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Mrcia Cristina Lio Magalhes
Nacionalidad:
Brasil
E-mail:
Biografia

Fragmentos

Do tempo sou o vão das horas espaças entre um ponteiro e outro
Da margem do rio que leva em pedras
Rochas pequenas apavoradas d\'onde hão de ir...
Da gaivota que sobrevoa oceanos
Sou asa quebrantada pairando no ar
Das flores que borboletas silenciosas teimam beijar...
Sou o pólen que flutua cintilante na aurora das manhãs
Rosa caída, esquecida no espaço laço de algum divã...
Sou deserto, perto longe dos incertos devaneios
Da boemia solta pelos dias das noites do teu coração
Sou imensidão...
Sou verdades das mentiras flechas do arqueador
Das palavras sou a vírgula exata que você amou...
Das montanhas sou a curva íngreme dos teus beijos
E invejosas as estrelas miram meus desejos...
Também fui mar
Arpoador...
Fui areia melindrosa e cheia de receios
Fértil terra, lua mansa sem rodeios
Hoje sou grão, pó de sentimentos
Simples cidadão
Perdido, nas ruas do vento...

*****************************

Amo-te

Amo-te por cada gesto
Pelo colo que me abriga
Pelo silêncio que ocupa a vida
Que preenche o meu vazio

Amo-te
Pela saudade que me causara
Pelo adeus que jamais separa
Aquele beijo em meu rosto frio

Amo-te
Por cada lágrima enfim perdida
Na noite vaga da despedida
Sob os olhares da solidão

Amo-te
Sem pedir nada
Sem nenhum receio
Amo-te hoje
Amanhã, pra sempre!
Porque sem ti
Tudo é passageiro...

Amo-te
Calma e desesperada
Amo-te só ou acompanhada
E nos teus braços sempre me perco

Amo-te
E te prometo fidelidade
Porque és tu
Minha outra metαde
Na dança calma da solitude

Amo-te
Porque és sol
Vento, tempestade
Tu és deserto, água cristalina
És fogo ardente
Da minha inquietude...

Amo-te
Tão ferozmente
E avassaladora
Que entre céus
Sou-te protetora
Da face amarga das ilusões

Amo-te
No mar sem porto do meu coração
No risco eminente de um vulcão
Nesta página branca acolhedora

Amo-te
Um amor calmo e silencioso
Que em estrelas faz acender
No céu por vezes desconfiado
Vivo por ti
Pra me compreender

Na funesta noite
Hão de cerrar meus olhos
Em sono eterno
Hei de amar-te
Mágica poesia
Até que me beije a morte...

*****************************

Pedido

E a mão que afaga esquece os olhos,
Ludibria a sede da solidão
Pois se bebe o gole das amarguras,
Gota a gota, chão a chão...

Ainda que a vastidão das horas
Percorra a estrada da oração,
Melhor sorrir à pena amarga,
Deixar pegadas na imensidão...

Das cinzas que te lanças
Por sobre abismos da espera
Voam a sabor do tempo, sem direção.
Fugaz adaga, traiçoeiro destino
Aprisiona o menino, que é meu coração...

Mesmo que habites a morada do altíssimo,
Passando pela vida, sem pretensão,
Declama pois em verso, as lágrimas do meu grito
Segura uma vez mais a lápide das minhas mãos...

biografia:
Márcia Cristina Lio Magalhães

Mineira de Capelinha, filha de pai Professor e mãe Contabilista.
Administradora de Empresas por profissão, Pós-Graduada em Gestão Empresarial, trabalha na área de Consultoria Financeira em empresas de diversos segmentos. Nas horas vagas, escreve contos, crônicas, poesias.
Mudou-se para São Paulo com a família em 1983, fixando residência em Santo André.
Desde Fevereiro de 2009, possui um blog na internet, o qual já ultrapassou mais de 20.000 acessos. Através do site Poetar é Preciso [http://marciacristinaliomagalhaes.blogspot.com], vem divulgando seus textos mundo afora. Faz parte da REBRA - Rede de Escritoras Brasileiras, da Rede MURAL DOS ESCRITORES, do Portal AMIGOS DO LIVRO, e da ACADEMIA FEMININA DE LETRAS da cidade de Fortaleza, no Ceará.
Diz-se apaixonada por motos desde criancinha; aprendeu pilotar aos 17 anos e não parou mais. Dos muitos sonhos, um - que carrega há tempos - conhecer Machu Picchu, no Peru, de moto, e desvendar estradas de rípio até onde a vista alcança...
Aquariana, com ascendente em escorpião. Diz-se exigente, brincalhona, mimada, generosa. Apegada a família e aos amigos. Já participou de algumas Antologias, e este ano, Lançará seu primeiro livro solo na Bienal Internacional do Livro em São Paulo.

marciamagalhaesbr@yahoo.com.br

 

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