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Francisco Costa Alegre
Nacionalidad:
Santo Tomé y Principe
E-mail:
Biografia
PLO-MON DU

Fui a Cruz de Bom Fim na Mesquita
Cantei a ceia de Quinta-feira Santa
Santo no era, ceia santa
Viram-me cantar numa Mesquita;

Forte com a Cruz de Bonfim sa
Acenando cenas de teatro e joguei
Cenas de Pl-Mon-Du
Com fato preto a rezar o tero;

De joelhos na cinza de Bom Fim
Pedi colheitas e casas de telhas,
O pedido passou de orelha em orelha;

Orelha em orelha de estudos
De jornadas ao liceu, a nica Mesquita
Que talvez nos pode dar tudo;

.


Cantei stleva no d licena,

Licena para com Bom Fim produzir
Sem malefcios a literatura do porvir;

Na cinza estavam poetas e escritores
Recitando seus versos com Mussmbas
Nos ritmos e tons redentores;

Saco de coco onde est?!
Saco de coco onde est?!
No ficou muito bem,
E eu cantei a minha moda tambm;

Saca di ccondja l b?!
Saca di ccondja l b?!
Todo mundo disse,
Ento a cinza ainda est quente;

Na cinza assaram banana,
Ferveram calul, e aqueceram izaquente
Que ainda restavam para cear

Fui a Cruz de Bom Fim na Mesquita
Cantei ceia de Quinta-feira Santa
Santo no era, ceia santa
Certo cantei numa Mesquita;

S. Tom e Prncipe nossa Mesquita
Aqui cantarei com voz de Cristo, Maom ou Buda
Certo de que o fim da Cruz muda
Minha ceia desta nossa Mesquita.

In CINZAS DO MADALA

....

PL MON DEU


Je fus la croix du BON FIM Mesquita
Je chantai le super du Jeudi Saint
Saint, je ne ltais pas, Super Saint
On ma vu chanter dans une mosque ;

Fort de la croix du BON FIM je sortis
En thtralisant, je jouai
Des scnes de Pl-Mon-Deu
Habill en complet noir, priant le chapelet ;

A genoux sur les ceindre du BON FIM
Je demandai des rcoltes et maisons en tuile
La prire circula de bouche loreille.

Oreille en oreille des tudes
De journe au lyce, la seule mosque
Qui peut-tre nous peut tout offrir

Je chantai la stleva laissez-moi passer
Bndiction pour produire avec BON FIM
Sans tricherie la littrature de lavenir

Dans la ceindre il y avait des potes et des crivains
Rcitant leur vers avec Mussunbas
Selon les rythmes et tons rdempteurs

Grand sac de noix de coco o est-it ?
Grand sac de noix de coco o est il ?
a nalla pas trs bien
Et je chantai ma manire aussi :

Daka de cocondja le b ?!
Daka de cocondja l b ?!
Tout le monde dit :
Alors la ceindre est encore chaude ;

Dans la ceindre ils grillrent la banane
Cuirent le calulu, chauffrent lizaquente
Qui restaient encore pour le super

Jallai la croix du Bonfim Mesquita
Je chantai le super du Jeudi Saint
Saint, je ne ltais pas, Super Saint
Certes je chantai dans une mosque ;

Sao Tom et Principe est notre mosque
Ici je chanterai avec la voix du Christ, Mahomet ou Bouda
Sr que la fin de la croix changera
Mon super de notre esquita

[in CINZAS DO MADALA]

INTRODUO A PALAVRA

Gota a gota, nasce no monte o rio,
Cristalino, este ser assim fio a fio,
Molculas, pedra sobre pedra,
Escorregam feito gua entre rochas,
Tal e qual gros destas feita em areia,
Ou como fonema e ainda fonema,
Sons ngremes destacam sem peias
O ajuntar destas, numa concha,
Digo, palavras, tornam-se mensagem,
Esta divide o contexto em certeza e em dilema...
Ai! So assim estas gotas numa foz,
Elas teriam marcado margens?!
Elas passaram!... e deixaram que o registo se fizesse.

Gota a gota, pinga a pinga....
-Registo de guas passadas
So estes pingos de versos trigesimais[1]
Soltos, diversos, dispersos, manda a potica,
Ou mesmo sejam talvez apoticos-
Fica uma gerao de mensagem pingada,
Uma escuta malogra e minguada,
Ainda que se viole ou no a tica
De ontem no ser hoje, nada mais,
Seno em vez de descer, subia-se
Para depois voltar-se a descer,
Do projecto erros repetia-se e corrigia-se,
Nesta gota a gota a formar este rio
No parabenizar o percurso e o compadrio,
Enfim...gua desceu, desceu mesmo, nunca sobe...

Temos a a mais destacada mensagem
Ter trinta anos e celebr-los nesta margem
Onde pelejam peixes, imundices, alegrias na passagem,
Pelejam experimentar uma nica palavra
Independncia

[1] Trinta anos, ou seja trigsimo aniversrio

...

A PALAVRA EM GOTAS

Palavra,
O arado que a terra lavra
Proveito que se espera colher
Palavra faz palavra aparecer;

Palavra,
Palavra fez palavra aparecer
Na clandestinidade o que se obrou
O desejo da palavra apareceu;

Palavra,
Nesse desejo final aparecido
Quando se cumpriu o pedido
Independncia Total foi a palavra;

Palavra,
Independncia Total foi a palavra
O manifestar de uma e outra classe
De palavras no adoptar das palavras;

Palavra,
Assim , foi, e ser a mensagem
A autenticar-se obras na passagem
Por margens do ser autentico;

Palavra,
Palavra passa a palavra,
E neste tornar o possvel autntico,
Note-se, feitos doutros pases so idnticos;

Palavra,
Diz o povo a chuva que molhou o Damio
O Alexandre pode estar certo, no diga no,
A chuva tambm o h-de molhar

Palavra,
E no meio de tanta chuva o que se espera [va],
construir-se uma Ptria de Damio renovada
Com as mos, e mentes dos Alexandres controladas.

Biografa:
FRANCISCO FONSECA COSTA ALEGRE
, mais conhecido artisticamente como Francisco Costa Alegre, um dos bisnetos de Maria de Apresentao Fonseca San Plent cujos vestgios ainda existem na zona de b Lobata. San Plent ou seja Maria de Apresentao Fonseca teve dois filhos, um deles, seu av materno chamava-se Francisco de Jesus Fonseca em que os parentes em lngua materna tinham-no por Sum Zz Fonska.

Francisco Costa Alegre conheceu a luz do dia no dia 2 de Fevereiro de 1953, um dia antes, segundo narrao histrica, do incio do conhecido Massacre de 1953. Filho de pais humildes, Oflio Costa Alegre e Mnica Fonseca, sendo o Oflio sobrinho do primeiro poeta lrico santomense Caetano Costa Alegre, e a Mnica neta de Sum Zz Fonska que por sua vez era digamos, membro duma famlia que tinha por tradio a pratica cultural de exibio carnavalesca e teatral por pocas do Carnaval e da celebrao da Quaresma. Era muito comum nos quatro dias que antecedem o dia de Cinzas em S. Tom os irmos de Mnica desfilarem de quintal quintal cantando Carnaval.

Assim, inconscientemente este autor parece ter encarnado a vontade de um dia prestigiar a importncia da vida cultural e a nobreza dos seus ascendentes, transformando-se em um escritor na teia da instituio literria santomense.



Francisco Costa Alegre fez os seus estudos primrios na Escola Primaria de Santo Amaro que no perodo colonial se chamou de Escola Primria Almirante Lopes Alves e mais tarde no perodo ps independncia passou a ser conhecida de Escola Primaria Jos Leal Bouas. Note-se que Jos Leal Bouas foi um dos famosos professores da zona ou freguesia de Santo Amaro. Bouas foi um profissional contemporneo e colega de Dona Maria de Jesus, uma outra famosa professora me da poetisa Alda Esprito Santo. Talvez baseado tambm nesta imagem de fama seja a razo de em certo momento da vida deste escritor ele interessar-se pela carreira docente notabilizando o nome da regio de Santo Amaro. Embora ele declare no ser regionalista numa introduo das suas obras, como por exemplo, Mussand, o que se verifica um temperar cauteloso e explicito deste sentido de manifestao regional perspectivando um desafio entre a cidade e o campo, desafio esse que no exclusivo de S. Tom e Prncipe.



Para alm dessas influencias familiares e regionais que constitui o pilar da conscincia de qualquer ser humano para cumprir os ditames da vida, Francisco Costa Alegre enquanto frequentava a Escola Preparatria e o Curso Comercial da Escola Tcnica ao ler as obras de Alexandre Herculano, Almeida Garret, e outras relevantes cuja exigncia dos professores da altura recomendavam com rigor a interpretao e anlise, ele sentiu-se no dever de comear a escrever. Para ele, segundo as suas palavras, esta iniciativa trata-se de um dever para com a famlia em prosseguir a tarefa anteriormente anunciada pelo seu tio av. como se fosse um pai que ao abrir uma casa comercial, e aquando da sua morte este recomendar que algum da famlia ter que prosseguir a tarefa e mais nada



Mas a grande razo que parece ter conduzido o destino do autor foi o experimentar de uma paixo profunda por uma colega do seu bairro que ao ser incompreendido talvez no expor da sua mensagem amorosa, foi marginalizado por esta, situao que num feliz pressagio conduziu o autor a refugiar-se na escrita. Foi desta forma que comeou as primeiras obras lricas, explorando formas que vo de vilancete, soneto, conjunto de tercetos, etc.



Depois de efectuar os seus estudos liceais, Francisco Costa Alegre esteve em Bsanon, Frana, e mais tarde esteve nos Estados Unidos por duas vezes fazendo formaes que vo de Lingustica Comunicao Social, habilitaes que o facilitaram trabalhar na Rdio Nacional de S. Tom e Prncipe, no Gabinete do Primeiro Ministro como Assessor de Relaes Pblicas e Imprensa, Director de Gabinete do Ministro do Planeamento e Finanas, assim como no sector de Cooperao do Ministrio dos Negcios Estrangeiros onde vem fazendo carreira como profissional no quadro diplomtico. Enquanto esteve nestes pases, familiarizou-se com autores como Cervantes, Descartes, Diderot, assim como lderes remotos da Histria Antiga de frica



Porm, com a independncia, e comungando as manifestaes de luta pela identidade cultural nacional de um pas que acabava de nascer, o autor sofreu influncias de diversos escritores doutras ex-colnias portuguesas, e assim comeou a viver este momento produzindo obras para serem divulgadas na Rdio Nacional, nos Jornais murais e no nico Jornal Revoluo da poca. Depois do pas enveredar-se pela via de multipartidarismo proporcionado pela livre expresso de ideias e de imprensa livre e diversificada, este autor teve uma participao muito activa nos diversos jornais que surgiram como, Nova Repblica, Notcias, Labor, dentre outros, incluindo por ltimo o Jornal Cultural Bat Mon da Unio de Escritores e Artistas Santomenses [UNEAS] com artigos de crtica literria, e divulgao cultural.



mais evidente que s nos primeiros momentos da independncia que se fica a conhecer Francisco Costa Alegre como poeta ou escritor, atravs do poema Quando cair a Tarde, que mais tarde veio a figurar no seu livro de poesias Mussung, que nada mais na menos que um comear e um acabar ininterrupto e perptuo da vida de seres humanos. O autor divide-se entre poeta e escritor, preferindo mais ser considerado como escritor, tendo em conta a sua forma diversificada de produo artstica, que vai de poesia, prosa em forma de conto, em forma de investigao histrica, em forma de estudo da literatura, e at em certos casos, em forma de crtica literria como participao diversa em vrios jornais santomenses.



assim que o prprio Francisco Costa Alegre se auto-proclama de um escritor sem rosto, por falta de uma definio mas frequente no quadro da temtica artstica. Como afirmou um escritor brasileiro, Silvio lia, todo escritor no sentido artstico de produo de obras de esprito, um poeta, podemos chamar Francisco Costa Alegre de poeta tendo em conta este pressuposto enumerando as suas obras:







1] Livros



MADALA [Poesia 1991] constitui a primeira apresentao ao pblico em forma do livro do autor que como bvio transparece em termos de qualidade artstica, iniciante. Nesta obra o autor valoriza a sabedoria popular, enaltecendo o sentido do velho ser em frica um arquivo de conhecimentos. Baseado na palavra Madala oriunda de Moambique que significa velho, e em S. Tom e Prncipe representa talism, o autor aguarela o amor, paixo e ptria, conhecimento e cultura no quadro de defesa de uma nao.



CINZAS DO MADALA [Poesia 1992 1 edio, 2 edio 2004] parece ser uma obra em que o autor ao prosseguir a pisadas iniciadas no primeiro livro, este se interessou mais pela qualidade artstica empenhando-se em desenvolver valores literrios universalmente consagrados, como sonetos invertidos, tercetos, e vilancetes. Verifica-se neste livro ao interpretar-se alguns poemas, aquela vontade do autor em explorar de forma cautelosa e explicita, mas no extrema, a valorizao da sua regio de Santo Amaro, quando recorda um destemido senhor Ingls [Sum Nglgi], que enfrentou os polcias aquando do Massacre de Batep, assim como o sino da Roa Bela Vista, e a buzina Boa Entrada, agora inexistentes



MUSSAND [Prosa Fico 1994 1edio, 2 edio 2004] nesta obra o escritor desvia o ritmo de poesias para proporcionar aos seus fs um conjunto de contos intitulado de Mussand que tambm um dos contos inseridos no livro. Mussand j previa precocemente a explorao do petrleo que mais tarde tornou-se realidade. Mas o conto que parece ser muito apreciado pelos leitores no livro trata-se de Eroso que reala o desafio entre a cidade e campo, a valorizao e igualdade entre o homem e a mulher, assim como o intercmbio necessrio a ser trocado entre as ilhas do mundo. Ainda este conto, Eroso, prev a grande necessidade de se prosseguir com o sentido de proteco das ilhas do mundo face vulnerabilidade que esto expostas.



MUTT [Prosa Investigao 1998] retracta a Historia Antiga e Histria Recente de S. Tom e Prncipe de forma cronolgica. Porm esta obra no tem grande valor artstico, em termos de criao literria, tendo-o apenas no mbito de importncia exercida em trazer a luz atravs da investigao informaes histricas de S. Tom e Prncipe.



BRASAS DE MUTTE [Prosa, Estudo da Literatura Santomense 1998, 1 edio, 2 edio 2005] o autor faz um estudo analtico e critico dos autores santomenses, e em simultneo esboa uma comparao com conceitos de literatura aproveitando a oportunidade para dividir a literatura santomense que ainda incipiente, em trs partes que vo para alm da literatura oral [santomense], literatura da era colonial, literatura pr independncia, literatura ps independncia e teoria de Realismo Futurista.



MUSSUNG [Poesia-2002] uma obra implicitamente quase autobiogrfica, destaca por um lado a luta ainda entre a cidade e o campo, marcando assim a vida de um rio [o Mussung, algures em Manhano, regio de Santo Amaro,] que nasce e desaparece em toalha de gua e no chega a cidade, cidade que consequentemente teve uma cinema que nasceu e esteve quase a morrer at altura que se decidiu reconstru-lo.



CRNICA DE MAGODINHO [Prosa 2004] - Trata-se de um conto que exalta a bravura de uma mulher que chegou a ser Presidente da Repblica do seu Pas, S. Tom Prncipe. Numa viagem em pleno ano de 1995, para os festejos da investidura do primeiro Governo Regional na ilha do Prncipe, um barco de nome Tropical carregado de vveres, de negociantes, e gentes querendo assistir a festa parte do porto de S. Tom em direco no dia 27 de Abril. A pequena embarcao perde o contacto com o centro de controlo do porto de S. Tom devido a uma avaria no sistema dos motores. Fincando a deriva durante vinte e um dias sem que fosse visto por avies e barcos, no vigsimo primeiro dia uma mulher de nome Coragem agarra num livro que supe ser a Bblia e dirige-se a proa para ler um dos seus livros escritos por S. Paulo. Depois da leitura de um pargrafo aos presentes no barco, a rapariga cai no estado de transe e viaja imaginariamente at ao ano 2030 do sculo XXI onde encarnada numa outra mulher concorre s eleies presidenciais e vence. Quando teria tomado posse e aprestar as declaraes ao pblico e a imprensa volta de imediato ao seu estado normal, reparando que ainda se encontrava no sculo XX, num pais chamado S. Tom e Principie a procura do sculo.





SANTOMENSIDADE [Prosa 2005] trata-se da retoma de um assunto abordado no Jornal Nova Repblica n 62/93 de 1993, lanando ideias para o estudo da sociologia santomense. A sociedade santomense sendo uma fuso do tradicional e do moderno, na poca universal e eurocentricamente contempornea o seu estudo deve ser mais ou menos histrico, porque como substncia ainda no possui elementos capazes de defini-la em termos sociolgicos como cincia, ela encontra-se ainda na sua fase mestafsica. A santomensidade arrasta consigo a dicotomia de criao do Homem Novo por um lado, e por outro a manifesta definio ou redefinio da identidade santomense.



A CIDADE DE S. TOM - A Cidade de Todas as Esperanas trata-se de um reportria sobre a Cidade de S. Tom, uma das capitais mais antigas fundada pelos portugueses. Do passado colonial ao passado dos primeiros anos da independncia, at ao momento da apresentao do livro [22 de Abril de 2008], foram vrias as transformaes verificadas num cidade quem tem um rosto apenas diurno, onde a vida nocturna no existe.



LATITUDE 63 [Prosa Romance, 2008] Atravs do fascinante mundo dos nmeros, tem-se a oportunidade para experimentar um mundo onde a miscegenao e a origem das ilhas assentuam a convivncia das pessoas. Num mundo moderno ultrapassado do sculo XX a entrar no sculo XXI, a internet faz com que uma mulher santomense entra em contacto por coincidncia com um mestio nos Estados Unidos, que por sinal descendente de S. Tom de origem moambicana. A mulher que divorciada do seu marido santomense, convida o americano com quem cultiva nova paixo a vir a terras do Golfo da Guin, fazer uma palestra sobre o turismo. Em S. Tom, surge escaramuas, o americano baleado pelo marido santomense, mas sai ileso da contenda e regressa aos Estados Unidos acompanhado da sua apaixonada e mais os seus trs filhos.



ALDA GRAA ESPRITO SANTO: De l no gua Grande Mataram o rio da Minha Cidade [Prosa em jeito de Crtica Literria 2008] Num trabalho de investigao, o livro tece consideraes relacionadas com a vida artstica e poltica desta figura feminina nmero um do nosso pas. Numa relao compartiva com diversas mulheres do nosso pas e no s, destaca-se no rol da descrio em que o sentido vulnervel dos rios surge em destaque, nomes de mulheres como Alda Bandeira Vaz da Conceio, Inocncia Mata, Alda Melo, Alda Vera Cruz, Maria das Neves, Mirian Makeba, Wangari Maatai, Madre Bahkita e muitas outras mulheres.

Como a vida desta Senhora relaciona-se muito com a vida da cidade e a vida dos rios ou guas, como que se diz em S. Tom e Prncipe, uma nota de destaque surge apontando o Rio gua Grande que tal e qual os outros rios existentes no pas e neste mundo fora, procura sempre atingir a cidade, que pode ser um mar, um oceano, ou um outro rio que em conflncia, chegam a mesma cidade que pode ser outro rio ou um aceano perto. este o caso que trs rios que servem de prtico do texto que homenageia a Alda Graa Esprito Santo: rio gua Grande, gua Mussung e gua Paltio.



2] ENSAIOS [Dentre outros destaca-se]



De Almada Negreiros Sum Canalim [Nova Repblica]

Numa comparao de dois filhos santomenses produto de pai europeu e me africana o autor faz uma comparao destes baseado numa frase que Almada Negreiros exprimiu numa das suas obras: A Arte no vive sem Ptria do Artista reconhecendo a importncia a exercer no aprender, e aquilo que o artista aprende e transmite.



Aito Bonfim De Berlinizao ou Partilha de frica Suicdio Cultural [Nova Repblica N. R.1993 ]- O escritor santomense Aito Bonfim quer tenha comeado a carreira com poesia, ele no nada mais nada menos que um escritor trgico. Aito Bonfim um escritor de Tragdias como Baltazar Dias, o autor atribudo como o produtor principal da Tragdia de Marqus de Mntua. Do seu livro Berlinizao ou Partilha de frica at ao Suicdio Cultural em que o tema central versa-se sobre a identidade cultural de frica, compreende-se que ele tem mais jeito para tragdias que comdias, embora nessas tragdias ele expresse algo de satrico.



Galileu: O Perdo de Santo Ofcio [Bat-Mon 1999]

O Grande cientista italiano Galileu foi condenado pela igreja H mais de 400 anos por ele, segundo a igreja na altura no concordar com a sua opinio da posio da terra em relao ao sol. Baseado numa solicitao dum perdo feito por um escritor brasileiro proposto ao Papa, o autor faz a ligao com interpretao de Tristezas No Pagam Dvidas, nome do livro de Jernimo Salvaterra, outro escritor santomense.



A Ilha do Prncipe e a Teoria de Einstein [N.R. 72/93

A partir de uma publicao sobre o assunto no Jornal portugus Expresso o autor debrua-se sobre a teoria de relatividade. A teoria de relatividade de Einstein foi comprovada na ilha do Prncipe em 1919 no decorrer dum eclipse do sol. O marco ainda existe. A importncia dada a cincia para proteco da prpria ilha e no s.





CANECO: Um Passatempo de nvel [N.R. 65/93]

Trata-se de um documento publicitrio convidando os apreciadores a visitarem este recinto de dana que na altura era um dos que se assemelhava as pistas de dana modernos



Teatro Santomense: A Boda de Prata Musical [N.R. 59/93]

O teatro santomense idntico a outros teatros do continente africano composto de diferentes peas que formam o conjunto alegrico de diverses muito frequentes por ocasio da Quaresma. No fcil at ento preservar esta manifestao cultural em desuso. o dramaturgo Ayres Verssimo Major que se presta atravs da Direco de Cultura esta manifestao folclrica.





15 Dias de Regresso ou Viagem a Minha terra [N.R. 62/93]

A escritora santomense Olinda Beja uma Luso-Santomense que tem experimentado fazer a ligao entre a terra do seu pai europeu e terra de sua me produzindo obras que vo desde poesia at crnicas. O livro 15 dias de Regresso espelha o estilo duma crnica quase igual a da crnica de Almeida Garret, Viagens a minha terra.





Baladas do Amor ao vento; livro de Paulina Chiziane [Noticias 66/93]

Trata-se de uma escritora Moambicana que compara o mundo como a mulher que tem aquele centro vaginal que produz seres humanos, e este centro ~e to vermelho como o centro do mundo.



O Santomense no Reino do Livro e da Leitura [Bat Mon n 4]

Numa perspectiva comparativa do perfil do escritor que necessariamente pensa-se que seja um orador, sem se conhecer o rosto deste atravs dos seus escritos, o autor aproveita a oportunidade para tecer consideraes sobre a vida literria santomense, as bibliotecas, os hbitos de leitura, dentre outros...



Rufino Esprito Santo: O preo da Palavra [Bat Mom N 0/94]

Baseada numa palavra qualquer que pode ser consultada num dicionrio o escritor Rufino pretende dar a importncia ao amor que pode existir num dicionrio ou no. O que certo que a palavra que se confiou na ocasio de que o livro foi escrito desapareceu fatalmente do dicionrio.







Peneta: Sacramento Neto, Padre e Escritor [Notcias 1993]

Fidelidade e igreja so os maiores destaques do autor e padre.

Peneta na lngua local significa planeta ou destino que nasce com cada ser humano. Neste livro o escritor Sacramento Neto

Perdoa uma mulher que na necessidade de dar o seu marido um filho comete adultrio.



Pag Ngun: Da crioulizao Literatura [Notcias 1993]

O notvel surto que, nos ltimos anos, assinalou o estudo das chamadas lnguas crioulas ressaltou de dois factores: um externo, scio-histrico, e outro interno propriamente linguistico. Quando o Holands Dirk Christian Hesseling em 1934 estudou o crioulo das ilhas Malaio-Polinsias das ndias Orientais, ele entendeu este surto como um smbolo de procura e conquista de identidade poltico-cultural dos povos. Ele viu a questo linguisticamente como tendo um longo ou curto percurso que vai de pidginizao, crioulizao at a fase mais avanada que a descreoulizao. Este ensaio analisa o poema de Amadeu Quintas da Graa, um escritor em lngua nacional etno-cultural, que retracta duas fases da evoluo das sociedades crioulas.



Da Nacionalidade Santomensidade [Nova Repblica 1993]

Trata-se de anlise de um assunto bastante polmico como a nacionalidade no mbito jurdico e cultural. Todo o cidado do mundo tem o direito de submeter-se a nacionalidade que quiser. Entretanto ao assumir essa nacionalidade presume-se estar pelo menos tacitamente obrigado aos deveres e direitos de ser um nacional da referida nao. Foi este Artigo que esteve na base da publicao do livro SANTOMENSIDADE.





20 DE JANEIRO: A ESTAMPA TRPLICE DA MEMRIA [Jornal Correio da Semana 2008]

Ao comemorar-se o 20 de Janeiro, dia do nascimento do escritor santomense Francisco Tenreiro, que conheceu a luz do dia em 1921 e faleceu em 1963, surgiu um momento singular para se assinalar vrios outros eventos que ocorreram nesta da de 20 de Janeiro em vrios outros anos. Foi um momento para se destacar a importncia da memria







DO MACHADO DE GUERRA FLECHA DE DEUS [A Paz Necessria Procura-se] Correio da Semana 2008

Aps um guerra poltica desenfreada entre os diferentes partido polticos e mesmo o mais alto orgo da soberania, o Presiedente da Repblica, que resultou na queda do ento Primeiro Ministro Patrice Trovoada, o Presidente Fradique de Menezes pede que todos os santomenses enterrem as frvolas e as catapultas. Que enterremos o Machado de Geurra disse . Trata-se de uma nlise cronlgica dos diversos acontecimentos que marcaram a existncia do Estado democrtico santomense.



DO INTELECTUAL INTELECTUALIDADE [Correio da Semana 2008]

Numa resposta ao confronto que se vive entre o saber e o ter, entre o fazer e o ser, surge uma tentativa de definio do to polmico tema que ; O Intelectual como se o mundo fosse exclusivamente feito s de intelectuais, ou por outro, se o mundo pudesse sobreviver sem intelectuais. Foi um momento para se destacar a intlectualidade africana em diferentes pocas.



A ILHA DO PRNCIPE ENTRE A FSICA E A MATEMTICA [Correio da Semana 2009]

Ao comemorar-se os noventa anos da obssrvao de um Eclipse do Sol ocorrido em 29 de Maio de 1919 na Roa sundy, conforme previsto mediante o teste da Teoria de relatividade de Einstein, assim como ao celebrar-se tambm os 400 anos da observao telescpica de Galileu Galilei, a Ilha do Prncipe passa a ser o ponto central das festividades, ligando este frenesim at a cidade de Sobral no Brasil, onde ocorreu tambm em 1919 no mesmo dia o teste e a observao telescpica.



REPUBLICA DEMOCRATICA DE SAO TOME E PRINCIPE
AFRICA
Francisco Costa Alegre
E-mail:


phakxiquo@hotmail.com.

 

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