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Lorenzo Federico Pascucci
Nacionalidad:
Italia
E-mail:
Biografia
Poema 1 -
Ninguem dentro de mim.

No quero mais ningum dentro de mim, no tenho mais quartos vazios.

Eu moro junto com todas as estrelas do firmamento.
No meu corao tem o barulhar de um universo que no quer sair,
Universo que vive sozinho falando baixo palavras de amor em todos os
idiomas dos mundos possveis.

Saudades voc junto com todos eles no meu quarto.

Que todo mundo pare de me procurar!

Num dia vermelho,
Voc cruzou o meu espao e os meus tempos.
Foi como o estupor de uma luz invadindo a origem do meu olhar,
comeo e o fim da confuso.

Nesse mundo velho,
que est vivo graas a quem tem ainda a coragem de se apaixonar,
no quero que ningum mais se apaixone por mim.

Talvez, quando os olhos seus cruzaro por acaso o infinito,
voc vai poder entender porque ser amado uma grande dor s vezes.

Saudades.

Se acreditar, e se no tiver medo,
um mundo novo vai aparecer,
janelinhas com cheiro de luz,
pintando o seu olhar na cor das sementes dos desejos,
perfumando alma e o corpo todo com rosas brancas e violetas.

O estupor de um Olhar,
Entre o Nascimento e a Decomposio,
Atravessa os Meus Desejos Humanos e Divinos.

Voc Amor Amores Lutas Paz Vida Morte Ausncia Saudade
Sei no...
Amor, Fala
Comigo no meu Quarto Azul.
No diga nada com medo dos sentidos,
E o teu olhar atravessar todos os desejos humanos e divinos.

Tem fogos diferentes, que no queimam a carne e se alimentam de luz.

Brilha comigo, e se no estiver com medo vai ver o comeo e o fim de
tudo.

Encontrars o olhar da natureza,
Aquela que Existe sem Precisar se Revelar,
a Me dos Cinco Sentidos.

Se fecho os olhos, consigo imaginar o seu vo,
e aonde quer que voc for, o meu pensamento vai te alcanar.
Como entre os avies um passarinho,
azul da cor do cu,
cujo canto mais alto que o barulho dos motores.

Se deito no cho, olhando por cima da minha cabea, vejo esse pssaro
voar entre misturas de tempos e de espaos, onde a luz do infinito
absorve a noo de tempo, e deleta a escurido de
cada instante passado, presente ou futuro.

S Assim,
na Ausncia do Antes, do Agora e do Depois,
Gosto de Lembrar de Voc,
Gosto de Lembrar dos Amigos,
dos Sorrisos,
e Convidar Todos para Brincar Comigo.

Eu digo:
Lembrem de mim, quando sentir solido no prolongamento da espera.
Lembrem que existem pessoas devoradas pela primavera.

Assistam o meu drama com luz acesa,
deixem entrar no esprito esta voz,
porque a arte fica na parte mais frgil de todos nos.
Pra voc, escrevo essas palavras,
porque no tenho nada de mais precioso para oferecer.

Receba com elas todas as sensaes que me penetraram alma e corpo
durante a viagem,
todos os sentidos de todos os mundos,
Como em uma paisagem
pintada
entre todos os tempos da humana razo.

Agarra pulando a mgica que transforma as gotas de gua em borboletas,
bruxinhas e fadas,
E se joga no ar dentro da borbulha de luz.

E que todo mundo me perdoe, se no consegue me esquecer.
Me perdoem, se esto dormindo, e a dor dos povos humanos perturba o seu
sono atravs do nosso canto.
No vou deixar voc correr nenhum risco,
mas o nico medo que realmente sinto,
o perigo de no sentir mais nada.

Essa dana de sentidos,
esses cheiros de torrentes e rios de outros mundos,
onde nascem flores desconhecidas com cores diferentes e inimaginveis,
esse imenso e precioso sonho todo ...
S pra voc.
S pra voc, Bruxinha, que nesse preciso instante chegou a ser
substncia da origem dos meus pensamentos.
Horizonte que me acolhe se para me expressar preciso voar.
Sonho originrio e olhar da Natureza que te criou desse jeito.

Vivemos em um mundo velho,
unido s graas a quem ainda tem a coragem de se apaixonar.
Receba ento todas essas cores,
Grave essa paisagem em uma moeda de 25 centavos e
Deixe-a cair no cho.
Se prepare ento a acompanhar a roda gigante da piedade humana.
Abra seus olhos para no reconhecer mais nada.

E se um dia algum de vocs procurarem por mim,
procurem nas pedras do mar,
nas mais bonitas,
eu estarei ali,
sentado sempre no mesmo lugar.

Se algum dia voc, Bruxinha, procurar por mim,
Olhe pelas esquinas do cu, atrs da poeira das estrelas,
Assim vai encontrar o meu olhar.
Junte todos os sons do barulho de cada dia,
Assim vai ouvir a minha voz,
Quando estarei gritando o seu nome.

Esqueam-me agora,
porque s assim vo me recordar para sempre.

E se sentirem saudades,
procurem minhas palavras nas pessoas,
procurem a minha luz nos povos de outras terras,
e saibam que eu no sou ningum,
mas que o esprito que me guiou at hoje vive dentro de cada um de ns.

Agora tenho que ir,
continuar minha viagem de vendedor de brinquedos,
fabricar estrelas e sonhos sem preo fixo.

Tem muita gente esperando realizar sonhos organizados,
pelos quais todo mundo teve que pagar um preo fixo.
Eu invento brinquedos, acendo estrelas.

Justo ou errado pode ser julgado s de dentro do seu corao,
Como uma luz dentro de um poo profundo, olhando fixo para o cu.
Enfim...
Eu sou gua, Terra, Fogo e Ar.
Eu sou o Nada porque ele Comeo e Fim de Tudo.

Eu sou Jujuba e Solido,
No sou Ningum, mas como algum disse um tempo, tenho dentro de mim
todos os sonhos dos seres humanos.
No esqueam sonhos, sonidos, perfumes, luzes, cores ou estrelas perto
do meu recordo, porque entrariam espontaneamente a fazer parte daquela
banda de malucos que habita o meu estranho corao.

No sou ningum,
mas um dia eu vou abrir a porta desse estranho parque vagabundo que bate
no meu peito,
e junto a todas as pessoas que vo sair de l:

Eu vou Esperar Voc,
Sempre L,
Naquela Mesma Pedra,
Brincando com os anjos de quem consegue olhar mais longe de todos e do
fim.

Eu No Te Amo, Vivo Para Ti.
Eu No te Quero, Eu Te Invado.
Eu No Existo Sozinho, comigo eu trago todos os sonhos dos seres
humanos.
E entre esses sonhos todos, olhando pra ns desde a sua vassourinha de
luz.

Voc...

Bruxinha Azul e Preta.

Porque Luz Intensa Cega.

Poema 2 -
Historia de Piedra

Estuvo aqu.

Dej una pluma azul.

Cada da nacen flores en el mundo, pero tambin espinas.

Yo and un da por ese camino, donde no hay espacio para el olvido y los
recuerdos te queman el pensamiento.
Las masas de hielo se te clavan como flechas lanzadas hacia tu propia
soledad, y no hay olvido ni sueo, ni verdad, ni melodas. Hay sitios
que no conocen la primavera, en los que el corazn de la tierra hiela
aunque tiemble el sol. Slo esas blancas colinas que separan seres y
cielos, y que derraman, por su beldad,
lagrimas de tierra en el mar.

Todo eso es armona.

Hace tiempo que la Piedra esconde aqu un secreto, se lo contaron los
dioses un da, despus de dejarle su condena eterna:

- Hermana piedra, t vers los pasos de todo hombre, todas las miradas
imprimirse en el aire y desvanecerse como un rostro de mujer mirando sus
manos. Y las quimeras y las monedas, y las mentiras y las muecas. Y la
verdad y la pobreza, y la acritud y las riquezas.

-T vers, hermana. Esta es tu condena. Sin ojos para que no se te
cierren,
y sin manos para que no deseen.

Mucho es mentira en este mundo, por eso te hago de piedra. Y recuerda,
amiga, todas lar miradas, ve sacando los recuerdos escondidos detrs de
la luna. Olvida la suerte, ella nace muy deprisa, y muy deprisa muere.
Elige por compaera a tu cintura y espera en la morena cabellera. Un
da, la vida de la humanidad acabar, y entonces yo te plasmar
despierta. Te donar ojos para ver y voz para cantar. Y te ensear a
volar! Tu alma pesada ha vivido una estacin muy seca, y ya es tiempo
de.ligereza.

Ya has visto, hermana, a qu te llevan las ciencias,
ya has perdido la sed de conoscenza.

No te hace falta nada ahora, se ha liberado el pensamiento del hombre y
slo queda pensar
al valor de otra mano, segura de que hay que echar a andar.

Levntense, acantilados, y nos muestren su cara.

Veris un da all arriba una flecha azul,
ahora pasa ya otro tiempo, corre ms despacio la manecilla,

El pajaro estuvo aqu, hermana piedra, ya es hora.
Arriba riela la luna y ya no hiela ms la tierra.

Sembradora nueva, descalza y pura,

levantate y anda!

Poema 3 -
Tu [a un amico]

Atardeca.

[No es nada, vaya, no es nada! Espera, que luego pasa. Ya vers que
pasar!]

Extranjeros...

[Pero, quin es el extranjero aqui?]

Hay voces por todas partes y cruzan mis pensamientos.
Yo no entiendo el idioma.

[Y ahora qu hago? Donde voy? Quin es ah?]

Hay sitios en los que no existe un pas, en los que no se puede
hablar de Italia, de Espaa o de Francia, porque no tendra sentido.

Yo viv all.

Puede que se nos sienta extranjeros incluso hacia nosotros mismos,
y que todos los que nos rodean no nos inspiren ms que piedad.
Yo os soy extranjero, lo veis no?

[Msica maestro, msica por mi cuarto!]

Cuando me pidieron: 'Quieres subir a mi cuarto?' yo no saba que se
habra acabado as.
T.
A veces, incluso cuando llueve, no queremos sol; otras ,en cambio,
buscamos lunas de da.
Se nos encontra a menudo por esas plazas alumbradas, sentados en las
esquinas sin luz, a esperar la primavera.

[Desde aqui, decimos, se ve mejor!]

Pero la verdad es que nadie nos llama y, aunque nos llamasen,
muchas veces estoy seguro de que no podramos or. No es siempre posible
comunicar desde y hacia mundos y muy pocas personas logran or a Los
Muertos.
Humos en el humo de nuestros sueos y tomamos un agua santa que nos
lleva consigo hacia la soledad.

[Qu es la verdad? y la ilusin en cambio? Prefiero elegir segn los
momentos la perspectiva mejor.]

- Amigos, alguien otro naci en seguida bajo nuestra misma
costelacin.
l no lo saba pero lleva consigo nuestra misma condena y yo tengo
ahora que contarle todo:

'HERMANO, en el mundo hay un pueblo escondido, hombres que viven
como antiguos caballeros buscando a su dama.
Estos hombres no tienen nacionalidad sino un intento por cumplir, una
misin. Lo malo es que ninguno de estos hombres conoce su objeto, y eso
les obliga a buscar propio lo que deben buscar, porque ninguno de ellos
lo sabe.

No saben dnde, no saben cmo, no saben por qu.

Alguien quiso un da que existiesen las reglas, y nos dio por
primera la que reglas, para este primer mundo, no hay.
l nos entreg los corazones y, como los haba de diferente natura,
tuvo que dividirlos y repartirlos sin criterio, al azar, entre todo
hombre.
A los de ese pueblo toc lo ms raro, el corazn ms grande, donde
caban ms sentimientos, ms emociones, y donde haba tambin ms
espacio para contenir el dolor.
l dijo: no te preocupes, hermano, por la ley que anula los
opuestos,
los que han sido un da dolores, se cambiarn maana en cristales de
felicidad; ms te fue amiga la soledad, ms luminosa ser la estrella
que te despiertar cada da de tu cama y, por fin, mas noble habr
sido lo que elejiste como el objeto de tu busqueda, ms palmeras tendrs
en tu jardin de rosas frente al mar.

Pobres no son los que tienen poco, sino los que desean mucho.

Hay que desear, pero todo deseo puede ser bueno o malo segn su
natura. Se nos dijo y ahora sabemos que para los deseos ms ligeros, los
que volan hacia el cielo, hay que esperar.
Los otros deseos, los de diferente natura, de natura fisica, material,
la quantidad de esos deseos son propio los aos que hay que esperar
antes de realizar los primeros.

Y no hay salida de este infierno, pero se nos dio una opcin: podis
decidir si vivir el infierno ahora o despus, nos preguntaron, y yo dije
'ahora', porque ahora tengo ms fuerzas.

Vive querendo lo ms posible y no te pasar nada, me digo yo, espera
el da en que todos los de este pueblo se encontrarn y sigue
practicando toda forma de armona.

Ese da yo tendr un sitio al lado de mis hermanos, nos escucharn
todos cantar, y bajo el humo de un falso cigarro, nos entregarn por fin
lo que acabaremos para siempre de soar.

Nos lo prometo.

biografia:
Lorenzo Federico Pascucci

Expatriado italiano, poliglota cosmico, amante desesperado, inguaribile
romantico..

lorenzofln@hotmail.com

 

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