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Marinaldo de Silva e Silva
Nacionalidad:
Brasil
E-mail:
Biografia
GARATUJAS
medida que escolho creso.
medida que envelheo, colho.
So essas duas medidas que me vestem.

medida que me despem, chove:
Sustentao;
Contemplao;
Atrevimento;
Indagao;
Aniquilamento.

Despir-se revelar-se ou esconder-se.
As idias despidas no tem tamanho.
Os sonhos despidos no tem pesadelo.
A fera despida nada mais que um colibri.
E esta fera pode ser o medo, pode ser a dvida,
pode ser o libi que dar sustentao ao venc-la.

Estamos constantemente entre um processo ocioso e criativo.
No princpio as figuras no tem forma, as formas no tem medida.
Vamos nos deparando aos cinco anos com fbulas verdadeiras,
aos sete, com indagaes e com perguntas,
aos doze, com sustentaes que mostram que de certa forma, o ledo engano,
foi necessrio para desenvolver nossa capacidade de medir,
se surpreender e encontrar novas perguntas.

Evolumos no trao, nosso desenho melhor aos quinze anos,
aos trinta, o risco pode parecer o mesmo,
mas a figura que aparece outra, fruto das novas idias,
duma maneira diversa de se universar.

Nos deparamos no envelhecimento com novos aprendizados.
E depois, no limite fsico e cognitivo a que nos submetemos,
nos vemos novamente aos cinco anos,
acreditando em fbulas,
desenhando novas garatujas,
descrevendo anjos como cada qual acredita.

Aos noventa, aos cem anos, novos tons tem as cores primrias,
Novas categorias o olho,o olhar e, a arte.
Novos conceitos a modernidade,
a religio e a filosofia.

Nessa idade, tudo pode acontecer!
E o anjo observado,
a primeira manifestao do quanto podemos criar.

Para sermos recriados!

OUA

Caio na vazo dos poemas antigos,
Grito epifonemas,
Minha voz faz eco,
Faz oco,
Quanto mais eu grito menos domnio tem minha palavra.

Nascido do coice, crescido na picada,
Somando um quase e um nada
Leio meus temores antes de dormir.

Culpa tem o meu desmonte,
Quando o vejo:

Corao no meu,
Uma escada no lugar de perna
Uma algema no vis das mos
Ao invs do olho um retr-visor:
Tudo que vejo parece velho,
Outros j viveram antes de mim.

O amor mefafora.
A dor tenta fazer o mesmo mas combina tanto com o primeiro sujeito
Que de bom grado respeitar o agrado
Da poesia causal desse objeto direto
Nocaute direto -

No peito que ningum escuta.

AS POESIAS DE AMOR ESTO EM DESUSO

Roda. Mi. Tritura. Usurpa.

Cospe:
Ndoa.
Lquido.
Caco.
Entulho.
Recicla. Constri.

Se di:
Se ri,
se doa!

Ento faz:
Estrada. Vento. Alegoria. Engenho.

Engendre. Engenhe o fim.
Raspe:
O alpendre.

Desabe.
Fatue.
Fornea.

E depois conclua:

Do que vale o adiante
em sucumbir dor de descobrir
que uma vingana o estacionamento
do rir.

biografia:
Marinaldo de Silva e Silva


Escritor, cronista, colunista, poeta.
3 Livros publicados;
4 livro com previso de lanamento para ms de Junho/2010.
Contador de histrias, para crianas e ancies [profissionalmente] e para todos [como apreciador de bons ouvidos e belas palavras].

mdesilvaesilva@hotmail.com

 

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