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Evan do Carmo
Nacionalidad:
Brasil
E-mail:
Biografia
A morte da Razo

Eu h muito navego deriva
reconheo que inseguro
confiar na viso cansada
da minha velha conscincia.
Inconsciente eu vivo
num mundo que perdeu
seu objetivo... Mas,
quem no sabe para onde vai
que importa o caminho a seguir?
O perodo de paz que outrora vivemos
nem sempre nos salvar do futuro turbulento.
Superar-se, eis a nica razo para que se vive
apenas o criar pode iludir o alquimista
que perdeu a frmula do seu amor
pela criao... Eis me aqui, poeta vencido
o lirismo das almas doentes acometeu-me de raiva
mordo tudo e todos, cuspo as faces dos que riem,
dos que brincam de ser feliz...
70 Evan do Carmo O Cadafalso
Eu, o filsofo que pensava subjugar o velho
poeta ocioso... Perdi a luta. Diz Ariadne que
no sou um deus, por isso ela deve me amar
porque me assemelho a uma criana
que se perdeu ao ir escola...
Uma criana que ainda precisa
de colo, de afeto maternal, de um abrao
desinteressado, de um bombom...
Poeta que diz vcio no possuir
que no faz poesia se no lhe sorrir
o espectro da solido...

Que metα a fsica

Insgnias do mal resplandecente
Com mensagem-morte, diz amem
Reverbera um eco desistente
Por entranhas e abismos do alm

Numa nuvem de ter inextinguvel
O esprito vagueia debilmente
De viver averso, lgica falvel
Com af de gozar inconsciente.

Sendo fato concreto, abstrato
Guerra humana, infmia, real
Toda pedra lanada para o alto
Cair na cabea de um mortal.

Atrada ao Cadafalso vai pendente
Que invs de viver mata sem luta
Formiguinha faminta no pressente
Que vital para o mal no ter culpa

Carregando a sina da comdia
Avante, segue. O medo j passou.
Perseguido pela lgica da tragdia
Ao FANTASMA da desgraa se entregou.

Corre poeta, faz outro poema ou ento ters mil anos de maldio... De improdutividade.

A trilha obscura

Segue o verso e o teu destino
No importa sada, s chegada
Um perfeito caminho desatino
Como flecha lanada no escuro
Tu despertas a lua e a tua amada.

Ela dorme em sonhos nebulosos
S um verso primoroso a acordaria
Uma ninfa ignara dos prazeres
Separada dos vcios dos mortais
Mutilada por grande tirania.

No santa de crena no nasceu
No comunga da carne o gosto vil
um anjo errante pelo ter
Supra luz que das trevas emergiu.

biografia:
Evan do Carmo


Jornalista, poeta e filsofo. editor da revista leitura e Crtica... Autor de 6 livros

evandocarmo@hotmail.com

 

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