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Viviana Ramos
Nacionalidad:
Brasil
E-mail:
Biografia

A Beleza da Mudança

O tempo já desenha
Em meu rosto sua passagem
Divago na expressão destas linhas
Que formam minha paisagem

Já não tão bela
Mas ainda tão minha
E toda a minha história se revela
Por cada uma destas linhas.

Quem eu fui deixa sua marca na face
Mas ainda não sei quem sou
Mas sei que não me cabe
Querer retornar ao que passou

Passou... não volta mais
Mas há muito em meu porvir
E mesmo que a velhice me seja algoz
A face enrugada ainda pode sorrir.

Foi-se a firmeza dos seios
Perdeu-se a perfeição das curvas
E acaso não devo ter mais desejos?
Ou devo escondê-los nos vincos de minhas rugas?

Por acaso não serei eu
Quando a face estiver enrugada?
Não serei mais eu
Quando a visão estiver turvada?

Sou infinitamente muito mais
Do que os olhos podem ver
Não sou somente a carne
Que há de apodrecer

Ainda assim...
Sou a essência da luz
Que nunca deixei de ser.

Viviane Ramos

A ALFORRIA DE UM SONHO

Folha em branco, punho armado
Pensamento santo, verso quase sagrado
Pois proclama no peito a alforria de um sonho
A liberdade da poesia no meu canto

No canto que ecoa pelos ares
Atravessa gritante, os gigantes mares
Para buscar na força da imensidão
Os versos que compõem a libertação

Negros versos ditam a canção
Rasgam em pedaços o perjúrio
Que formam a letra desta unificação

Versos escravos, códigos sagrados
Veementes rasgam da folha, a branquidão
E assinam alforria ao meu coração.

Viviane Ramos

A Primeira Vez

Nesta noite, anseio me perder.
Embriago-me de vinho e paixão.
Não pretendo hesitar, nem conter
O renitente desejo do meu coração.

A mão impertinente se conduz
Por um caminho impróprio.
A cálida boca seduz
Ditando suas regras ao corpo.

O corpo estupidamente resiste
Por segundos... imanente persiste
E teima ainda em relutar

A mão pega a caneta arredia
Ternamente rasga a nudez da folha fria
E se atreve a sonetar.

Viviane Ramos

BIOGRAFIA:
Viviane Ramos
- eu sou poesia e ela me descreve... Minha Poesia é o grito silencioso da minha alma...
Meus sentimentos explodem em palavras lançadas ao papel, sem preparação prévia ou estudo meticuloso das rimas;
elas vão surgindo, como lágrimas... que ao caírem no papel tomam vida e forma de poesia.
Poesia sem classificação, pois não consigo classificar meus sentimentos, escrevo e só... As vezes sou Haicai, sou prosa ou canção...
as vezes, sou palavras sem nexo lançadas ao vento... Mas sou e estou em cada uma delas... pois o papel é o espelho que reflete...
o que há em meu coração!
Duque de Caxias - RJ

vivianepoeta@hotmail.com

 

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