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Cssia Da Rovare
Nacionalidad:
Brasil
E-mail:
Biografia

A barbárie e a flor

A flor não morre
Nas tardes da cidade
Que vive indiferente ao ser.

Restam dias e dias a viver
E a cidade corre com pressa
Sem ter aonde chegar
Sem ter pra onde ir.

Cai à noite com seu manto
Denso frio sobre os telhados
Suspensas eu a lua e a flor
Suspirando mantras dilacerados
A cidade adormece com pavor.

Ouço passos bêbados, atormentados
Soluços da criança, idade em flor
Carinhos abandonados
Embrulhados nos jornais.

A flor morre na noite da cidade
A lua decresce na mesma proporção
Que meu mantra vira pranto
Desta dor que me calou o canto.

Morta a moça flor madura
Pela barbárie da humanidade
Sem nunca ter conhecido
Essa tal felicidade.

Cássia Da Rovare
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Apocalipse oculto

No longo, tão longo fastio dos Sábados
Pipoca frente aos meus olhos timidamente
Pequenos riscos de um sol nevoento.

Meio a sonolência dos Domingos
Bate na porta dos meus pensamentos
O presságio dos negros tempos.
Tempos de um tempo que não chegou
Não chegará.

Meu apocalipse oculto
Que profeta nenhum profetizou.
Uma história que nenhum escritor
Jamais ousou editar em todos os tempos.
Não haverá outro final de semana igual.

Meu corpo cambaleante não olhou pra trás
Não virou estátua de sal
Enquanto o estômago queimava em dores infernais
A cidade e meus castelos ruíram
Como se feitos de isopor, e todos eram.

Tomei fôlego e
Gritei a plena garganta:

\'Demônios todos se existem tomem do que é vosso,
Já não me roubaram tudo, venham buscar então
\'O que sobrou\'

Eu cria, cria em algo maior que não dogmático
Mas no tão longo, tão atormentador final de semana
Passei a crer apenas em mim, do começo ao fim.

Cássia Da Rovare
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Desfazendo perfeições

Vou silenciar meu tempo
Saciar-me de minha presença inóspita
Olhar-me através de cristais e estalactites
Desfazer as gavetas tão alinhadas
como as prateleiras das lojas.

Roubar de mim mesmo as palavras
Que teimam em escorrer pelos dedos e anéis
Por sobre minhas unhas pintadas de vermelho.

Vou debruçar meus segredos sobre papel de seda
Lapidá-los em meus eclipses lunáticos
Pra depois guardá-los no velho baú
desta vida tão comprida.

Vou caminhar sobre o pó dos meus anseios
Arrastando com meus pés as cinzas do futuro
Embaçar os vidros sempre limpos
que já me irritam tanto.

Riscar toda perfeição que me entedia
Gritando bobagens lúcidas
Para o teto atávico dos meus pensamentos.

E o dia,
Ah! O dia surgiu tão frio e ensolarado
Vou molhar as plantas
que ainda resistem aos terremotos.

Cássia Da Rovare

biografia:
Cássia Da Rovare

\'Que o tempo seja suficiente para a saudade, e nunca o bastante para o esquecimento\'

Sou uma mulher comum, complexa, que ama música, cinema, teatro, livros, minhas filhas [3], minhas netas[2] e meu neto.

Não pude concluir o segundo grau, parando no segundo ano.
Isso me parou? Não Comecei a escrever com 12 anos, estimulada por uma professora que lia minhas redações e dizia: Menina, não pare de escrever. Não parei.

Minha curiosidade pela vida, pelas descobertas que poderia vir a fazer, sempre me fascinaram. Minha existência é um ato contínuo de aprendizado.
Nunca saberei se sei ou se sou, mas não me intimido diante das minhas impossibilidades.

Nascida em Limeira SP, sem formação acadêmica, completei até o primeiro ano do ensino complementar.

Minha frase:

\'Aventurei-me, por não enxergar limites em mim\'

Cássia Da Rovare

tatarovare@hotmail.com

 

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