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Flvio de Souza Rodrigues
Nacionalidad:
Brasil
E-mail:
Biografia

Destino: Paraíso...
por Fláwyo de S. Rodrigues [RV-GO: 31/08/2009]

Vendo a vida passar,
a relva molhada,
em meus cabelos tocar.
Vejo o tempo e o espaço,
minha sorte lançada,
como num estilhaço.

Sinto o passado,
me tornando presente.
Percebo o futuro,
me aquecendo,
para muita gente.

Minha alma vem e vai,
não posso dizer porque ela sai.
Percebo meu Eu se deslocando,
e como um Rei se posicionando.

As estrelas do mar do meu mundo,
caminham ligeiras,
como os acordes
do ponteiro dos segundos.

A brisa acalenta-me,
preenche todos espaços.
A água mansa e redonda,
viaja em meus passos.

O fogo me aquece,
e com ele a minha alma se enobrece.
A luz me encobre,
e o tempo já não possui acorde.

O espaço está colorido,
e as possibilidades pertencem ao infinito.
Nada me prende,
nem mesmo a dor mais latente.

Caminho leve e solto,
desprendido da exatidão e da perfeição.
A sabedoria e a paciência,
são as juízas da ciência e do meu coração.

Minha inteligência se abriu,
certamente como nunca se viu.
Minha intuição libertou-se,
e minha racionalidade em
meu peito aflorou-se.
Sinto meus pés tocarem o chão,
áspero e quente.
Minha mente transladou
o sol poente.

A força tomou-me por inteiro,
e reergueu a loucura do artista cadente.
A luz preencheu e iluminou para além
das montanhas que nunca foram aparentes.

O amor encontrou sua morada
mais confortável do que antes.
O abraço o recebeu na porta
e o carinho o conforta.

A lareira está acesa,
e a casa aparece refeita.
Suas janelas possuem viço,
e seus quartos entrelaçam o paraíso.

Cada flor do jardim exala um nobre perfume,
e marca a mais sublime diferença festejada.
Cada gota de orvalho demarca,
a mais terna saudade.

Cada sentimento encontra-se contente,
até mesmo a tristeza encontra-se sorridente.
O passado e o futuro estão submetidos,
ao ser presente.

Nele tudo se funde e se ilumina.
Ele conhece a humanidade
de uma maneira ardente.
Ninguém sabe o quanto
a dignidade lhe é onipresente.

Sua sensibilidade é a própria pele.
Suas estações já não se perdem.
Enternecido, sua vida pertence ao mundo,
e sua experiência ao esquecido.

Cabe a ele dar novo contorno,
à vida daqueles que lhe forem apresentados.
Dar-lhes a possibilidade,
de se encantarem com suas vontades.

Afinal, a vida é tão breve...
Que a nada deve...
Tudo o que se é,
nunca pode se resumir em fé...

.x.x.x.x


Sentinela
por Fláwyo de S. Rodrigues [RV-GO: 22/09/2009]

Ainda que o tempo passe,
que a aurora me esmague.
Ainda assim viverei,
e em mim viajarei.

Abaixo dos implantes da alma,
e da orquestra calma.
Eis a sepultura do prazer,
e os sonhos que enfatizam o viver.

Ainda que o encanto defenestrasse,
o interesse de renascer.
Mesmo assim correria,
ao choro e ao bem-querer.

Abaixo dos jardins do templo,
e da sabedoria do advento.
Eis a controvérsia e a paródia,
a sátira e a discórdia.

Ainda que o aperto supere,
a vontade de seguir.
Mesmo assim ás de partir,
em busca de novo alento para dirimir.

Abaixo do inóspito alento,
e do acorde do vento.
Eis o sabor do sentimento,
e o pesar do lamento.

Ainda que a saudade esvair,
e o corpo à dor sucumbir.
Teu espírito pertence,
ao longínquo presente.

Abaixo do caos do sofrimento,
e da escuridão do momento.
Eis o poder do conhecimento,
e a luz do esclarecimento.

Ainda que meus pés calejem,
e a estrada me ensandeça.
Procurarei pelo fogo,
e por algo que me aqueça.

Abaixo da flor do abismo,
existe um ser, um aforismo.
Eis a candeia da vida,
a lua envaidecida.

Ainda que a balança,
não seja de confiança.
Mesmo assim criarei,
e a mim, transformarei.

Abaixo do grito estranho,
existe sempre um ganho.
Eis a descoberta do que se via,
e a aceitação do que perseguia.

Ainda que a divisão exista,
e que a tristeza persista.
Mesmo assim nada aniquila,
a vontade infundida.

Abaixo do campo da emoção,
e da soberania da razão.
Jaz a força da intuição,
a mística da salvação.

Ainda que a noite venha,
e ao sol detenha.
Abrirei a janela da ciência,
e fiarei a própria sapiência.

Abaixo da eloqüência,
há a nobre sentinela.
Enriquecida pela experiência,
ela se tornou forte e bela.


.x.x.x.x.x.x

Ser Humano...
por Fláwyo de S. Rodrigues [RV-GO 30/05/2010]

Houve um tempo
em que era surdo.
Houve um tempo
em que era mudo.

Não sentia os sentimentos
não percebia meu peito ardendo.
Não via minha face ruborizada
não compartilhava a minha caminhada.

Neste tempo fantasiava o amor,
controlava o calor.
Não dispunha da amizade
não sabia o que era saudade.

Me libertei
esvaziei meu coração.
Esvaziei minha alma
e passei a colecionar
as estrelas da calma.

Me afastei do medo
e desejei arriscar.
Sobrevivi ao desespero
e voltei a sonhar.

Senti orgulho de mim mesmo
ao regastar minha humanidade.
Encontrei-me com o meu próprio Deus
tornei-me o próprio Senhor no
palco da vida.

Então passei a ter ciência
das agonias dos homens.
Vi suas dores e suas alegrias
me encantei pelas existências
especialmente, pelas diferenças.

A sacralidade da vida,
sua brevidade deveriam
nos manter motivados sempre.
O forte abraço deveria nos unir,
o beijo fraternal deveria nos reunir.


Houve um tempo

em que minha brasa se apagou.
Houve um tempo
em que o sopro da vida se expirou.
E a vontade desapareceu
quis de fato partir.
Mais uma voz dizia:
Permanece... Paciência, eu te amo...

A criança dentro de mim
pulava de alegria.
A vida então ressurgia,
as flores brotavam
e o jardim reaparecia.

Houve um tempo
em que contemplava ao longe
o silêncio.
Com meus pés descalços
sentia o sopro do vento.

Fiquei esplendido de luz
via meu corpo transcender.
A vida comum e diária dos homens.
Tempo de rica sabedoria.

Houve um tempo
em que facas me cortaram.
E o meu peito foi perfurado.
Senti as dores de um coração
chagado.

E pensava no que ia fazer
no que deveria sentir.
A quem deveria recorrer
para cumprir
meu plano aqui.

Como seria ser?
Como deveria afinal
a este mundo comparecer?
Precisava de regras claras,
certezas precisas,
forças constritivas.

E logo surgiu o velho sábio
vindo do oriente.
Quando atravessamos o jardim
do diferente encontramos
a criança, eterna aprendiz do ocidente.

No horizonte contrapondo o premente
avistamos a montanha da vida.
Respiramos fundo...
E nos motivamos a subir...


Mas antes precisávamos
reunir todos os pertences
para a viagem mais longa de todas
as nossas vidas.

Entramos na minha casa
no quarto recolhemos o passado
na sala o presente
e mais adiante num corredor longo
estava aquilo que há de vir para além.

Pegamos um cantil e enchemos
com a força do amor.
Requisitamos a humanidade
adquirida através da dor.
E seguimos rumo às portas do fundo.

Quando vimos a montanha novamente
estávamos com tudo o que precisávamos.
E começamos a escalar e encontrar
os obstáculos que me impedia de ser.

Por cada obstáculo que passávamos
mas nos uníamos...
E tudo se tornou o próprio dia...
A montanha se encurtava
na medida em que as horas seguiam...

Não podíamos desistir....
Afinal estávamos de posse
de todas as ferramentas...
Antes que chegássemos ao cume
eu senti um toque da brisa
e meu corpo se iluminou...

O velho e a criança me olharam
felizes e orgulhosos.
Me tocaram e nos tornamos
uma pessoa apenas.

As ferramentas que havíamos
recolhido em minha casa
também entraram dentro de mim.
E o meu corpo levitou...
Meus olhos se abriram...
Minha boca balbuciou...
Meus ouvidos então ouviram...
E as possibilidades transcorreram
ao infinito...

O conhecimento presente
não teve mais sentido,
porque a sagacidade agora
pertencia ao mais longe antes por mim
visto...
E enfim me tornei, me senti,
sou então ser HUMANO.

BIOGRAFIA:
Flávio de Souza Rodrigues
é goiano de Rio Verde, famosa terra das abóboras. Nascido em 05 de setembro de 1983 é filho de Nirlene de Souza Rodrigues [Empresária] e de Luiz Rodrigues Coelho [Funcionário Público]. Manifestou desde cedo o interesse pela filosofia e ciência, arte e cultura. Certamente, a influência do existencialismo [Sartre e Nietzsche] e o contato com o Surrealismo de Salvador Dali e o cubismo de Pablo Picasso tenha o marcado para sempre. Em 2001 concluiu o Ensino Médio no tradicional Colégio Estadual Martins Borges e em 2002 mudou-se para São Paulo, onde lá residiu por 1 ano. Retornou a Rio Verde em 2003 e iniciou a graduação em Psicologia pela Universidade de Rio Verde, aonde viera a concluir em janeiro de 2008. Seu forte interesse pelos direitos humanos e a psicologia social o enveredou a criar e coordenar projetos sociais: “Construindo Teias Entre Caridade e Cidadania” [projeto realizado entre os vicentinos da cidade de Rio Verde com função de promover habilidades de sobrevivência entre os sujeitos socialmente segregados, o qual ainda hoje persisti]; “A Semana do Calouro de Psicologia” [projeto realizado na Fesurv-Universidade de Rio Verde entre os alunos da Faculdade de Psicologia com função de construir uma nova cultura do trote, redirecionando práticas antes violentas para ações em torno da cultura e da valorização humana]. Estudou durante os últimos anos de graduação diversos tipos de violência, com ênfase no bullying, um tipo específico de violência entre pares [iguais], implantando com sucesso no Colégio Estadual Frederico Jayme juntamente com sua colega Tatiane Surrine Barbosa um conjunto de medidas para a prevenção e o redirecionamento de comportamentos violentos entre os estudantes. Foi membro do GT [Grupo de Trabalho] Gênero e Diversidade Sexual do Conselho Regional de Psicologia [9ª Região] e atualmente atua como psicólogo clínico em consultório particular, bem como, é psicólogo participante da Seccional de Rio Verde da Escola de Pais do Brasil.
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