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Z Carlos Batalhafam
Nacionalidad:
Brasil
E-mail:
Biografia

QUE PODE UM POETA ?

Além de proclamar que o passado não importa tanto
e, o futuro está na palma de cada mão
que se estende para além do desejo,
o que pode a minha, a sua, em meio a tantas falas
que na cidade sopra medo, esperma e canto ?
O que importa ou pode um poeta,
senão, dizer que tudo está por vir
e, assim, incorporar em si
o construtor de verbos,
refazendo o mundo que se quer melhor ?

Importa, o sonho
em obra se materializando;
o processo em construção.
Importa, o amor em cada ser.
Importa, é toda fome saciada,
na justa medida em que fome é.
Importa, é o olhar delineando o horizonte e,
saber que nada acaba ali;
que as cercas podem ser transpostas
e o limite é lá....
onde o espaço se curva sobre o tempo
e, que em cada canto ou lugar,
há berços de novos recomeços.

Anunciar e fazer,
é o que pode um construtor de vida, e
já que os homens fazem:
contemplar, é o trabalho dos deuses.

O que importa ao poeta
e aos que traduzem os símbolos primevos,
é o amor da pessoa amada,
é derramá-lo sobre a humanidade
é deixar jorrar a alma
nessa corredeira do que amar se entende.
Importa, é ver-se livre dos grilhões
que aprisionam a alma;
erguer um trono ou altar,
reverenciando o que se entende vida
e, consumí-la, gota a gota,
em cada sonho conquistado.

O que importa e o que pode os poetas,
ao ganhar o pão de cada dia,
é compartilhar com quem os lê,
a verve de sua poesia.

FLORES PARA A RESISTÊNCIA

Atenta, minha amiga,
foi de ti que aprendi a sagrada dança
e a mais antiga das canções
-o amor tem sempre o dom de transformar paisagens
e a mais insólida viagem em prazer- e, por isso,
abrindo o coração como quem revela um segredo
-com esse violino aflito, incerto instrumento,
que inábil minhas mãos manejam-
quero cantar-te como quem revela um mito.

E nesta canção que o tempo ensina,
dizer-te que não sei o que de nós seria
sem tua voluntária luta e generosa entrega.

Não bastasse ser a eterna companheira,
infinitas vezes, tu és a irmã mais devotada,
a amiga mais fiel e a mãe mais amorosa.
Sobretudo, te saúdo, amiga,
como quem contempla a nuvem em meio á ventania...
e é quando abraço a tua causa que também é minha,
que, meu coração se expande.

Para onde ? -Onde o riso possa ser!

Sei que tú és a mais guerreira e doce criatura;
pois, é destruindo muros e construindo mundos
que contigo avançamos para o eterno bem...
E com isso quero dizer-te, amiga,
que é brutal o peso que carregas
nestes frágeis ombros tão fortes, tão mulher, tão lilazes;
plenos de luz e trevas; cheios de prazer,
mas também de dor que carregas, não só por tí,
mas por mim, por todos nós.

Desde os primeiros sopros e, ainda, nos tempos medievos,
é de tuas mãos, tão solidárias e tão sós,
que brotam os ventos, os vendavais e ventanias;
esperança de novos sóis e novos dias.
E, se nas bordas dessa Nova Era,
as mesmas leis perduram
anunciando falsa calmaria, a hora é de não parar a luta,
mas, juntar as forças, reorganizar a utopia;
pois, tú sabes que as ditaduras não terminam
mesmo com os aliados no poder.

E é por isso que por mais que doa,
tua voz é quem primeiro ecoa: a luta continua !
E em meio a contradições e tropeços, juntando,
somando, sendo; fazendo, insistindo e crendo:
\'tudo de novo, vira começo\'.

biografia:

Zé Carlos Batalhafam.

Paulista de Jales-SP, Zé Carlos Batalhafam é funcionário público lotado na Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo e, autor de: \'Verdades & Mentiras\' -Poesia- 1987; \'Eternos Dialogares\' -Poesia-1990; \'Desordem\'
-Poesia- 1992 e, \'Trilogia das Palavras\' -Poesia- 2007. Como ativista cultural da região leste paulistana [Penha e Itaquera], desde 1985 tem participado de publicações de Folderzines coletivos, tais como: \'Nova Meléka\'- 1985/87; \'Palavras Cruzadas\'- 1990/1992 e, de coletâneas poéticas no Brasil e exterior. Foi, ainda, editor do jornal Ponto de Vista, periodico que circulou na região leste de São Paulo de 1992 a 1996. Há anos, se dedica ao conto e romance; porém, não os publicou.

batalhafam@ig.com.br

 

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