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Flavio de Brito
Nacionalidad:
Brasil
E-mail:
Biografia

VERSOS E ENCANTOS

CASAS INESQUECÍVEIS


Casas escancaradas,
Casas modestas...
Ambicionam a chuva apaziguar...
[telhados de palha]
Casas sem portas,
Casas com o livre-arbítrio nas janelas...
Ilustrações de flores,
Tecidos de todas as cores
Guardam as entradas.

Casas de quintais abertos,
Casas com bancos de madeira nos terreiros,
Lá dentro,
Retratos de políticos nas divisórias
[Promessas antigas]

Casas de calçamento batido...
[Terra espremida]
Somente um rádio de pilha na mesa como dicionário analógico.
Casas pequenas,
Casas com girais e panelas alvinhos
[Doces cozinhas]
Casas com fogões à lenha,
Casas com potes de barro,
Casas com redes nos quartos,
Casas com privadas no quintal...
[Sabugos de milhos nos paneiros]

Casas de frutígeros quintais
Galinhas, porcos e patos nos terreiros,
Mangueiras... Cada um tem a sua,
Casas de essência amazônica.

Entalhes da vida querida,
Meninos nus experimentam o seu chão...
Segredos de minha terra...
“ As vez “ deslembrada.

Casas Amazonidas...

TROVA DE CHUVA


Montaria no rio
Encantado nas margens sorrindo,
Samaumeiras rabiscam o céu,
Versos, seduzidos da Amazônia.

Tocantins enchendo sem pressa
Fartura e desgraça por estas nascentes águas,
Um vai e vem de diferentes marés,
Um vai e vem de peixes e borboletas
Plantas cobrindo o rio.

Diferentes configurações de línguas por aqui,
Outros contornos de motivos aparentes,
No glossário: Pixé, arubé, catimbó,
Tango- do- Pará canta harmonioso,
Chuva chegando, verão saindo, gostoso.

Nuvens também cobrindo o rio
Homem e acaso acalentam a mata
Rio Tocantins, trás brando e remanso
Caboclo chegando, “ pra ” pescar.

Montaria no rio,
Um vento embeleza a romaria,
Rio Tocantins, trás manso o remanso
Nas velas que rasgam o Grão –Pará .

E a chuva vem alagando o horizonte.


O TAMBATAJÁ E A FRUTA MADURA


É estrela do bailado navegante
Esbraseia o clarão do meu amor
E vieram as cheias
Na cadência da sereia
Na lua cheia,pororoca “te” encantar.

És completa cor,
Vida suave, fruta madura
Tens o tambor, carimbó no arraial...
Tu me galanteias na folia do rio mar,
Na lua cheia, teu caboclo vai pescar.

Tamba - tajá, trás de volta cunhã – poranga
Trás o teu sorriso e também teus maracás
Meu tamba - tajá, tira quebranto dessa alvorada,
Que o meu amor não demora aqui chegar.

Alumia o curral improvisado de seda
Nua água acalenta a solidão
Na ventania, embarca a nostalgia
Na lua cheia, canto pra ti esta canção.

Saudade, sacode o remo do rio mar
Na maresia, peixe boto vem caçoar
Meu tamba – tajá, minha biografia é correnteza
Na lua cheia, o meu lamento eu vou lhe dar.


Sinopse Biográfica

Flavio de Brito
, professor, músico, folclorista. Nasceu na Amazônia com todos os seus trejeitos encantados. Vislumbra por entre as letras da natureza a essência de sua vida com as marés, rios, florestas e ventos.

Escreve já há alguns anos poesia, crônicas, teatro e romances. Dentro de suas expectativas nas Letras trabalha para editar em Série ainda neste ano a sua primeira obra, denominada “Caboclo” que narra a essência dos Homens Nortistas da Amazônia e toda a sua beleza Amazônica, bem como, transporta em suas páginas a suavidade de nossos ventos, saudades e cheiros desta terra colorida de bens.

Flavio de Brito
Belém – Amazônia - Brasile


adrianoflavius@hotmail.com

 

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