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Fernanda Ferreira [Cnsul - Sintra Sul]
Nacionalidad:
Portugal
E-mail:
Biografia
FRICA

Sento-me neste varandim de madeira,
Olhando esta imensido de terra
Quente, suada, queimada,

Vermelha!

E olho estas cores que no vejo,
Neste fim de noite mais aluarada
Pressinto-as no cheiro, sei-as de cor,
Quase as defino no mapa dos nada.

Porque realmente eu nada vejo!
Nem tenho varandim sequer!

S recorro s memrias e ensejo,
Da medida que os sonhos tiverem.

SENDO PSSARO

Desliga-me dos sentidos,
Deixa-me pairar
Flutuar como se fosse gua,
Mas sendo ar
Voar como os pssaros,
Mas muito mais alto,
Subir como em ti,
Sem sobressalto;


Vestir-me de estrela,
Banhar-me de luar,
Andar pelo vento,
E continuar a flutuar
Furar as nuvens,
Subir aos cus,
E deixar um rasto
De manto com vus;
Para serem as guias
Para saberes onde vou,
E se to alto subirias,
Desliga-me o boto,
Aquele do Amor,
E vem s flutuar
Sentir este sabor,
Dum amor sem razo.

De: Fernanda Ferreira

NO FINAL

No me acolchoem de prolas,
Com preguinhas desenhadas
Por mos finas de habilidosas,
Nem com rendas feias de speras;
Que me fere esse tratamento.
Muito menos em tbuas de luzir,
Com ferragens de no abrir!
Nem ramos de grandes rosas;
Que a isso no sou sensvel,
Dar-lhes tal definhamento.

Deitem-me devagarinho
Sem difanos vus,
Sem mos cruzadas
S ladeando meu ventre
Que grande paixo pariu!
E sendo a razo maior,
Abracem-me os seus amores
Mas sem grande gentio!
Pois deixem-me descansar,
Que nem sei j de qu,
Nem por qu?!
Mas preciso desse tempo!

E deixem-me seguir
Envolver-me no calor de afago
E assim ficar diluda
Para depois me misturar,
Nos gros do p duma estrada,
Dessas por onde me fui vendo
De to alegre cansao
E me misture solvendo
Sem memria, nem trao!.

de: Fernanda Ferreira Abril 2009

DE PENAS VOANDO EM MIM

Sou um pssaro, por que no rvore?
Se fosse rvore teria razes, tradies, limites.
Eu sou livre de fronteiras, aponto ao universo e solto os sonhos.
Descanso por aqui e por ali.
Apoio-me nas estrelas e deito o olho aos co$3>$3>$3>s.
Deslao amigos, porque sigo viagem [ou me fazem seguir] e volto a encontrar outros e outros, sempre.
Empunhei cruzadas, fui apanhada em guerras, rompi limites e tomei as dianteiras.
Tambm criei amores e harmonias que num salto de voo solitrio levo-os em mim.
Ausento-me das memrias sofridas, dos desamores e das dores deste corpo que por vezes no comando.
Refao-me.
Vou sentindo que quando o corao se deita demansinho, o silncio dele para no perturbar, o sorriso dos sorrisos que tentei ir semeando.
Repasso os anos e junto-os em dcadas de vida, so seis.
Seis, conto-as e suspendo-me
Apesar de nelas no conseguir encontrar vida que no tenha sido feliz.

Um dia, quando todas as linhas da nossa existncia se forem cerzindo at completar a pea que somos e que se quer de bom tecido, formato e corte, percebemos que tudo fez sentido.

Despojadas do ter, s vai sobrar o Ser e, assim passamos perpetuidade
E atravs dela, tambm vamos formar a histria do Homem na Humanidade.

DE: FERNANDA FERREIRA auto-vida

Biografa:
FERNANDA FERREIRA


Desde Outubro de 2009 que me iniciei como diseur das minhas poesias [ e no s] num estilo muito prprio que tem agrado.
tambm consta:
- incluso de poesias nas Revistas do Montepio e Cofre do Estado [ cem milhares associados], Jornal de Sintra com entrevista 'Revelao Freguesia'; convidada especial do grupo de Poesia da poetisa Maria Emlia Venda de Linda A Velha [ diz-se poesia no Palacio Marqus de Pombal- Oeiras e no teatro Lurdes Norberto; convite para Homenagem a Maria Almira Medina- dign poetisa de Sintra- [ e minha amiga recente] Pelo dia da Mulher com poesias minhas ; Vrias apresentaes no Museu Leal da Cmara e organizao dos eventos; poesia dita na Biblioteca Carnaxide; convite para o teatro Som Letras Queluz para projecto de Poesia; Convite para espectaculo de poesias minhas e Fado em Tomar; Convite para poesia na USMassam e Junta de Freguesia; Bar 87 [ s convidados no dia da Poesia] ; convite 'poesia ao jantar' para um partido poltico; Convite para filme comemorativo do dia da Poesia em Sintra.
Convite do Montepio para concorrer com ensaio sob tema: 'Pobreza e excluso Social'. Convite para Palcio das Galveias e vrios locais.
Escreve com a alma, desnuda-se por sensaes, por mensagens e enfeita a vida!
Numa viagem de muitas vidas..
O amor escrita sempre presente e crescente, a necessidade de tornar as palavras mais amaciadas, as metforas mais acentuadas, fazer dum sorriso um mixer de emoes, provocar sensaes para lugares mais habitveis, numa maturidade da criana que sempre a habitou, dando aos leitores a possibilidade de sentirem sons, cheiros, movimento, beleza directa e incisiva, com muita proximidade e transporte.
Fernanda Ferreira

fernanda18ferreira@sapo.pt

 

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