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Erik Aparecido Machado
Nacionalidad:
Brasil
E-mail:
Biografia
O caador de adjetivos

Procurei em toda a etimologia, cacei palavras como quem caa borboletas.
Olhei em dicionrios sbios e antigos, abarrotados de palavras,
Algumas novas em folha, outras mortas h tempos.

Porm no encontrei adjetivos que me descrevessem com preciso,
Este sentimento que me brota peito afora e que j inundou minha alma,
Que entornei ao cho por no mais caber em mim.

Indaguei as estrelas, li nas escrituras.
Campeei em canes, em centenrios sambas e boleros.
Ouvi nos trilhos do trem.
Ningum me disse coisa alguma.

Cavouquei fundo e mais fundo;
Vi que o cho tambm mudo.
Prestei ateno aos burburinhos corridos de boca em boca
Que, como sempre, nada acrescentavam a meu ego.

Bracejei aos campesinos, nos campos de arroz:
Nada me responderam,
De to timoratos, chegam a beirar a rudeza.

Nos palcios de tiranos reis autoproclamados,
Adentrei sorrateiramente,
Temerrio e silencioso tal como um felino,
Sob o risco mortal e gritante [medo de ser degolado por um guarda
carrancudo],
Procurando matar de vez minha gulosa curiosidade,
Novamente, ela ficou insatisfeita.

Afirmo [temendo parecer cabotino], que me luzi feito candeeiro,
Para vasculhar no mago mais escuro do meu ser
A melhor resposta para minha inquirio.

At que hoje, finalmente revelou-se o que me era nebuloso.
inefvel o sentimento que carrego,
um sentimento que vem dos coraes impolutos,
Do primor da liberdade eterna,
Das virtudes, muitas vezes, tremulas,
Da vida vivida plena e desapegada,
Do amor sorvido sempre, com devoo, at a derradeira gota,
Do tempo, que passava rpido...
E, a partir de agora, tende a andar lentamente.

Estranho

Quase sempre tenho saudade, do que passou h menos de um minuto.
Sinto a brisa no rosto, e o aroma que traz consigo,
E me lembro de quando todas as fragrncias eram nicas...
Quando a brisa era novidade.

Sei que o fulano semi-vivo que hoje aqui se encontra, Alheio a bruma e
ao frio,
o oposto daquele que jaz em coma
Silenciado e soterrado sob o peso das prprias costas.
Sei tambm que o empalidecido sujeito que, sem expresso fita o espelho,
um quinto da sombra do que pensou ter sido um dia, e olha
desaprovando:
-De que cor eram teus olhos?

O retrato na parede ostenta um sorriso eterno.
Suas feies se assemelham as minhas, porm, tenho dvidas.
Enquanto enxaguava pensamentos,
Avistei no ralo, um fio cinzento e moribundo,
E pensei em como antes, assim como meus cabelos,
As cores eram mais vvidas, mais intensas.

Dum eco no corredor se fez ouvir uma opaca voz
Que eu aturdido, estranhei.
Parecia ferida a garganta que a provia.
O som de um peito parco, de pulmes parcos.
A voz no dizia nada, porm, eu entendi tudo.

A criana se perdeu.
Entre o salto da laranjeira,
O afoito beijo adolescente,
E a matinal batida do carto de pontos.
Ela no foi a 'Terra do Nunca', nem mesmo conheceu 'Peter Pan',
Contudo, sem que eu percebesse... voou.

Implacvel o relgio que desconhece o peso de cada badalada.
Cada segundo marcado, me um segundo furtado.
Uma frao de meu tempo que ser doado eternidade,
Mas, no a minha.

Fim de noite

Triste sempre no saber
Saber o que se deve sentir
Sentir sem saber
No saber o que sentir

Sufoca o tempo
Tempo de ficar
Ficar sem tempo
Tempo de sufocar

Di o que era inerte
E surge abruptamente
Rasgando o caminho
Deixando pegadas

Que droga de noite
Que wisque ruim
Termina sempre igual
Solido e Embriagus
Num nico copo suado

Erik machado

biografia:
Erik Aparecido Machado

sou brasileiro ,com orgulho,nativo de Mogi Guau,amante da vida ,acima de tudo e das artes,por consequncia.

ericaparecidomachado@hotmail.com

 

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