas
Exalam-se essências obscuras...
Estrelas indicam inexistência
Do teto...Do quarto...Do sono...
Até um levantar de pálpebras
Luz fosca, corredor, acordes...
Voz e penumbra entre mundos
Queda de pétalas, pálpebras recaem
Adormecida, uma Mulher guarda a saída do sonho
Enquanto notas insistem em sair do instrumento Mudo
Como ecos do sono
Ao lado do leito
Do silêncio...

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FANTASIA


Era jardim de uma cidade do interior
Apenas o reflexo do interior de mim
O sem fim da útima estrela
Morta irreal...
Primeiro aceno do Amor
Nos olhos perdidos de alguém na calçada
Na porta da casa amarela, naquela rua
Que a noite trazia...
Um atravessar do mundo,
Passo luz na saída do finito!
Minha gestação, o porão,
A canção que me levava...
Estalos das lembranças de criança!
Delírios e lágrimas nos olhos
Quando espiral lírica do inconsciente
Num instante de paixão!
Era também labirinto
Multiplicidade dos sentidos
Ocultos na saudade , na criação
As vezes miragens, passeios infinitos
Pelo mundo das lendas, das luas, dos sonhos...
Às vezes só o mar, a Menina e o Sertão...

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FEITIÇO DE COLIBRI E OUTROS AZUIS

A brisa que faz as folhas cairem com a tarde
Mescla-se com o hálito do colibri
Que enfeitiça a flor de carambola
Para ter suas mamas e cantá-las na aurora
Antes do sol chegar...
A espera do nascente
Não encobre as estrelas
Que com os vagalumes do brejo
Iluminam o gozo da serra,
Quando recebe carícias do remanso
Roçando suas pedras,encharcando seus lábios nus...
Lábios neblinados na dormência
Dos sândalos e alfazemas:
No sereno e na altura
Que só permite a borboleta azul
Ser o outro azul
Da distância do mar
Que dali se via!

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SOMBRA

Viaja pela gravidade
Até o leito das sombras...
De volta a si mesmo
A pétala é solta para voar...
Arrancar de um solar
Atrás do céu a sombra...
Que é frescor da raiz, da pétala, do passante...
Sombra que muitas vezes
A ingrata luz a abandona à noite...
Sombra que ainda assim
Todos os dias vem amar a árvore
Que não anda...Mas solta a pétala para busca-la
Seduzindo no ar
Além da própria sombra
O sol e o olhar passante...

Biografía:
Ligório Nery

Eu sou brasileiro de Salvador - Bahia e vivo em Portugal a 19 anos , tenho um livro editado no Brasil em 1987 - chamado \'Portas do Vagar\' e estou em fase de edição do meu novo livro :[O Terceiro Sono e o Acorde] que será lançado em Portugal e no Brasil. Também sou compositor e fiz alguns concertos na Bahia, para lançamento do meu livro e outros apenas musicais.
Participei também do projeto cultural da Casa do Brasil de Lisboa , onde criei a coluna de música Vitrine Marginal no Jornal Sabiá , seguem em anexo algumas imagens destes trabalhos:

ligorionery@gmail.com

 

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