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Fabrcio Avelino
Nacionalidad:
Brasil
E-mail:
Biografia

2
quem faz, assina
a farsa, sina
se fala, opina
se cala,
afina.

4
quando nasci
também me
veio um
anjo

inssureto
rouco
mouco
só.

daí me senti
meio
pouco
meio pó.

7
soa uma gota
de suor sobre
a pedra fria,

a ponto de
pender sobre
um cume
qualquer

sua
companhia.
<

Hai- Kai’s

i
o sorriso mudo
no princípio fez-se só
e enlaçou-me em nó.

ii
apenas um trago
pra aproximar do seu
meu sabor noturno.

iii
me abre as portas de
uma morada nua
da presença sua.

iv
sua teu minuto
pra fazer nascer um homem
que haveria em mim.

VERTICAIS
i
uma fissura
compromete
a fala
que de medo
agride e
cala
um grito quebra
a noite
a pele sua
ainda é cedo
quebra-se
repete
a boca nua
e
finda

ii
um rio
calmo
e profundo
escorre-se
sobre

seus ombros
cândidos
alvos
ávidos
inundo
meus
olhos
no cabelo
que lhe esconde
a face
e
rio.

iii
meu corpo
dorme
de medo
do que
pode vir
a
ver
diante de
um
espelho
nu
e
calado
antes só
que por
mim
acompanhado.

iv
você precisa

saber
videverso

fazer
videverso

obedecer
videverso

você precisa

agir
videverbo

sair
videverbo

existir
videverbo

você precisa
se abrir

videbula.

v
um tapa
o grito

um surto
o agito

taqui
cárdico

a confusão
o rito
tabu

a tosse
o ar que
me falta

o beijo tardio
a mulher que não veio
um tapa na noite
a
fio.

vi
ocupar espaços
tanto frio
tanto vazio

se pende o fio
a trama se perde
e tece abismos

mais um passo
e fecho
o
livro.

vii
largo de lado
o jornal de ontem
coisas de interior

o café se
esfria na caneca
e penso uma rima

o dia começa
conto os pássaros quintal
quanto barulho
quanto horror
quanto humor
logo cedo.
e cedo

viii

tudo muda
furta cor
e tudo cinza
na hora
da dor
o dia,
embora
azul,
beija solene
a pele
da flor.
mas,
tudo muda.

ix
esta manhã
fosca
me endurece
os dedos
que tateiam
um corpo
frio
e pálido
dor matizada
num
sorriso falso.

x
fumaça e neblina
se misturam
enquanto meu corpo
treme e as
cinzas caem sem
que eu bata
o gosto é ocre, a
janela aberta
os olhos não mais
verdes
turvos
o trago, branco
como um câncer.

xi
veludo frio
úmido
vermelho
teso logo de
manhã
bem cedo
sorvido o
dia
amanhe
cido
a
seco.

xii
um feixe,
linhas e
borrões
amarelos
ultrapassam
a neblina
densa;
deixa minha
retina
tensa
retinta as
pupilas
cala a íris
...
pensa, logo...

abrício Avelino
www.pontoevirgula.net.br


biografia:
Fabrício Avelino

Professor, licenciado em Letras pela UFOP, poeta com o terceiro livro no prelo, desenvolve projetos de difusão e criação de poesias voltados para os mais diversos públicos. Suas primeiras publicações [independentes], Pequenos Frascos [2005] e Um Gole de Alphorria [2006] foram bem aceitos pelos leitores [se bem que são amigos, né!] e o próximo, De Pontos e Vírgulas vem a público em 2010. Atuou em gestão pública de cultura, em Barbacena- MG e se dedica, atualmente, à PLATAFORMA CULTURAL PONTO & VÍRGULA, de divulgação de poesia. www.depontosevirgulas.blogspot.com

prof.fabricioavelino@gmail.com

 

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