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Jos-Augusto de Carvalho [Cnsul - Viana do Alentejo]
Nacionalidad:
Portugal
E-mail:
do-verbo@sapo.pt
Biografia

José-Augusto de Carvalho  [Cônsul - Viana do Alentejo]

Este texto foi escrito para O Fórum dos Mestres Aprendizes, a pedido do PoetAmigo Daniel Cristal, e considero-o definitivo para publicação em todos os locais onde seja acolhido.
1. No século XX, fui registado com o nome de José-Augusto, oriundo de uma das muitas famílias Carvalho da Região do Alentejo; Na Idade Média, fui Tuphy Mass, um dos cavaleiros da Moirama, oriundo da Palestina; ainda na Idade Média, fui Gabriel, um dos escravos da gleba, oriundo do domínio de Fochem.
2. Hoje , sou José-Augusto de Carvalho, mas também Tuphy Mass e Gabriel de Fochem.
Tuphy e Gabriel reviverão se José-Augusto souber merecê-los.
3. Sei ler, escrever e contar.
Excepto quando criança, comi sempre o pão amassado com o suor do meu rosto. Nunca traí ninguém, mas fui traído algumas vezes. Fui sempre amigo desinteressado de quem me quis como amigo. Servi sempre a amizade; nunca me servi da amizade.
Para mim, o Amor é a sublimidade da Vida. E o bem maior da minha vida.
4. Escrevo desde que sei escrever. Leio desde que sei ler; antes ouvia ler. A minha infância foi embalada pelas lendas das Mil e uma noites. Talvez devido a essa influência, adoro ler Poesia e tento escrever poesia. Do que escrevo, há quem goste; e há quem não goste. Não sou nem quero ser senão o que sou e sempre fui.
5. No meu mar de sonho, cá vou, de naufrágio em naufrágio, perdendo-me nos braços da sereia que está sempre à minha espera.
6. Como ser humano, sou da Humanidade. Como terráqueo, reclamo-me da Terra toda.

O Tríptico do Mar
[Homenagem a Bartolomeu Dias]

1

Não são irreverências de poetas...
Não são os esplendores de estro e mito...
São as angústias prenhes de infinito
tremendo nas agulhas inquietas...

Além da terra finda, o mar aberto!
Só ondas cavalgadas pelos medos
traziam melopeias e segredos
de anseios de alma de um sonhar desperto.

Ao leme, um tempo exacto de epopeias
cantando em versos puros a romagem
ao templo do sem fim que além chamava...

Nas velas enfunadas, luas cheias
deitando no convés a nívea imagem
do sonho que era vida e que tardava...

2

Na pátria que ficara à beira-mar,
chorando sobressaltos malsinados,
os cortesãos, no Paço aboletados,
trovavam indolências de folgar.

Senhores de cidades e de vilas,
em mesas de abastança e bem-nascer,
somavam as parcelas de outro haver,
douradas de horas fúteis e tranquilas.

Ah, pátria dividida em dor e gula!
Ah, sonho adulterado por intrigas!
Ah, carne à sexta-feira, paga a bula!

Ah, pátria de sofridas aventuras,
que importam tantos sonhos que persigas,
se atracas sempre ao cais das amarguras?

3

No peito vão os cabos, vão as ilhas,
as terras, os padrões, o sonho erguido...
Agora resta o mar desconhecido,
promessas, perdições e maravilhas.

Ah, ébano africano, não escondas,
além de ti, os cravos e as pimentas...
Se temo, não recuo ante as tormentas
que emergem tenebrosas destas ondas.

Termina ou não em ponta a terra vasta?
Aonde o Cabo Sim abrindo o Leste
que banha de arrebois a minha vida?

Ah, sonho de uma pátria! E o sonho basta!
Nas tuas mãos deponho o que quiseste:
a rota da visão apetecida!

5/6.Setembro.2004

Nota histórica:
Bartolomeu Dias dobrou o Cabo das Tormentas, como o chamou, em 1488.
A este mesmo Cabo, chamou o rei D. João II, Cabo da Boa Esperança,
porque alentava a esperança de chegar à Índia por mar.
Bartolomeu Dias ali morreria, em 1500, quando naufragou o barco que comandava
e que integrava a esquadra de Pedro Álvares Cabral.


 

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