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Lus Antnio Silvestre da Mota Filipe
Nacionalidad:
Portugal
E-mail:
Biografia
S DA NOITE

s da noite
Dos candeeiros e lanternas
Que iluminam a Cidade
O mesmo lugar que percorres
Num misto de mgoa e saudade;

s da noite
Das esquinas, das vielas
Frias, escuras, sombrias
Palco para a tua dor
Teus Desamores e agonias;

s da noite
Da magia dos teatros
E dos retiros fadistas
De tantos fados e poemas
Vivendo nas vozes de artistas;

s da noite
Dos passos que fazem ecos
De murmrios e segredos Dos amantes, das paixes
De histrias de mil enredos;

s da noite
Das estrelas, do luar
Dum sonho, duma iluso
Dos beijos apaixonados
Que aquecem teu corao.

s da noite
Do grito e do riso
Do mal e do bem
s de todosmas no s de ningum!

Autor: Lus da Mota Filipe [Anos Montelavar-Sintra-Portugal]

Poema premiado com o 3 Lugar na modalidade de Poesia, nos X Jogos Florais da Alma Alentejana Cidade de Almada, 2010.
In Despertar dos Sentidos, edio de autor, 2009.
InGEOGRAFIA do Silncio,Ed.Edium Editores,2010.


EU PRECISO

Do dia e da noite
Do sol e da lua
Do calor e do frio
Dos raios brilhantes e de tantas chuvas!
Da aldeia e da cidade
Da calmaria e da animao
Da vizinhana e da agitao
Das conversas dirias e de mil silncios!
Do campo e do mar
Do verde e do azul
Do florido e do murmrio
Dos perfumes terrenos e de infindas imensides!
Da casa e da rua
Da famlia e da irmandade
Da ternura e da partilha
Das origens memorveis e de aventuras tamanhas!
Do riso e do cantoe de encantos admirveis
Das coisas simplesmas grandes
Eu precisode vidas na minha vida!

[Luis da Mota Filipe]
[Anos-Montelavar-Sintra-Portugal]


RETALHOS DE UMA ALDEIA

Aqui
Onde o bom dia baila de boca em boca numa dana natural, as manhs brindam-nos com a pureza das gotas de orvalho.
H cheiro a campos viosos e a perfumes que vivem nos estendais de roupa sempre que se encontram povoados.
Os beirais acolhem sinfonias, anunciando a estao dos amores.
O toque do sino na torre o orientador fiel para os que andam mimando as suas fazendas.
Diariamente, em cada morada, fumegam iguarias saloias compondo buchas, merendas e ceias.
Postigos gastos so enfeitados com a brancura da arte rendilhada.
O rossio, o mirante, a sociedade, o chafariz, o rio e o poo, so os padrinhos briosos de algumas ruas e largos.
Enquanto os ptios namoram com as travessas e os becos cobiam as ladeiras, bancos improvisados, aquecidos pelo sol, servem de palco aos temas da vida alheia.
Agosto ms de branquear casas e muros, para que possam combinar com a pureza dos jardins de f que se carregam aos ombros.
Neste canto saboreia-se a tranquilidade, respirando-se das marcas seculares.
Nesta terra que beija o cu, os dias morrem mais depressa e as noites nascem mais cedo.
Na aldeia os sorrisos e as lgrimas so comunitrios, partilham-se dores e alegrias.
No se fantasiam sentimentos. Tudo mais autntico e a vida brota ao sabor dos versos apinhados de rimas de verdades.

[Autor: Luis da Mota Filipe]
[Anos-Montelavar-Sintra-Portugal]


ONDE QUE MORA O AMOR

Tristes meninos da rua,
Ao sol, chuva e ao vento,
Descalos vo caminhando,
Lado a lado com a dor;

Respondam-me por favor,
Onde que mora o amor?

Pobres sem terem um abrigo,
So guardas das escadas,
Dos prdios destas Cidades,
Quer faa frio ou calor;

Respondam-me por favor,
Onde que mora o amor?

Idosos de avanada idade ,
No recebem mais carinho,
So p`ra muitos gente velha,
Que dizem no ter valor;

Respondam-me por favor,
Onde que mora o amor?

As rvores das nossas serras,
So cortadas e queimadas,
Quando aparece um criminoso,
Um assassino devastador;

Respondam-me por favor,
Onde que mora o amor?

E so tantas essas flores,
Que acabam por morrer,
Sentindo a falta da gua,
No vivem s de calor;

Respondam-me por favor ,
Onde que mora o amor?

Ponham um ponto final,
Nas guerras e nas traies,
Nas fomes, drogas, misrias,
Pois que venha um salvador,
Iluminar este mundo,
Com a chama do Amor!

A ESSNCIA DA AMIZADE

A Amizade
a palavra mais terna,
Que todos devemos soletrar.

A Amizade
o gesto mais doce,
Que todos devemos partilhar.

A Amizade
a semente mais rica,
Que todos devemos cultivar.

A Amizade
o tesouro mais valioso,
Que todos devemos procurar.

A Amizade
a jia mais preciosa,
Que todos devemos preservar.

A Amizade
o sentimento mais puro,
Que todos devemos guardar.

SOU ASSIM

Eu

Sou gaivota rasgando o cu,
Livre, solta, endoidecida,
Em busca de um sonho meu,
Duma enorme paixo vivida;

Sou o Rio, espelho d`gua,
Correndo sem me cansar,
Esquecendo a dor e a mgoa,
P`ra na foz do amor partilhar;

Sou papoila que se agita,
A bailar ao som do vento,
Amando este pais que grita,
Num poema: uma prece, um lamento;

Sou onda que se agiganta,
Na imensido do mar,
Quando escuto: amigo canta,
Navego num fado a cantar;

Sou Serra guardando segredos,
Bosque de histrias e contos,
Desprezando mentiras, enredos,
Abraando o mundo aos poucos;

Sou chama do Sol de vero,
Nuvem escura a desabar,
Um misto de emoo,
Ao partir e ao chegar;

Sou do tempo, intemporal
No espao, esqueo a morada,
Um viajante imortal,
Uma alma apaixonada.

BIOGRAFIA
Lus Antnio Silvestre da Mota Filipe
, nasceu em Lisboa a 7 de Agosto de 1970, Cidade qual dedica enorme carinho, visitando-a e percorrendo-a incessantemente buscando nela muita da sua inspirao potica. Filho de Pas naturais da Regio Saloia de Mafra e Sintra.

A infncia e a adolescncia viveu-as entre aquela que diz ser sua Aldeia de sempre e para sempre Anos [Montelavar] onde actualmente vive, e a Vila de Sintra.

Tem visto seus trabalhos publicados na Imprensa Local e Regional, ao mesmo tempo que vem participando em Antologias / colectneas e diversas tertlias poticas assim como concorrendo a vrios concursos e Jogos Florais, obtendo alguns prmios e menes honrosas, de que se destaca a obteno do 1 prmio do concurso de Poesia Aurlio Fernando, de Vila Nova de Famalico em 2010.

Participou como Letrista de Fados, Marchas e canes, para peas de Teatro de Revista Portuguesa, entre os anos de 1996 e 2006.

Editou em Maro de 2009, a sua primeira obra potica O Despertar dos Sentidos numa edio de autor, prevendo lanar um novo livro de poesia no Outono de 2010.

scio da Associao Portuguesa de Poetas A.P.P.

Editei um novo livro de poesia com o titulo 'geoGRAFIA do Silncio', em Dezembro de 2010, cuja editora a Edium Editores.
lasmfilipe@hotmail.com

 

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